terça-feira, 8 de novembro de 2016

A economia brasileira continua ruim

E tende a piorar

Nos jornais, a parte superior das páginas falam que a economia está melhorando.
Mas as partes inferiores só falam de crise econômica. E de mais crise...

Quem está mentindo?

Porque as pessoas estão mentindo tanto?
Mentem os jornalistas, mentem os economistas, mentem os advogados e os governantes...

Será que os professores mentem para os alunos?
Será que os religiosos mentem para os fiéis?

Ou será que todos andam mentindo porque até os juízes e policiais também andam mentindo?

Vivemos no país da mentira?
Ou é a crise que faz com que as pessoas falem qualquer coisa ou acreditem em qualquer coisa?

Eu vou mostrar uma série de números que foram apresentados por um professor universitário, que é doutor em economia e é uma pessoa que acredito muito. Ele apresenta os números e a fonte da informação.

Podem não ser verdades absolutas, mas são números que nossa imprensa ou esconde, ou manipula. Como faz com a política e com o judiciário.

Vejamos:

1 - A atividade econômica segue apresentando um quadro de piora. Em doze meses acumulados, o recuo foi de 5,6%. Fonte IBC-Br, Índice de Atividade Econômica do Banco Central.

2 - O setor industrial acumulou no ano queda de 7,8% e nos 12 meses resultado negativo de 8,8%. Fonte: Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF).

3 - O volume de vendas do comércio varejista teve uma queda foi de 6,6% e em doze meses acumulados o recuo foi de 6,7%. Fonte: Pesquisa Mensal de Comércio - IBGE.

4 - Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, apontou que o setor teve, em doze meses acumulados, a variação de -5%.

5 - A taxa de desocupação atingiu 11,8%, no trimestre encerrado em setembro, segundo a PNAD. Já são cerca de 12 milhões de pessoas desocupadas.  O saldo de geração de postos de trabalho formais foi negativo em 684 mil no ano e em 1.600 mil no acumulado em 12 meses.

6 - A expectativa inflacionária, medida pelo relatório Focus (do Bacen) está em 7,23%.

7 - A Selic é um escândalo - A tendência de desaceleração inflacionária, a piora da crise econômica e do mercado de trabalho, mais a deterioração das contas públicas são fatores que reforçam a necessidade de se reduzir a taxa Selic, com maior rapidez e intensidade.  A elevada taxa básica de juros é um dos principais fatores que tem provocado uma piora do mercado de trabalho.

8 - Contas Públicas - O deficit primário acumulado até setembro chegou a um resultado negativo de 3,08% do PIB. Já o resultado nominal, que inclui a conta com juros, chegou a 6,355 do PIB.

Nota: 

O rombo fiscal tem uma influência  muito maior das despesas financeiras do governo do que do gasto primário que deverá ser congelado em caso de aprovação da PEC 241.

O objetivo da proposta não é o de realização do saneamento das contas públicas ou redução do endividamento em proporção do PIB. Se fosse, as condições da política monetária deveriam ser drasticamente alteradas e o teto de despesas teria que ser imposto ao pagamento de juros.

Podemos, portanto, afirmar que o que está em jogo, na realidade, é o desmonte do Estado de bem-estar construído pela Constituição Cidadã de 1988.

Quem quiser mais detalhes sobre estes números, pode procurar o Professor Doutor AC Lacerda, fone 11-3589-9010, www.aclacerda.com, Boletim Mensal de Economia, Novembro de 2016.
Neste eu confio.

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