domingo, 6 de novembro de 2016

Brasil e Estados Unidos: Nada será como antes...

A transição que toma conta do mundo

O medo fortalece a direita.
A falta de liberdade estimula o crescimento da esquerda.

A estabilidade na economia ajuda o país a democratizar-se.
A incerteza fortalece os extremos...

Nessa semana teremos fatos relevantes 
que poderão mudar a história do Brasil e dos Estados Unidos.

1 - Na próxima terça-feira, dia 08, os americanos estarão elegendo seu novo presidente. Esta é a eleição mais emblemática dos últimos 100 anos.

Do lado dos republicanos terá um candidato sem cultura partidária, empresário que espelha o espírito americano de "self made man", conservador e defensor de uma glória americana que já não existe mais. Como sempre, os conservadores vivem do passado...

Do lado do partido democrata, os americanos têm uma candidata que é porta-voz do sistema financeiro, do neoliberalismo e do "big stick" internacional. Isto é, democracia para dentro, para os americanos,  e imperialismo no cenário internacional. Para os que devem obedecer aos americanos...

O maior adversário dos Estados Unidos, além da própria escolha interna pelo neoliberalismo, é o novo poder da China. Se no século passado a Inglaterra foi a grande operadora dos Estados Unidos no cenário europeu, nesse século, cada vez mais os americanos dependem da China. Na produção, no consumo, nas finanças e na "neutralidade chinesa em relação ao poderia político e militar dos Estados Unidos". Os americanos cada vez mais precisam negociar antes com a China. E não existe a alternativa militar contra a China...

Já a Europa, depende cada vez mais da Alemanha e da Rússia.
O Oriente Médio fica no meio dessa confusão toda.
E a solução passa por ampla negociação internacional.


2 - O Brasil isola-se internacionalmente. 

Anda para trás, abrindo mão do papel mundial que Lula desenvolveu para voltar a ser mero coadjuvante dos Estados Unidos. Serra e FHC sempre defenderam e praticaram essa visão subserviente, acadêmica e colonizada...

O Brasil politica e juridicamente fortalece uma ditadura disfarçada de "democracia jurídica", onde nem os empresários têm segurança de nada. As pessoas comuns vivem fiscalizadas, agredidas e ameaçadas. Os ricos ameaçados pelo Lava Jato. A imprensa amordaçada pelo proprietários golpistas. Os partidos desmoralizados, ao ponto de negarem a política, elegendo-se como "gestores apartidários"...

A economia degringola-se, aumentando o desemprego, a recessão e o ajuste fiscal neoliberal, que objetiva enfraquecer o Estado do Bem Estar Social, concentrar a renda e acabar com a autonomia produtiva nacional. Seremos todos consumidores...


3 - O PT e o lulismo tentam achar o rumo depois da derrota eleitoral

A direção nacional do PT, com a presença de Lula, estará reunida para decidir como será dirigida depois de uma série de ataques externos e internos que o partido presenciou.

Como era certo que um dia aconteceria, o PT foi derrubado do poder, não pelo voto democrático, mas por um golpe chamado impeachment. Esse golpe foi ruim em todos os sentidos.

Primeiro, porque a direita não teve a paciência de esperar as eleições de 2018, onde ganharia fácil. Segundo, porque o golpe cria uma mística de que o partido não perderia as eleições e também porque dificulta a autocrítica em relação ao governo Dilma e em relação as alianças conservadoras...

Ganhar e perder eleições faz parte da democracia e da vida de qualquer partido. Os partidos europeus têm mais de 100 anos de existência. Os partidos brasileiros, que são 35, têm em média 20 anos ou menos de existência. É muito pouca democracia.

Para onde vai o PT?
Para onde vai Lula?

Enquanto Lula estiver vivo e ativo, o PT irá para onde Lula for.
E Lula sempre estará do lado da democracia, da liberdade e
do lado dos mais pobres.

A vida de Lula foi e é assim.

Entre o risco de errar na democracia,
e acertar no autoritarismo,
Lula sempre ficou com a democracia.

Se a direita brasileira fosse menos mesquinha,
Faria com Lula o que a África do Sul  fez com Mandela.
O trataria com o maior respeito e deferência.
Pessoas como Lula e Mandela aparecerem somente
a cada século...

Sem o Lula, a violência tende a crescer 
tanto de um lado como do outro.
Com o Lula, até os evangélicos também
terão quem valorize o papel social das Igrejas.
Sem o Lula, restará o ódio de classe,
tanto da direita, como da esquerda.

O Brasil precisa conviver com a diversidade,
com a liberdade de organização e representação.
Educar não é só nas escolas,
é na família, no trabalho e na vida.

O Brasil precisa desenvolver sua democracia.

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