quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A desmoralização da política

Se gritar "Pega ladrão!"

O Brasil conseguiu desmoralizar a política e tudo que diz respeito à  coisa pública. A quem interessa isso? Os golpistas usaram o artifício de falar mal de tudo que era  público contra o governo de Dilma e do PT.

Agora no governo Temer, o desgaste continua com o pessoal do PMDB.

O PSDB vem controlando o Judiciário, a Imprensa e parte da vida parlamentar. O PSDB é o novo porta-voz da direita brasileira. Os demais partidos, em nome do salve-se quem puder, estão reféns do PSDB. Só que o PSDB é predador, não aceita dividir o poder. Eles  querem mandar sozinhos, deixando os demais partidos em cargos secundários.

Além da desmoralização da política,
o Brasil vive a desmoralização da Economia
e o corte nas políticas sociais,
gerando assim o clima para o descontrole social
 e o crescimento da violência.

Não é por acaso que andam dizendo que quem está crescendo no Brasil é o PCC, com sede em São Paulo. O crime organizado. Dizem que o PCC fez aliança com o Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Por isso que o Rio de Janeiro virou uma confusão.

Nesse jogo todo, é preciso clarear qual é o papel das Igrejas Evangélicas e o papel do Judiciário. Se estes dois atores sociais também perderem a confiança do povo, restará muito pouco para servir de base de sustentação ao governo Temer.

Como os empresários estão acovardados. Restará aos movimentos sociais irem para as ruas defender a Democracia, o Estado de Direito e a seriedade das Instituições. Quem mais perde com a baderna é o povo.

Como diz Delfim Neto, com tanta insensatez,
o Brasil pode virar uma grande Venezuela.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Tragédia Humana e Esportiva

Porque estas coisas acontecem?

O Brasil passou o dia aturdido com o acidente de avião que acabou com o time da Chapecó, além de muitos jornalistas e pessoal de apoio ao time.

Considerada com a maior tragédia esportiva do mundo, isso não ameniza o sofrimento dos familiares, dos sobreviventes, da torcida e dos moradores de Chapecó, interior de Santa Catarina.

Volta e meia cai um avião e morre muita gente.
E o controle de qualidade? E a fiscalização?

As empresas aéreas sempre culpam os pilotos, dizendo que foi falha humana. Mas o sistema de aviação tem que ter mecanismos que minimizem as falhas humanas.

Teve gente que deveria estar no avião, mas, algum motivo fez com que não embarcasse. Foi o destino? O que será que fez com que essas pessoas não embarcassem?

O time que disputaria com a Chapecó, o Nacional de Medelin, são assim ambos campeões. O título de campeã não devolverá à vida do time, incluindo seu técnico, mas servirá como homenagem.

Viver é condição para morrer.
E todos morreremos um dia.
Todos sofremos quando a morte chega.
Principalmente as crianças e as esposas.

Os jovens jogadores são heróis nacionais!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Um erro primário da BRF e de Abílio

Uma empresa do mundo "não pode esquecer os Negros"

1 - Ao ler os jornais hoje cedo, deparei-me com propaganda da BRF de duas páginas na Folha de S.Paulo. O primeiro pensamento que me veio foi que a BRF e Abílio estavam passando dinheiro para a Folha, já que estes anúncios enormes na parte política sempre têm a ver com política e dinheiro. Fui olhar no Estadão e o anúncio também estava lá... Aumentando minha impressão de que havia política e dinheiro por trás do anúncio.

2 - Como gosto de marketing, fui ler o texto do anúncio #alimentandoomundo. O anúncio fala de grandes marcas, da construção de cultura e que a BRF está presente em mais de 150 países, RECONHECENDO QUE A PLURALIDADE CULTURAL, já faz parte do DNA da BRF....

3 - Qual é o grande erro da propaganda da BRF e de Abílio?

Como é que uma empresa brasileira, que está presente em mais de 150 países, faz uma propaganda de duas páginas, nos principais jornais brasileiros, põe uma fotografia com sete pessoas, sendo duas mulheres, um japonês e NÃO TEM NENHUM NEGRO NA FOTO?

Isso no mês da CONSCIÊNCIA NEGRA? 

Isso no mês em que o SAMBA comemora 100 anos de existência?

E ainda mais num país chamado BRASIL, que,
segundo o IBGE, em 2014, os NEGROS 
e pardos representam 53,6% da população?

Além dos negros brasileiros, dos 150 países que a BRF está presente, quantos % são de população negra?

4 - Fui ver qual era a agência de propaganda e, depois de muito procurar, achei em letras tamanho cinco, minúsculas, DM9. Parece que é a agência de Nizzan Guanaes, pessoa que adoro, que é baiano e muito inteligente. Será que Nizan também comeu bola? Bola aqui no sentido de errar, não de receber dinheiro por fora... Como Nizzan, também sou baiano e cresci reconhecendo a importância dos negros...

5 - Já que os brasileiros gostam de copiar tudo que é americano, vocês já observaram que nos filmes de TV americanos SEMPRE têm atores e personagens NEGROS, LATINOS e ASIÁTICOS? Isso é o Politicamente Correto, isso é reconhecer a PLURALIDADE ÉTNICA e CULTURAL.

Fiz parte do Conselho de Administração do BNDES quado esse banco, liderado por Luiz Carlos Mendonça de Barros, seu presidente na época, resolveu salvar a Perdigão, com a ajuda dos Fundos de Pensão do BB, da CEF e do BNDES. Torci para que desse certo.

Quando Lula decidiu ajudar a Sadia, mais uma vez com a ajuda dos Fundos de Pensão e dos bancos estatais, também torci para dar certo. Como torci para a BRF dar certo...

Quando soube que Abílio estava comprando ações da BRF e ia ser presidente, torci para ambos, embora ficasse apreensivo com a fama de predador de Abílio. Mas, acabei gostando de a BRF ficar mais agressiva no mercado internacional.

Não se esqueçam dos negros. 

Esta é a maior dívida do Brasil.

Reconhecer sua discriminação, seu preconceito, sua exclusão. Garantir a presença dos negros, por cota ou não, nas Universidades, nos empregos, na medicina, nas pesquisas e, principalmente, no mercado internacional.

Lembrem de Dona Ivone Lara cantando "Sonho meu" e de Cartola cantando "As rosas não choram". O que seria do Brasil sem os negros? A espécie humana começou na África e, a partir da África, se espalhou pela Terra. Pensem nisso...

Pensem em Paulinho da Viola cantando "Não sou eu que me navega, quem me navega é o mar..."

domingo, 27 de novembro de 2016

PMDB vai mudar de nome

E tem gente que quer que o PT mude de nome

Quando a gente pensa que a crise vai diminuir, 
o pessoal muda de nome para continuar a pirataria. 

