segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Alckmin: De Picolé de Chuchu a Picolé de Viágara

PSDB tem novo dono da bola

Que ninguém duvide: 
o grande vencedor destas eleições foi Alckmin.

Desbancou a hegemonia de Serra e FHC. Escanteou Goldman e, por tabela, mostrou a Temer quem é que manda em São Paulo. Já Aécio, mesmo se ganhar Belo Horizonte, vai voltando para sua pequenez. Aécio não tem estatura para líder nacional.

Como Alckmin consegue sobreviver 
a tantos anos no governo do maior estado do Brasil?

Fazendo alianças pragmáticas, governando com mão de ferro, mesmo sendo católico beato, busca apoio estratégico nas Igrejas Evangélicas e até no movimento espírita, apoiando movimentos de assistência social.

Na economia, ora se alia com os neoliberais, privatistas e entreguistas, ora defende manter empresas estatais sob o controle do Estado. Os dois principais bancos do estado de São Paulo foram vendidos no governo Covas - o Banespa foi privatizado a preço de banana e comprado pelo Santander - e a Nossa Caixa Nosso Banco ia ser privatizado por Serra mas o presidente Lula comprou o banco, incorporando-o ao Banco do Brasil e evitando que os milhares de funcionários fossem demitidos.

A direita nacional tem um novo líder.
Silencioso e que age mais articulando pragmaticamente do que fazendo discursos. Outra coisa que Alckmin gosta de fazer é mandar a PM reprimir movimentos sociais, procurando se credenciar como "ordeiro". Este lado policial pode fortalecer a visão da ditadura civil, ainda mais com o atual ministro da Justiça, que é mais aliado de Alckmin do que de Temer.

Por falar em Temer, este foi outro grande derrotado nestas eleições. O PMDB que abra os olhos... O PT e a esquerda em geral, precisam fazer um bom balanço. Sem autoflagelações, mas com bastante serenidade. Perder, de vez em quando, é bom para não perder o referencial da base partidária, nem abrir mão da dignidade.

O povo votou e deu seu recado.
As regras eleitorais não são plenamente democráticas e precisam ser mudadas. A reforma política fica cada vez mais necessária e imprescindível. O Brasil não precisa de 35 partidos, precisa de poucos partidos bem definidos com seus projetos e ideologias. Caso contrário, seremos todos Macunaíma.

Esta eleição me lembrou muito a eleição de 1970.
Quem viveu sabe o quê estou dizendo. Os militares e seus apoiadores também diziam que nós vivíamos numa grande democracia, que tinha até eleições...

Nenhum comentário:

Postar um comentário