quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O impeachment e o Brasil que queremos

Um Brasil Democrático, Solidário, Laico e Competitivo

Enquanto organizava o pensamento para escrever sobre a crise que o Brasil vem passando, principalmente a partir do golpe do impeachment, fomos avisados de que o Governo Temer, através de sua assessoria, estava telefonando para todos os representantes dos trabalhadores vinculados às instituições de esquerda estavam sendo excluídos do Conselhão - Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, criado por Lula para promover a integração social, inclusão dos pobres e evitar conflitos desnecessários.

Com Lula era conciliação social e de classe. 
Agora vão participar do Conselhão somente representantes conservadores e  apoiadores do golpe. É a democracia autoritária e servil. É a democracia do big stick, modelo americano de "democracia do porrete". Ou me obedece ou o reprimo violentamente. É a democracia de uma classe só. Da elite nacional. É 1% contra 99%.

Ontem os jornais comemoravam a prisão de um dos empresários mais ilustres do Brasil, o sr. Emilio Odebrecht. Hoje exclui os setores progressistas do Conselhão. Ontem aprovaram a PEC 241 - a PEC do fim do mundo, antes foi a entrega do Pré Sal aos estrangeiros; depois virão a entrega das escolas públicas, dos hospitais públicos, da segurança pública e até da ÁGUA. Sem contar a reforma da Previdência e o arrocho salarial.

Abertamente foi um golpe de direita contra as conquistas sociais do povo brasileiro. Passado o golpe, agora vivemos a consolidação da hegemonia golpista, através de reformas na Constituição em geral e do apoio incondicional da imprensa, objetivando inibir qualquer reação. Vivemos numa Ditadura Civil, apesar da aparente legalidade institucional. É uma legalidade conservadora e excludente, que está implantando de forma devastadora o neoliberarismo econômico.

Enquanto os governos Lula e parte do governo Dilma estiveram crescendo, distribuindo renda e promovendo inclusão social, a direita conservadora, por também ser grande beneficiária com o grande aumento da produção, das exportações e dos grandes lucros no período, aceitou a regra democrática e constitucional das disputas eleitorais e do respeito aos resultados das urnas.

Bastou combinar a crise econômica interna com a dificuldade de relacionamento da presidente Dilma, para a direita, liderados pelo PSDB, começar a articular o golpe. E pensar que Lula, mesmo  com 80% de popularidade, recusar o canto da sereia de propor ao Congresso Nacional o direito a um terceiro mandato como fez FHC, que eleito para um mandato, mudou a Constituição para dois mandatos contínuos...

Lula não aceitou mais um mandato, mas a direita explicitou sua vontade de acabar com as vitórias do PT e articulou e conseguir dar o golpe de Estado. Liderados pelo PSDB, contando com o apoio e benefícios do PMDB e dos Evangélicos.

A Primavera Brasileira também transformou-se num Outono sombrio. Faremos a resistência pacífica, com muita discussão com os trabalhadores, os artistas, os acadêmicos, os jovens, os idosos e a população rural. Faremos também muitas mobilizações e greve. Quantas forem necessárias...
E qual era o Brasil que Lula e nós queremos?

Era e é o Brasil para todos, com todos e de todos que moram no Brasil, sejam brasileiros natos ou imigrantes que vieram ajudar a construir no país, independente da etnia, da religião, do sexo e do país de origem.

É um Brasil Democrático, Solidário, Laico e Competitivo.

Da mesma forma que reconstruímos o Brasil, depois do entreguismo de FHC, iremos reconstruir o Brasil depois desta nova experiência golpista. O povo brasileiro está mais instruído, está em melhor condição de vida  e saberá, a curto prazo, perceber que foi enganado pelos políticos, pelo judiciário e pela imprensa.

Da mesma forma que os trabalhadores e estudantes juntaram-se a empresários e juristas na luta pela redemocratização do Brasil, aos poucos, retomaremos uma Frente Ampla pela Democracia e pela Soberania Nacional. Os entreguistas não podem destruir o Brasil. Nosso país tem condições de ser uma Nação livre e soberana. Praticando a democracia, a solidariedade, o respeito a todas as religiões e ser um país competitivo internacionalmente, numa economia de mercado.

No dia do aniversário de 71 anos de Lula, o Brasil precisa entender o que está em jogo nesse momento. Lula nunca fugiu à luta. Nem durante a ditadura militar, nem na democracia, nem agora com essa perseguição manipuladora.

Lula vale a Luta.

O Brasil vale muitas lutas!

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