O que o Brasil precisa não é de mudança de nome, 
O que o Brasil precisa é de mudança de comportamento.
O Brasil precisa de transparência.

Essa mudança deve valer para todo mundo.

O Estadão de hoje diz que:
"Judiciário dos Estados concentra SUPERSALÁRIOS ".
Tem gente ganhando mais de 100 mil por mês!

Há um consenso de que os políticos abusam,
Há outro consenso de que o Judiciário esconde o jogo,
Há mais outro consenso de que muita gente sonega impostos,
Mais importante ainda é o consenso de que 
As empresas sonegam muito, inclusive encargos trabalhistas.

Há consenso de que quem paga mais impostos são os assalariados.

Ainda não há consenso sobre as Igrejas não pagarem impostos,
Mas compram TVs e rádios, fazendas e aviões...

Também não há consenso quando jornalistas falam o que quer,
Mesmo sendo mentiras, e não respondem pelos seus erros.

Ainda não há consenso sobre a Reforma Fiscal.
Mandar os outros cortas despesas, é fácil.
Difícil é cortar na carne...

A operação lava jato deveria ser para todas as áreas,
Todos os políticos, juízes, jornalistas, empresários,
Pastores, bispos, sindicalistas, artistas e tudo o mais.

Lembram dos Orçamentos Participativos?

Para ser participativo, precisa ter transparência.
Sem esse requisito, pode mudar de nome
Quantas vezes quiser. 
Não passará de enganação.

Que o sim seja sim. 
E que o não seja não. 
É muito simples...

sábado, 26 de novembro de 2016

Não vou falar de Fidel, nem dos fascistas

Vamos falar dos que sonham 
e lutam para transformar seus sonhos em realidade

Fidel representou uma época bipolar.
O mal estava nos dois lados. 
O totalitarismo estava nos dois lados.
Não existia um lado somente bom.
Ambos os lados estavam contaminados.

Onde houver um grupo de pessoas,
sempre haverá algumas que valorizam
a poesia, a música, as flores,
a solidariedade e a liberdade.

Da mesma forma, também existirão pessoas,
que prestarão mais atenção na inveja, no ódio,
gostarão da mentira e preferirão dominar os mais fracos,
destruir a liberdade e a solidariedade.

Da mesma forma que no mundo
sempre existiram muitos deuses,
mesmo que todos juntos
possam representar o Deus de todos,
o Deus único, infinitamente justo.
Mesmo que as pessoas continuem
dizendo que seu Deus é melhor
do que o Deus dos outros.

Nossa geração latino americana
sonhou e lutou pela modernização
da América Latina.
E, para isso, teve que enfrentar os
conservadores. Como também contou
com a solidariedade dos progressistas.

A geração do Leste Europeu,
talvez tenha sofrido mais que a nossa.
Mas na segunda guerra mundial
os russos foram imprescindíveis
para derrotar o nazismo.

Mesmo isso não lhes dando direito
a também serem imperialistas.
A conclusão que chegamos,
é que tanto o comunismo,
como o capitalismo estão errados.

Os gregos, na sua sabedoria milenar,
já diziam:
- Nada em excesso.

E Jesus também já dizia:
- Nem só de pão vive o homem.

Por isso, a melhor homenagem de hoje,
é exatamente aos que SONHAM.
E lutam para transformar sonhos em realidade.



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Globo-PSDB 6 x 0 Temer-PMDB

Dormindo com o inimigo

Todos concordam que Geddel mereceu ser demitido do cargo de ministro articulador do governo. Mas a forma acintosa com que a imprensa liderada pela Globo exigiu a demissão do ministro, só mostra que Temer não manda no governo. E o PMDB só serve como executor das políticas neoliberais do PSDB. 

Temer e seus aliados estão apenas fazendo o serviço sujo. 
Limpando a área para o PSDB voltar ao governo.

Que o Temer seja fraco, que Geddel fosse roleiro, todo mundo sabe.
O que ninguém entende é o porque o PMDB, um partido tão grande,
Está aceitando tanta humilhação. 

Será por dinheiro?
Será por vaidade?

Dizem que Geddel se achava o máximo. Que mandava e desmandava. 
Parecia até Eduardo Cunha contra Dilma...

Geddel saiu humilhado internacionalmente.
Temer perdeu seu sexto ministro em apenas seis meses de governo.

Quem enganou quem?
Os golpistas sabiam que, para derrubar Dilma, o PMDB era fundamental.

Já o PMDB, não sabia da sua importância?
Será que se vendeu barato?
Às vezes acontece...

E ainda não abriram o Acordo de Delação da Odebrecht.

Os políticos parecem ladrões de galinha,
Basta ameaçar prender que eles contam tudo.

E FHC está só esperando Temer cair...
Vade retro!
Temer está dormindo com o inimigo, ou rifando o PMDB.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Desemprego e Recessão no Brasil

Foi para isso que deram o Golpe?

Acordei pensando em escrever um texto alegre para hoje. Ao pegar o carro para ir trabalhar, comecei a ouvir o noticiário e os analistas. Fui ficando triste...

São mais de 23 milhões de pessoas sem emprego.
São 12% de desempregados.
O Banco Central mantém a taxa de juros nas alturas.
Os bancos comerciais aproveitam e cobram mais de dez por cento ao mês. Agiotagem legalizada.

O dólar continua alto, chegando a 3,30 reais. Antes era 1,65 reais.
Os salários continuam caindo.
As empresas demitindo.
As estatais fazendo PDV's.

A corrupção continua no novo governo golpista.
Os políticos continuam ignorando o clamor do povo por honestidade.
A polícia continua matando.
A justiça continua fazendo o que quer.

A imprensa continua mentindo para o povo.
Os empresários estão perdendo a fé no governo.
O Natal promete ser bem magrinho.
E 2017 promete ser pior que 2016.

Como ficar otimista?
O Atlético Mineiro não jogou nada.
O Grêmio deu uma aula de futebol.

E pedem a prisão da Família de Neymar.
Mas eles não são Evangélicos?

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Geddel é a próxima vítima

O PMDB ainda não se deu conta?

A Rede Globo está exigindo a demissão ou renúncia de Geddel. Quem conhece Geddel da Bahia sabe que ele foi pego em flagrante. Foi um ministro de Estado entregando um outro ministro. Não é pouca coisa.

Vivemos num país de delatores, entregadores, bocas-moles, pessoas sem dignidade e sem escrúpulo. Afinal, o Brasil sempre funcionou assim. Desde o seu descobrimento e colonização.

Se o Temer ficar com Geddel num cargo estratégico como o dele, Temer ficará mais fraco no Brasil e no exterior. É claro que o valor do apartamento de Geddel é bem menor do que o dinheiro dado para a campanha de Serra e depositada na Suíça. Mas o Serra é outra coisa. É outro nível.

