terça-feira, 4 de outubro de 2016

Eleições com Golpe e Ditadura

Hitler também foi eleito

A imprensa e os golpistas tentarão aproveitar-se das eleições municipais para dizer que o povo, ao votar nos golpistas, respaldou o golpe do impeachment. Isto é muito comum acontecer depois de golpes e de guerras. Os vencedores sempre tentam legitimar-se através da cooptação dos vencidos e através de eleições. Mesmo que as regras eleitorais sejam restritivas.

Nos anos 1970 também houve eleições e o partido dos golpistas e da ditadura - a ARENA - sempre ganhava as eleições. Até Maluf ganhava eleições em São Paulo... E isto não fazia com que a ditadura deixasse de ser ditadura.

A Folha e a Rede Globo serão os principais defensores da ideia de que o povo respaldou o golpe do impeachment. Os demais meios de comunicação reproduzirão o discurso da Folha e da Rede Globo...

Outro grande exemplo histórico de que o voto, em determinadas condições, respalda golpes e ditadura, foi o caso da Alemanha Nazista. Ante o caos inflacionário e de governabilidade, Hitler foi eleito, depois reprimiu os opositores e levou o mundo à segunda guerra mundial e à destruição e divisão da própria Alemanha.

A direita brasileira dos tempos da ditadura militar, mesmo sendo também dirigida por São Paulo, era mais truculenta e não tinha discurso da defesa da hegemonia com regras aparentemente democrática e de direitos iguais. A direita da ditadura militar era da OBAN - Operação Bandeirante e do DEOPS de Fleury...

A nova direita brasileira é liderada pelo PSDB, pela Folha, pela Rede Globo e por Gilmar Mendes no Judiciário. Daí sai o discurso ideológico neoliberal e entreguista. Dai sai a destruição da industria brasileira e privatização de tudo. É a direita do tempo do neoliberalismo e do sistema financeiro internacional.

Aqui Brizola nunca cresceu. Aqui Getúlio Vargas é um nome maldito, por ter liderado a Revolução de 1930 e ter governado contra a hegemonia paulista. Lembram da CSN? A Companhia Siderúrgica Nacional?  Quase tudo que Getúlio fazia era fora do Estado de São Paulo, era voltado para os demais estados brasileiros. Isto deixou um ranço no empresariado paulista. Daí termos avenidas e rodovias com os nomes dos ditadores gerados no golpe de 1964.

Mas, o mesmo Estado de São Paulo que gera uma direita golpista, também gera uma esquerda brasileira hegemonizada pelos paulistas. Este germe imperialista do Estado de São Paulo contamina todos os setores da sociedade, incluindo o cultural e esportivo.

Aqui o PT nasceu, cresceu e levou seu grande baque neste domingo. Aqui a direita tentará prender e destruir os grandes nomes do PT. Como na História da Humanidade, os defensores da liberdade, dos pobres e dos oprimidos enfrentarão o ódio da classe dominante e serão combatidos pelo voto, pela imprensa e pelo judiciário.

Como já foi dito,
- Os negros foram escravizados, mas conquistaram a liberdade e a dignidade.
- As mulheres foram excluídas do mundo político e social, mas conquistaram a liberdade e a dignidade.
- Da mesma forma, a classe trabalhadora também foi excluída e perseguida da vida política e social, mas conquistou a liberdade e direito de se organizar e eleger seus representantes.

Da mesma forma que a Inglaterra teve que recuar seus exércitos na França invadida pelos nazistas, os petistas saberão fazer autocrítica, entender seus erros e seus acertos, para assim poder ajudar a classe trabalhadora e o Brasil a conquistarem com dignidade seu espaço no cenário internacional.

Quem viver, verá.

As condições que estas eleições aconteceram lembram bem as eleições da época da ditadura militar. Só que esta, que começou com o golpe do impeachmente é uma ditadura civil e mais perigosa, por ser camuflada e defendida pela imprensa e pelo judiciário. Os partidos, mesmo sendo 35, não passam de fachada. Afinal, Hitler também foi eleito por um partido e depois acabou com todos eles...


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