sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A banalização da violência no Brasil

A prisão de Sérgio Cabral

Não vi o noticiário da televisão, mas soube hoje que a Rede Globo resolveu ridicularizar o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A desmoralização de Cabral foi feita também na rádio e no jornal da Rede Globo.

Será que, só agora a Rede Globo descobriu quem era Sérgio Cabral?

Que os abusos de Sergio Cabral mostram falta de respeito com a coisa pública isso é inquestionável.

Mas, os políticos brasileiros sempre foram promíscuos... 
Principalmente os mais conservadores, os que apoiaram a ditadura e que sempre consideraram o Estado como parte de seus direitos e propriedades. Essa apropriação do Estado e do espaço público é parte da história do Brasil. Vem de longe.

O judiciário e a imprensa estão cometendo abusos.

A imprensa está agindo de forma combinada com o judiciário para expor a vida familiar dos presos nas operações diversas feitas contra políticos e empresários aliados dos políticos atingidos.

A combinação entre imprensa e judiciário serve para passar uma ideia de neutralidade e de que a ação é entre bandidos e mocinhos. Parte da população aplaude o circo criado pelo judiciário e imprensa. Parte sabe que esse circo pode atingir qualquer pessoa. Afinal, as prisões não precisam de provas, bastam alguém "delatar". As provas se arranjam depois... Esse filme nós já conhecemos.

Porque ridicularizar Sergio Cabral e Garotinho?
Ambos ex-governadores do Rio de Janeiro?
Não bastava prendê-los?

E os outros governadores, são santos?
E os juízes, são santos?
E a imprensa, é santa?
E os demais políticos, são santos?
E os demais empresários, são santos?

Qual é o critério de escolha para prendê-los?

Só sabemos que está havendo uma banalização da violência no Brasil.
Como também está havendo abusos das autoridades.
E também está havendo abuso da imprensa.

Quando a violência se banaliza,
só outra violência põe fim aos abusos.

Esta outra violência, ou se dá pelo uso das Forças Armadas,
ou se dá em forma de Guerra Civil.

As Primaveras Árabes já demonstraram isso.
As rebeliões nos países do Leste Europeu, também.

A América Latina está sonolenta, agredida e violentada.
Aqui ainda não começaram
nem os golpes militares,
nem as guerras civis.

Mas a sensação é que estamos muito perto.

E o silêncio do PMDB, como se explica?

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