O importante é que não se  admita erro de qualquer ministro ou político do PMDB. Este governo não pode dar certo. Caso contrário, o PSDB não ganha as eleições de 2018. Para impedir que o governo do PMDB dê certo, o PSDB tem o apoio incondicional da imprensa e do judiciário. Além do apoio de empresários estratégicos.

E ainda existe a  ação do PSDB no TSE contra a chapa Dilma e Temer. Temer está refém do PSDB. Triste sina!

E também existe a delação premiada da Odebrecht.
O PMDB que abra os olhos....

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Merkel quer ficar 16 anos no governo alemão

No Parlamentarismo isso pode

No Brasil, corrupto e presidencialista, não pode.

Essa mania de o brasileiro querer imitar os Estados Unidos, mas fazer uma cópia mal feita, precisa acabar. O presidencialismo brasileiro vem do modelo americano. Mas hoje, o modelo americano não está servindo nem para eles mesmos.

Por que o Brasil não pode ser Parlamentarista?

Claro que pode e deve. Além de obrigar o governante a ter maioria no Congresso, pôde-se antecipar eleições, toda vez que se sinta que o primeiro ministro está ruim ou perdeu a maioria. Evita-se golpes civis como aconteceu agora no Brasil. 

Vivemos uma realidade onde a maioria do congresso foi eleita com um programa e uma candidata, mas, depois do golpe contra a presidente, está se implantando uma política econômica do candidato e do partido derrotados. Puro oportunismo e enganação! 

O parlamentarismo é mais transparente e as regras são mais estáveis. 

Vejam que na Alemanha, tanto agora com Angela Merkel, como com Kohl, uns anos atrás, o primeiro ministro pode ter mandatos contínuos que cheguem a 16 ou 20 anos. O que importa é que a maioria do eleitorado o ou a apoie. 

Simples, não?

Vamos aproveitar essa baita crise e vamos fazer uma Constituinte e aprovar o Parlamentarismo?

Eu sempre fui parlamentarista,
desde a época da faculdade. 
Isso há 40 anos...

Como o Brasil é meio lerdinho.
Antes tarde, do que nunca.
Experimente o bom parlamentarismo!
E não me venha com o argumento de que
O Brasil já experimentou e não gostou.
Aquilo não foi parlamentarismo,
Aquilo foi golpe. Como o golpe do impeachment.

Eu apoio Angela Merkel, mais uma vez.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Terrorismo de Estado no Brasil

Demissões e PDV's para intimidar os trabalhadores

Os neoliberais não reconhecem a importância das pessoas.

Para os neoliberais, só interessam os números e os resultados, principalmente se eles cobrarem BÔNUS como prêmio por terem conseguido as metas prometidas. Mesmo que estas metas sejam assassinas...

Os partidos políticos brasileiros que são neoliberias, como o PSDB, perderam várias eleições presidenciais. Cansados de perder, resolveram partir para o golpe de mão, isto é, decidiram derrubar o governo Dilma e voltar a implantar a economia neoliberal no Brasil. Para isso não faltou dinheiro nem apoio da imprensa.

Vitoriosos no golpe que derrubou o governo, os neoliberais passaram a impor sua agenda para os políticos do PMDB e dos demais partidos. Não sei quanto custa cada aprovação de projeto, mas sabemos que os parlamentares estão obedientes. Ou por medo da imprensa e do judiciário, ou por se satisfazerem com o que recebem dos empresários neoliberais.

Além de aprovarem todas as medidas recessivas e de privatizar o que resta nos governos, os neoliberais estão implantando a política do medo. A política de Terrorismo de Estado.

Como eles fazem isso?

Orientando as empresas para demitirem, a imprensa para noticiar que tudo está ruim, e aumentando o custo de vida. Como o aumento do gás de cozinha e da gasolina.

O melhor exemplo disso é a campanha começada pelo Fantástico neste domingo e repercutida em todos os jornais e rádios. PDV's da crise.

Milhares de demissões, milhares de trabalhadores sendo forçados a se aposentar, milhares de famílias sem auxilio alimentação, sem PLR's das empresas e sem dinheiro para pagar remédios, pagar transporte e pagar escolas.

Enquanto o governo Temer e os patrões demitem, as centrais sindicais falam em greve geral. Desempregados não fazem greve! Quem faz greve é quem está empregado. Contra as demissões é mais fácil fazer ocupações e manifestações. Por isso que o governo Temer tem estimulado as demissões e os ajustes nas empresas. Para reduzir os custos, reduzir as despesas com salários e benefícios e enfraquecer os trabalhadores.

E ainda falam que o mundo caminha para a disputa entre a direita e a extrema direita.

O mundo caminha para a desintegração dos Estados, dos Países e dos Partidos Políticos. Um novo mundo está sendo construído e ainda não temos condições de saber que mundo é este. Precisamos analisar os fatos nacionais e internacionais, definir prioridades, resistir ao desemprego e a dilapidação do Estado Social.

As pessoas sozinhas são fracas,
As pessoas unidas são fortes.

Os países sozinhos são fracos.
Os países unidos são fortes.

Um outro mundo é possível.
Para resistir ao Terrorismo de Estado.

Vamos investir na Solidariedade.
As pessoas em primeiro lugar.

Contra o desemprego, contra as demissões,
contra a alta do custo de vida,
pelo direito de organização e
defesa dos trabalhadores.




domingo, 20 de novembro de 2016

Confiar em quem no Brasil?

Da crise econômica à crise de confiança

O Brasil sempre conviveu com a desconfiança e a impunidade. A lei só serve para condenar os pobres e proteger os ricos. 

De repente, grandes empresários - e até banqueiros - além de políticos graúdos são presos e achincalhados pela imprensa e não acontece nada de grave. Nem os empresários fugiram para Miami, como dizia Mario Amato, nem as Forças Armadas saíram às ruas para defender os políticos e os empresários. 

O que mudou no Brasil?

Muita coisa mudou... 
A democracia de até então serviu para acomodar os políticos na estrutura eleitoral corruptora; os empresários que sempre corromperam se viram acuados por juízes e policiais; a imprensa cansou de se fingir de neutra e partiu para a destruição de seus adversários; o judiciário, respaldado pelas forças ocultas e pelo desgaste dos políticos, se transformou em poder soberano. Até quando?

O povo, indignado com a crise econômica e política, resolveu apoiar o poder absoluto do judiciário e da imprensa. Até quando?

Com o golpe do impeachment, Os 30 partidos políticos conservadores e de direita, comemoram e agem tentando consolidar suas conquistas e sua ditadura. Os 5 partidos de esquerda, sofrem debandadas de votos e de filiados. Desgastado pela imagem de corruptos ou de incompetentes. Não souberam se defender. Se é que tinha defesa...

Enquanto o mundo se desmancha, os conservadores aprovam no Congresso Nacional e no Judiciário, leis que destroem o Brasil Social e privatiza tudo a toque de caixa. Antes que o povo acorde e se dê conta do saque que estão promovendo. 

