sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Abilio Diniz continua sendo um exemplo

Meu grande erro empresarial foi negligenciar 
o valor e a importância de um contrato.

Ter a humildade de reconhecer publicamente seus erros, suas fraquezas não é para qualquer um. Principalmente  se isso for dito por um dos maiores empresários do Brasil. Estamos falando de Abilio Diniz.

Abilio diz que seu maior erro empresarial foi o contrato assinado em 2005 com Jean-Charles Naouri, presidente do Casino, empresa francesa, contrato feito para reduzir o endividamento do Grupo Pão de Açúcar.

Por causa desse contrato, Abilio entregou, em 2012, o controle da maior companhia de varejo do país, fundada por seu pai, ao sócio francês.  

Esse depoimento está no Caderno Valor Fim de Semana, de hoje.

Eu e Jean-Charles conversamos, para garantir que nada mudaria. Eu deixei isso apenas conversado. FOI MEU ERRO. 

Sem combinar com o dono do Casino, Abilio tentou comprar parte do Carrefour, promovendo a fusão do Pão de Açúcar no Brasil com o Carrefour. Naouri, o dono do Casino, convocou o conselho de administração do Casino, em Paris, e torpedeou formalmente a operação, na presença de Abilio.

O rompimento ficou inevitável.
O mundo ruiu para Abilio.

Era o fim do empresário?
Não, como um fênix, partiu para o mercado, comprou ações, montou empresas, voltou a negociar com o Carrefour e hoje é, mais uma vez, um grande vencedor.

Enquanto Abilio cresce no Brasil e no mundo,
o Pão de Açúcar e o seu dono francês estão patinando economicamente.

Não por acaso, na capa do mesmo Valor de hoje, quando aparece foto de Abilio Diniz e aborda sua boa entrevista também na capa do jornal aparece a notícia de que o CASINO PODE NEGOCIAR A VIA VAREJO.

Só faltava Abilio comprar a Via Varejo, controladora das Casas Bahia e do Ponto Frio, ambas compradas pelo Pão de Açúcar quando Abilio era o proprietário.

Que ninguém duvide de Abilio Diniz! 

Agora, mais do que nunca, além de ter mais fé em Deus, Abílio sabe que ter Contratos bem feitos e bem amarrados são imprescindíveis. Já não existe mais acordo de fio de bigode. Já que, nem bigodes não existem mais...

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