segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Eleições2016: Política, Religião e Futebol. Tudo a ver

A Direita venceu? Qual direita?

Um país que tem 35 partidos políticos, sendo 30 direita e apenas 5 de esquerda, quando se diz que a direita foi a grande vencedora das eleições municipais desse ano, perguntamos: Qual direita?

Outra novidade explícita é ver o conjunto de manchetes e títulos da Folha: 

1 - A direita venceu!
2 - O PSDB foi o grande vencedor.
3 - Alckmin consolida vantagem contra Aécio.
4 - Todos que apoiaram o golpe de impeachment ganharam.
5 - O grande perdedor foi o PT (de esquerda).

Podemos concluir que o Brasil é de direita? 
Não. O Brasil está na direita.
Como já esteve na esquerda.

Então, por que tanta euforia da imprensa golpista?
Por que agora a direita golpista poderá usar os resultados eleitorais para dizer que foram "legitimados pelas urnas". O quê é uma meia verdade.

Quantas vezes Maluf e Quércia ganharam eleições em São Paulo, sem o mundo se acabar?
Quantas vezes o PT também ganhou eleições em São Paulo, sem o mundo se acabar?

A capa da Folha me fez entender que a Folha comemorava a grande vitória de seu partido. O PSDB. A Folha sempre foca PSDB, embora tivesse vergonha de assumir publicamente. O Estadão sempre foi assumido. Mesmo antes de ter virado fascista. A Folha e o PSDB são neoliberais e defensores do modelo eleitoral americano. Republicanos e Democratas. Direita e Centro-direita. Para que mais?

Ao ir lendo o primeiro caderno da Folha a gente vai juntando os títulos e manchetes...
Como ensinava o grande psicanalista brasileiro, Fábio Hermann:
"o poder não corrompe, o poder revela".
A euforia também revela, o que se pensa mas não se fala diariamente.

Não é por acaso que se diz que,
Política, Religião e Futebol não se discute por ser perigoso e violento.
Pode liberar o lado primitivo e recalcado do ser humano. 

Curiosamente, nessas eleições, as três coisas apareceram com destaque. 
Houve a negação da política nas eleições e foram eleitos religiosos conservadores e dirigentes de clubes de futebol que aglutinam grandes torcidas em vez de cidadãos para discutir suas cidades e suas comunidades.

A vida é como um jogo. 
Se ganha, se perde, se empata e tudo continua como as estações do ano. Pena que no Brasil a direita não se assuma como direita, a esquerda tem vergonha de ser esquerda, os professores são constrangidos a não falar de política nas escolas, nem de religião e daqui a pouco não poderão falar de futebol...

Mas, tudo passa...
Ainda temos os jovens, os negros, os artistas,
as redes sociais e o coração dos brasileiros e brasileiras.

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