Isso é o fim do mundo? 
Não. É apenas mais uma crise cíclica da humanidade. 

O povo voltou a ser de direita?
Não. O povo está votando contra quem não foi capaz de implementar o modelo econômico que lhe dê segurança. No Brasil e no mundo... 

Isso é democracia.
Vota-se ora na esquerda e ora na direita.

E como a esquerda deve fazer para recuperar os votos do povo?
Recuperando a confiança. 
E como recuperar a confiança ?
Identificando os fatos que levaram o povo a não confiar mais, fazer autocrítica e praticar o que se promete e se acorda. 

O povo não tem ideologia, o povo tem necessidades...
Ou se ouve o clamor do povo, ou será ignorado por ele.

Sem medo de errar é sem medo de ser feliz.
Na democracia, a palavra final será sempre do povo.
Caso contrário, não será democracia.

Por falar nisso, os juízes não são eleitos e a imprensa não garante o contraditório. Cada jornal, rádio ou TV fala e escreve o que quer, mesmo que seja um monte de mentiras. Até quando?

Democracia, quantos crimes cometem em seu nome.

sábado, 19 de novembro de 2016

O mundo de olho no Brasil

Todos querem saber o que passa aqui

Lula deu dimensão mundial ao Brasil. 
Os conservadores resolveram dar um golpe de Estado e interromper os governos progressistas. Com o golpe do impeachment, acabou a distribuição de renda, acabaram as políticas sociais e voltou ao neoliberalismo entreguista da época de Fernando Henrique Cardoso. 

Com a vitória de Trump nos Estados Unidos, todos querem saber como vai ficar o Brasil.

Vejam os países que têm acompanhado meu blog. Imagino que andam lendo os blogs de todo tipo, tentando entender tanta barbárie que anda acontecendo por aqui.

Gente da Mongólia, do Egito, da Turquia, dos Emirados Árabes, da Tunísia, da Índia, das Filipinas, da Malásia, de Moçambique, do Marrocos, da Rússia, da China, do México, do Peru, da Colômbia, da Argentina, do Canadá, da França, da Espanha, da Croácia, da Polônia, da Alemanha e, claro, dos Estados Unidos.
Eta mundão sem porteira!

Não sei se fico alegre ou se fico com medo.
Já pensou se a repressão resolver me prender 
Para saber porque tanta gente anda lendo o que eu escrevo?

Ultimamente podemos esperar de tudo.

Vivemos sem Estado de Direito,
Sem Constituição,
E sem hierarquia de poderes.
Você vai preso, humilhado, exposto
Sem saber porque ou por ser amigo de Lula.

O mundo globalizado está gerando insegurança.
Vamos ter que fechar as fronteiras?
O que é pior?

P.S.:
Chegaram mais a Nova Zelândia, a Romênia, a Arabia Saudita, a Itália....
Mais o Chile e o Uruguai, Chile, Espanha, Moldávia e Paquistão.
Mais gente da Indonésia, da República Tcheca e também da Bielorússia.
A Ucrânia sempre nos acompanhou...
Chegaram mais a Hungria, a Holanda, a Suécia e a Suíça...
Mais Costa Rica, República Dominicana, Servia, Polônia e Tailândia...
Agora chegou até ISRAEL.

Mais a Síria, a Venezuela, Cuba...

A lista de países de olho no Brasil está aumentando.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A banalização da violência no Brasil

A prisão de Sérgio Cabral

Não vi o noticiário da televisão, mas soube hoje que a Rede Globo resolveu ridicularizar o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A desmoralização de Cabral foi feita também na rádio e no jornal da Rede Globo.

Será que, só agora a Rede Globo descobriu quem era Sérgio Cabral?

Que os abusos de Sergio Cabral mostram falta de respeito com a coisa pública isso é inquestionável.

Mas, os políticos brasileiros sempre foram promíscuos... 
Principalmente os mais conservadores, os que apoiaram a ditadura e que sempre consideraram o Estado como parte de seus direitos e propriedades. Essa apropriação do Estado e do espaço público é parte da história do Brasil. Vem de longe.

O judiciário e a imprensa estão cometendo abusos.

A imprensa está agindo de forma combinada com o judiciário para expor a vida familiar dos presos nas operações diversas feitas contra políticos e empresários aliados dos políticos atingidos.

A combinação entre imprensa e judiciário serve para passar uma ideia de neutralidade e de que a ação é entre bandidos e mocinhos. Parte da população aplaude o circo criado pelo judiciário e imprensa. Parte sabe que esse circo pode atingir qualquer pessoa. Afinal, as prisões não precisam de provas, bastam alguém "delatar". As provas se arranjam depois... Esse filme nós já conhecemos.

Porque ridicularizar Sergio Cabral e Garotinho?
Ambos ex-governadores do Rio de Janeiro?
Não bastava prendê-los?

E os outros governadores, são santos?
E os juízes, são santos?
E a imprensa, é santa?
E os demais políticos, são santos?
E os demais empresários, são santos?

Qual é o critério de escolha para prendê-los?

Só sabemos que está havendo uma banalização da violência no Brasil.
Como também está havendo abusos das autoridades.
E também está havendo abuso da imprensa.

Quando a violência se banaliza,
só outra violência põe fim aos abusos.

Esta outra violência, ou se dá pelo uso das Forças Armadas,
ou se dá em forma de Guerra Civil.

As Primaveras Árabes já demonstraram isso.
As rebeliões nos países do Leste Europeu, também.

A América Latina está sonolenta, agredida e violentada.
Aqui ainda não começaram
nem os golpes militares,
nem as guerras civis.

Mas a sensação é que estamos muito perto.

E o silêncio do PMDB, como se explica?

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

De Bernie Sanders para os Brasileiros

Para onde vão os democratas?

Leiam artigo publicado no NY Times e no Estadão, dia 15/11/2016.
Vale tanto para os americanos, como para os brasileiros.

Leiam com muita atenção, inclusive pensando no PT...


Para onde vão os democratas?

       
        Estadão - 15 Novembro 2016 | 05h00
Bernie Sanders

Milhões de americanos votaram em protesto no dia 8, manifestando sua oposição a um sistema político e econômico que põe a riqueza e os interesses corporativos acima dos interesses da população.

Apoiei Hillary Clinton e trabalhei duro em sua campanha por achar que ela era a melhor opção. Mas Donald Trump conquistou a Casa Branca.

Sua retórica de campanha explorou com sucesso um medo muito real e justificado – um medo que muitos democratas tradicionais também sentem.

Fiquei triste, mas não surpreso, com o resultado.

Acredito que milhões de pessoas que votaram em Trump o fizeram porque estão cansadas da atual situação da economia, da política e da mídia. Famílias operárias veem como políticos recebem doações de campanha de bilionários e de representantes de corporações – e como, uma vez eleitos, esses políticos passam a ignorar os interesses dos americanos comuns.

Nos últimos 30 anos, muitos americanos foram vendidos pelos patrões. Enquanto trabalhavam cada vez mais, e por salários cada vez menores, viam os bons empregos irem para China, México ou outro país de salários mais baixos.

Cansaram-se de ver diretores de empresas ganhando 300 vezes mais que eles, com 52% dos novos salários indo para o 1% de empregos de cúpula. Muitas de suas antes belas cidades do interior ficaram despovoadas, as lojas fechadas, os jovens tendo de sair de casa por falta de emprego – enquanto as corporações sugavam a riqueza das comunidades para depositá-las em paraísos fiscais.

Trabalhadores americanos não conseguem mais pagar por assistência decente e qualificada para suas crianças. Não podem mais mandar os filhos para a faculdade. Ao se aposentarem, não têm nada na conta bancária. Em muitas partes do país não encontram moradia pela qual possam pagar e o preço do seguro-saúde é alto demais. Muitas famílias vivem em desespero: drogas, álcool e suicídio encurtam a vida de um número cada vez maior de pessoas.

Trump está certo: os americanos querem mudanças.

Mas que tipo de mudança ele oferece?

-       Terá coragem de enfrentar os poderosos que são os responsáveis pelo sofrimento econômico de tantas famílias trabalhadoras?
-       Ou dirigirá essa raiva majoritária para as minorias, para os imigrantes, para os pobres e desprotegidos?
-       Terá ele coragem de peitar Wall Street, de tentar domar as instituições financeiras “grandes demais para quebrar”, de forçar os grandes bancos a investir em pequenos negócios, criando empregos no interior do país?
-       Ou vai nomear outro banqueiro de Wall Street para chefiar o Departamento do Tesouro e manter os negócios como estão?
-       Vai, como prometeu, enfrentar a indústria farmacêutica e obrigá-la a baixar os preços dos remédios?

Fico angustiado ao ouvir histórias de americanos sendo assediados e intimidados na esteira da vitória de Trump e de famílias que vivem com medo de serem separadas. Avançamos muito como país que combate a discriminação.

Não vamos retroceder.

Estejam certos:
não haverá concessões quanto a racismo, preconceito, xenofobia e sexismo.

Vamos combater isso em todas suas formas, quando e onde voltar à tona.

Manterei a mente aberta para ouvir que ideias Trump oferecerá, para como e quando poderemos trabalhar juntos. Mas, tendo perdido no voto popular, ele faria bem em prestar atenção às opiniões dos progressistas.

Se estiver falando sério sobre adotar políticas que melhorem a vida dos trabalhadores, dou a ele algumas sugestões para que tenha meu apoio.

-       Vamos reconstruir nossa destroçada infraestrutura e criar milhões de empregos bem pagos.
-       Vamos elevar o salário mínimo para um patamar que permita a sobrevivência.
-       Vamos ajudar os estudantes a pagar a faculdade.
-       Vamos garantir licença-maternidade, licença médica e ampliar o seguro social.
-       Vamos reformar um sistema econômico que permite a bilionários como Trump não pagarem um centavo de impostos federais.
-       E, mais importante que tudo, vamos acabar com a possibilidade de grandes doadores de campanha comprarem os resultados de eleições.

Nos próximos dias,
também vou propor reformas para revigorar o Partido Democrata.

- Tenho convicção de que a agremiação deva se libertar de seus laços como o establishment corporativo para voltar a ser o partido da classe trabalhadora, dos idosos e dos pobres.

- Precisamos abrir o partido para o idealismo e a energia dos jovens e para todos os que lutam pela justiça econômica, social e ambiental.

- Temos de ter a coragem de conter a ganância e o poder de Wall Street, das empresas farmacêuticas, das seguradoras e da indústria petrolífera.

- Quando minha campanha chegou ao fim, prometi a meus apoiadores que a revolução política continuaria. Agora, isso precisa ocorrer.

Somos a nação mais rica da história da humanidade.
Quando nos unimos e não permitimos que demagogos nos dividam por raça, gênero ou origem, não há nada que não consigamos fazer.

Precisamos avançar, não retroceder. 

/ TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

*SENADOR DE VERMONT, DISPUTOU 
AS PRÉVIAS DEMOCRATAS DE 2016

Poderes sem Autoridade

Primeiro eles prenderam petistas,
Agora estão prendendo PMDB,
Amanhã ...

O Brasil caminha rapidamente para a desordem e o caos.

Um governo sem legitimidade,
Um parlamento desacreditado e corrupto,
Um judiciário que ameaça os demais poderes,
Uma imprensa que estimula a crise dos poderes.

Enquanto isso, tentam mudar as leis sem explicar para o povo, quais são as mudanças reais que estão fazendo. 

Teto de gastos para saúde, educação, segurança, governos estaduais e municipais... E os contratos assinados? As leis perderam validade? Vão cortar salários e benefícios dos funcionários públicos? 

Querem forçar a aprovação da terceirização de tudo. Para isso estão usando o STF. Querem desmoralizar também o Judiciário. Para que serve o Legislativo? Cabe à quem fazer as leis?

Enquanto isso, o desemprego sobe e a recessão trava a economia.

Esta história de brincar de prender empresários e políticos ainda vai acabar muito mal. Na democracia, todo poder emana do povo. Por enquanto, o povo só está pagando o pato. Uma hora o povo perde a paciência... O Judiciário não é eleito pelo povo. O presidente não foi eleito pelo povo. Os deputados e senadores foram eleitos para um tipo de governo e estão praticando um outro tipo de governo. Isso é estelionato eleitoral. 

Vivemos um país sem legitimidade.
Todos querem falar em nome de todos.

Que tal parar tudo, fazer uma Constituinte
E começar tudo de novo?
Respaldado pelo povo?

Nunca devemos ter medo do povo.
Devemos temer os que se dizem 
Respaldado pelo povo,
Sem ter sido eleito por ele.
Ou que enganam os eleitores.

Plebiscito já !
Constituinte e respeito ao povo brasileiro.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Histórias das Canções de Tom Jobim

Um ótimo livro para alegrar o coração 

Outro dia estava indo trabalhar e ouvindo na Radio USP um pouco de música. No vai e vem do trânsito, comecei a ouvir uma entrevista sobre as musicas de Tom Jobim. Muito interessante. Procurei nos jornais e não tinha nada sobre o assunto. Fui na livraria Cultura e a vendedora não conhecia o livro. Falou-me de outros autores mas finalmente achou as referências no cadastro do computador. O exemplar que ela encontrou na prateleira estava amassado, mas não reclamei, eu queria ler sobre as histórias de Tom...

Os autores são Wagner Homem & Luiz Roberto Oliveira. 
Parece que o nome do livroé Tom Jobim, da Editora LeYa.

Compre o livro é descubra histórias maravilhosas de um dos melhores brasileiros da nossa história. Descubras a poesia e o amor de Tom pela Natureza e pelas pessoas.

Tom chama o pé de Jasmin de jasmineiro. Coisas do Brasil. Jasmineiro... Veja o verso:

"Olha, o jasmineiro está florindo
É o riachinho de agua esperta se lança em vasto rio
De águas calmas
Ah, você é de ninguém 
Ah! Você é de ninguém...

Lembrou qual é a música? 
Chovendo na roseira, 
Letra e música de Tom, 
Gravada em 1970.
O ano que cheguei em São Paulo.

E os autores do livro lembram...

"As goteiras dos beirais da casa da mãe de Tom, fazendo a água respingar sobre a roseira, foram a inspiração para a música" .

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Contra os dias difíceis, as boas lembranças

Os amigos e colegas que nos marcaram

Outro dia, olhando as fotos das pessoas que são relacionadas como nossas amigas, fiquei emocionado. Tanta gente de tantos lugares do Brasil e até de outros países que nos trazem muitas recordações.

Hoje, ao comprar a nova agenda para 2017, comecei a copiar os aniversariantes. Vi companheiros e companheiras de vida. Gente da família e gente do trabalho, das escolas e das lutas pela democracia e pela liberdade de escolha e de vida. O curioso é que muitos já passam dos 50 anos.

Alguns já morreram mas eu os mantenho na agenda, para lembrar da passagem. Afinal, pessoas como meu sogro foram fundamentais. Mas também tem os nomes de Manolo e Nelson Silva, que convivemos muitos anos.

É claro que não tem todos os nomes que marcaram nossa vida. Mas sempre lembramos deles, mesmo sem estar na lista da agenda.

Olhando as fotos e as datas de aniversários, fiquei também pensando o quanto precisamos tomar cuidado com o que escrevemos no blog ou no facebook. As palavras e as imagens ficam registradas. Não podem ser apagadas...

Se para nós as palavras e fotos são tão importantes, o mesmo podemos dizer quando a imprensa, rádio, TV e jornais, quando cada empresa jornalistica e mesmo o jornalista diz ou mostra qualquer coisa. Quando eles são grosseiros, mentirosos, ou educados, honestos, educativos, respeitosos... Eles também educam ou deseducam.

Palavras e Imagens.

Os hebreus escreveram seus livros históricos. Os gregos brilharam na história com suas escritas, seu teatro e suas batalhas. A Índia contribuiu com muitas informações e a China teve Confúcio e muito mais. Os árabes foram imprescindíveis. A Europa foi fundamental. Sem passado não saberíamos quem somos nem de onde viemos. A África sendo o berço de tudo.

Quando o mundo volta a viver um impasse, quando a imprensa perde seu papel de "Palavra de Deus", quando os governos e partidos políticos já não nos representam, quando as próprias religiões falam mais de política do que de caridade, fé e solidariedade, significa que precisamos repensar as palavras e as imagens.

Tomara que com a chegada das festas de fim de ano, as pessoas possam olhar as fotos dos parentes e amigos, possam ler as mensagens escritas e assim possamos recomeçar a viver com mais respeito e mais tolerância. Que isso seja igual para todos os povos e países, igual para os pobres e para os ricos, igual para os que tem fé e os que não tem fé religiosa. Basta começar a exercitar o afeto e olhar fraterno.

Em 2017 podemos comemorar também boas realizações. Mesmo as que deram errado, estas serviram para nos ensinar como não errar de novo. E as certas, estas precisam ser estimuladas a ser repetidas. Mesmo que sejam realizadas com equipamentos bem mais modernos. A máquina não pode ser mais importante do que as pessoas.

Olhem suas agendas, vejam as datas de cada amigo(a), vejam as fotos. Isso vai fazer muito bem, mesmo que vocês fiquem emocionados(as).

Contra os dias difíceis atuais e futuros,
as lembranças nos estimularão a não desistir
de lutar por um mundo melhor.

A eleição americana foi um repúdio ao jornalismo?

A imprensa é importante, mas não é a dona da verdade.

Hoje, olhando os jornais, encontramos assuntos interessantes. Uma boa entrevista do juiz do STF Barroso, sensato como sempre, embora não reconheça a partidarização da Lava Jato. Boas matérias sobre as dificuldades econômicas e os números negativos da economia. Um bom debate sobre o papel das centrais sindicais no apoio ou não aos governos. E boas matérias sobre o governo Trump e a imprensa. Até parece que a imprensa está tentando voltar a ser plural e mais neutra. Talvez seja verdade ou talvez seja apenas ressaca do que aconteceu nos Estados Unidos.

Enquanto a imprensa estimulava e estimula as oposições contra governos muçulmanos, governos próximos à Rússia, ou aos governos de esquerda na América Latina, tudo era aclamado, tudo era permitido e estimulado. Dez ou vinte pessoas nas ruas, quebrando lojas e ocupando prédios públicos, desde que fizessem o que a imprensa queria, seria capa de jornais e revistas, além de longas reportagens na TV.

Agora o jogo se inverteu. 

A imprensa que era algoz, passou a ser vítima nos Estados Unidos.
E, para esconder sua responsabilidade, mais uma vez usa reportagens para tentar minimizar seus erros e manipulações. Felizmente jornais como o New York Times teve coragem e saiu na frente fazendo sua auto-crítica. Mas isso ainda não faz parte da imprensa brasileira. Aqui a imprensa é golpista, manipuladora e onipotente. E ai de quem discorde disso. Vai para o index.

A imprensa já não fala das Primaveras Árabes, como não fala dos países vizinhos à Rússia e que acreditaram no milagre neoliberal e agora passam por desemprego e crise social. A imprensa continua comemorando suas vitórias na América Latina. Cada ano que passa é mais um governo de esquerda que ela consegue contribuir fortemente para derrotá-lo. E tem conseguido muitas vitórias.

O ódio estimulado pela imprensa tem levado os extremos a terem mais forças do que realmente tem. E isso está levando a uma intimidação dos setores sociais que representam a ampla maioria da população. A maioria silenciosa acaba legitimando os atos violentos das minorias extremadas. Qual é o limite para isso?

Lúcia Guimarães é uma jornalista brasileira que mora há muitos anos em Nova York e é correspondente do Estadão. Uma pessoa muito sensata. Veja alguns exemplos de terrorismo social que está surgindo nos Estados Unidos, apresentado por ela no Estadão de hoje:

1 - Há crianças latinas nascidas nos Estados Unidos desaparecendo das salas de aula porque seus pais, imigrantes sem documentos, têm medo de ser separados dos filhos;

2 - Na sexta-feira, uma escola pública de Los Angeles flagrou um professor da sexta série se divertindo em assustar alunos latinos, prometendo que seus pais seriam deportados;

3 - Há negros tendo seus carros pichados, sendo seguidos por supremacistas brancos.

4 - No feriado dos veteranos, um soldado negro foi acossado e expulso do restaurante da cadeia Chili's, onde o gerente lhe tomou a refeição grátis que a cadeia serve para os veteranos em seu dia.

5 - Um casal gay birracial na Luisiana encontrou uma arma apontada para eles enquanto caminhava.

6 - Jovens muçulmanas estão descobrindo a cabeça para não ser atacadas.

7 - Universitários estrangeiros não brancos têm que ser escoltados por colegas para assitir á aula eecontram suásticas pintadas em seus dormitórios.

8 - E o silêncio dos novos líderes, os que vão controlar as duas casas do Congresso e a Casa Branca continua ensurdecedor.

Lucia Guimarães finaliza seu artigo de hoje: 

"O editor da revista New Yorker, David Remnick, fazendo o inventário dos últimos dias, perguntou, será que estou tendo uma alucinação?

Também pergunto eu:

Os violentos nossos são diferentes dos violentos americanos?
Ou são apenas mais dissimulados ou ocultados pela mesma imprensa?

domingo, 13 de novembro de 2016

O fim do Centro e a nova era dos Extremos?

O descrédito nas Instituições e na Democracia representativa

Sem tempo de comemoração

A direita brasileira, liderada pelo PSDB, aliada dos Clinton nos Estados Unidos, ainda comemorava a vitória no Brasil quando foi acordada com a derrota de Hillary Clinton, da Imprensa e de tudo que o stablishment financeiro e político representam.

Nada será como antes. O azarão venceu!

Esta eleição americana é tão importante como foi a de Reagan, ou a revolução de Komeíne no Irã, ou a vitória de Putin na Rússia. Tudo precisa ser repensando, inclusive como a China vai lidar com o novo presidente americano.

A imprensa brasileira, que vem dando ordens aos políticos, aos juízes e promotores, de repente viu seu modelo americano cair no ridículo internacional. Aqui no Brasil, ou a imprensa reforça cada vez mais a ditadura civil criada a partir do golpe do impeachment de Dilma, ou a imprensa vai ter que rever seu papel de agente da desordem e da manipulação conservadora.

O povo não tem ideologia, o povo tem necessidades...

Com mais de 300 milhões de habitantes, os governos americanos precisam criar condições para garantir qualidade de vida para a ampla maioria do povo. Quando há fartura, há mais democracia e modernidade; quando o emprego e a comida somem, a democracia passa a ser secundária.

O Brasil, com seus mais de 200 milhões de habitantes, principalmente com a nova classe média somando-se aos que já tinham equipamentos eletrônicos, acesso às universidades, direito ao carro próprio, ao filho na escola particular e ao convênio médico; esta grande maioria, chamada de classe média, não aceitará andar para trás. Eles querem cada vez mais. Mesmo que, para isso, elejam políticos sem compromisso com os partidos nem com a democracia tradicional.

Nova forma de governar

Talvez não haja mais condições de os Estados Unidos terem apenas dois partidos políticos competitivos. Como também o Brasil não pode continuar com seus 35 partidos políticos que são mais balcões de negócios do que preocupação com o bem estar do povo. Onde se avança na democracia participativa, ou o mundo conhecerá um período de democracia direta. Sem partidos representativos e sem liberdade de expressão e organização. O modelo de ditadura egípcia se espalhará pelo mundo.

Algumas vezes, derrotas nos obrigam a repensar a vida. Isso vale para as pessoas, famílias e para as instituições. Ainda vamos ter eleições importantes na Europa que podem reforçar os extremos ou podem redirecionar os governos para o Centro. Alemanha e França servirão de exemplos em 2017. E os outros?

E pensar que cada vez mais a ONU perde importância?
Se a OTAN deixar de existir, a economia será muito grande. Em vez de gastar dinheiro com armas e com manutenção de grandes exércitos, podemos utilizar os recursos para produzir mais comida, mais escolas e prevenção de doenças.

Um outro mundo é possível.
É só continuar tentando começar a construí-lo.
Nunca devemos desistir.
O tempo pode ser nosso aliado.

sábado, 12 de novembro de 2016

Reinventar os Bancos? Uma grande ideia!

Ana Botín, presidente mundial do Santander dá o recado

Não vou publicar novo texto hoje. Prefiro que meus amigos, bancários ou não, leiam o bom artigo que publiquei ontem, dia 11. Quem escreveu foi a presidente e dona do Banco Santander. Leiam que vale a pena...

Sobre as manifestações em todo o Brasil, que aconteceram ontem, dia 11/11/2016, convocadas pela CUT e pelas esquerdas unidas, falarei outro dia.

Ambos os assuntos são importantes.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Reinventar os Bancos, os Governos e os Partidos

Devemos começar pelos Bancos

Leiam um grande e importante artigo assinado pela presidente mundial do Banco SANTANDER.

Quem me conhece sabe que sempre tive uma postura crítica em relação ao papel do Banco Santander no Brasil. Este banco chegou aqui graças às privatizações fajutas do governo FHC, que fez com que o Banespa fosse vendido à preço de banana. Uma pechincha... O Banespa era uma potência. Era a cara do Estado de São Paulo e o orgulho de todo município paulista. Quando surgiu o boato de que o Bradesco e o Banco do Brasil iam comprar o Santander, acompanhei com muita atenção durante meses. O negócio não deu certo. Para o bem ou para o mal...

Ontem, dia 10/11/16, TODOS os grandes jornais brasileiros deram página inteira informando a mudança da presidência do Banco Itaú, maior e mais importante banco brasileiro. Uma das informações mais importante presente nas matérias foi que o novo presidente do Itaú, Cândido Bracher...

"assumirá o Itaú em um momento de grande transformação no varejo bancário, com migração dos clientes para canais de atendimento digital e fechamento de agências".

Quando eu reproduzi a matéria do Valor no dia 09 passado, informando antes dos jornais impressos a mudança na presidência do Itaú, registrei que ter lucros extraordinários como o Itaú tem conseguido é muitíssimo importante, mas cuidar de tratar bem os clientes e os funcionários também é fundamental.
Ao ler o bom artigo de Ana Botín, presidente mundial do Santander, percebemos que ela sinaliza um olhar para os Bancos, bem diferente do que está acontecendo com o Itaú e com o Banco Central brasileiro, que agora também está sob o controle do Itaú.

Depois das eleições nos Estados Unidos, fica mais evidente de que o mundo precisa  REINVENTAR os Bancos, os Governos e os Partidos Políticos... O mundo criado a partir da Independência dos Estados Unidos e depois da Revolução Francesa, em 1789, esse mundo está superado, mesmo sem ainda sabermos qual é o novo mundo que está surgindo. Por falar em Revoluções americana e francesa, no próximo ano, 2017, o mundo estará fazendo balanço dos 100 anos da Revolução Russa de 1917.

Talvez o NOVO, não seja nem o Capitalismo Neoliberal, nem o Comunismo ditatorial tipo stalinista. O NOVO pode ser Democrático, Participativo, Laico, Desenvolvimentista, variado etnicamente e coloca o sistema financeiro à serviço do povo, das empresas e das comunidades. Os bancos capitalistas podem continuar existindo, mas o sistema financeiro não pode ser usado exclusivamente para servir aos lucros dos banqueiros privados. A moeda é tão importante quanto a água, a saúde, a educação e a segurança. O povo deve estar em primeiro lugar.


Mesmo que Ana Botín tenha apenas assinado o artigo e que este tenha sido escrito por um ótimo assessor econômico, tenho certeza que ela leu e concordou com o conteúdo. Como tenho certeza que, aqui no Brasil, nenhum presidente de banco, nem do Santander Brasil, teria coragem de assinar artigo igual. Meus mais fortes parabéns a Ana Botín.

Um outro sistema financeiro é possível...
Leiam o ótimo artigo da presidente mundial
do BANCO SANTANDER.

Reinventando os bancos

Valor - 11/11/2016 ­ 05:00

Por Ana Botín – presidente mundial do Santander

O professor Clay Christensen, da Harvard Business School, publicou recentemente um livro chamado "Competing Against Luck" (Competir contra a sorte, ainda sem tradução no Brasil), no qual afirma que as empresas dedicam tempo demais em olhar "para dentro", para ver o que elas próprias podem fazer, em vez de olhar "para fora" e perguntar o que os clientes querem.

O que esperam de nós.
Nós, os bancos, dedicamos tempo demais a temas internos. Participamos de reuniões com reguladores em Basileia, Washington e Frankfurt. Discutimos regulação e resiliência, assuntos importantes e imprescindíveis que, obviamente, merecem toda a nossa atenção, porque queremos estar à altura das exigências do cenário atual. 
Bancos e reguladores têm uma responsabilidade compartilhada: apoiar o crescimento sustentável e inclusivo. Por isso, os clientes são a nossa prioridade. São eles que ditam o caminho e o ritmo a seguir, como devemos nos reinventar e como podemos oferecer-lhes a melhor experiência possível e ajudá-los a prosperar.

Mervyn King, expresidente do Banco da Inglaterra
propõe deixemos de usar as ferramentas econômicas tradicionais, aceitemos a existência de um estado de "incerteza radical" e nos fixemos nas tendências básicas que impulsionam as mudanças sociais.

Os bancos são as artérias da economia.
Quando cumprimos nossa função e conquistamos a confiança dos clientes, todos ganham.
Os funcionários crescem profissionalmente, os clientes progridem e o mesmo acontece com nossos acionistas e com a sociedade. A demanda do público é por serviços mais personalizados e mais ágeis.

Vivemos em um mundo de "alta velocidade".
Nossa ambição é responder em tempo real, ser o provedor preferencial de serviços financeiros e de pagamentos para todos os clientes, em todos os mercados onde atuamos.

Temos uma grande obrigação, que vai muito além da clássica "responsabilidade social corporativa". Tudo o que fazemos deve ser socialmente responsável. O trabalho diário em nossa atividade bancária, quando bem feito, gera um grande impacto positivo para nossos clientes.

Para apoiá-los, precisamos dispor de profissionais de talento.
Pessoas que queiram agregar valor em tudo o que fazem, atendendo inclusive aos clientes mais inovadores e exigentes. Estamos em busca de empreendedores com os quais possamos colaborar, nos quais possamos investir. Queremos suas ideias e seu entusiasmo. Queremos ser uma empresa atrativa para pessoas com talento e estamos abertos para colaborar com elas.

A confiança é a base da atividade bancária.

Esse sentimento costumava ser construído por meio de relações pessoais. Com o tempo, isso se tornou o alicerce das sociedades modernas e permitiu a criação de instituições públicas sólidas e capazes de crescer de forma sustentável. Mas, nos últimos anos, essa confiança se fragilizou. Recuperá-la é responsabilidade de todos - governos e instituições privadas.

Os bancos podem contribuir reconquistando a confiança dos clientes.
Para tanto, é preciso atuar de forma responsável. Isso significa atuar com mais integridade e transparência. E também com eficiência, a fim de garantir nossa solidez financeira.

O capital social e o financeiro são os pilares que sustentam a confiança no banco. Quanto ao capital financeiro, os bancos europeus elevaram sua base de capital em € 600 bilhões desde o início da crise. Porém, para que a transmissão da política monetária funcione, é preciso que os requisitos de capital estejam claros.

Na Europa, os bancos são a principal fonte de financiamento das pequenas e médias empresas (PMEs) e a segunda para as grandes empresas. O financiamento bancário representa 70% do total na Europa, frente a 30% nos EUA. As regras globais, para serem justas, devem ser flexíveis em sua adaptação a cada mercado.

Baixas taxas de juros podem ajudar na recuperação econômica, porém somente se resultarem em maiores volumes de crédito. E esse crescimento depende de setor financeiro conhecer com clareza suas exigências futuras de capital. A melhoria da economia europeia dependerá também da conclusão das reformas estruturais. É cedo para comemorar a vitória, mas os dados mais recentes sugerem que o empenho de todos está gerando efeitos positivos.

Olhando para o futuro, um dos maiores desafios sociais e comerciais será como incorporar a tecnologia. A cada dia surge uma nova startup, que nos obriga a rever nosso modus operandi.

Os bancos têm a opção de se esconder atrás das barreiras regulatórias, esperando sobreviver ou liderar a transformação.

Mas, voltando à pergunta do Professor Clay Christensen: 
o que os clientes esperam de nós?

Eles querem a garantia de que seus depósitos estão seguros. Querem acesso ao crédito a taxas justas. Querem que seus investimentos sejam administrados de forma responsável. E que suas operações sejam realizadas com agilidade e eficiência.

Se quisermos continuar a ter a preferência de nossos clientes, será preciso mudar. Em alguns aspectos, de forma incremental e em outros, radical.
Em seu último livro, intitulado "The End of Alchemy" (O Fim da Alquimia, ainda sem tradução no Brasil), Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra, propõe que deixemos de utilizar as ferramentas econômicas tradicionais para prever o futuro e aceitemos a existência de um estado de "incerteza radical".

Ele sugere que, em vez disso, nos fixemos nas tendências básicas que impulsionam as mudanças sociais. Talvez, se tivéssemos seguido seu conselho, teríamos acertado o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura deste ano.

Como já dizia Bob Dylan, em sua canção, quando os tempos começam a mudar, "ou você nada, ou afunda como uma pedra".

Ana Botín é presidente do Banco Santander