domingo, 9 de outubro de 2016

A Folha quer teorizar sobre a derrota do PT

E vão aparecer teóricos para explicar

Não tive tempo de ler os jornais de hoje. Mas, fui alertado de que havia um artigo de Otávio Frias Filho sobre a derrota do PT. Ao folhear o caderno Ilustríssima, vi que o caderno quase todo era sobre o assunto. 

Fiquei surpreso com a pressa da Folha em querer " teorizar sobre a inequívoca derrota do PT". Em vez de teorizar sobre o seu sucesso em coordenar a derrota do PT e o fato de ter conseguido levar o partido ao descrédito, através de notícias diárias contra o partido e seus militantes ou dirigentes. Infelizmente, para Folha, não há necessidade de explicar o porque ela aliou-se a extrema direita e aos manipuladores no judiciário e no congresso nacional. Os fins justificavam os meios. Daí o deleite.

Por experiência, a Folha sabe que pode contar com os teóricos das universidades e até do próprio  PT para espinafrar Lula e seus companheiros de jornada. Sempre aparecerão os que dirão que o PT não é Republicano. Como se todos soubessem o que é esse tal de Republicano ou aceitassem essa condição de que para ser de esquerda democrática precisa ser republicano. 

É verdade que o PT precisa fazer o balanço das eleições e da sua forma de governar e indicar candidatos. Isso já está acontecendo. É verdade também que os militantes e simpatizantes também precisam contribuir com a avaliação. Mas, dai a Folha querer tripudiar e teorizar a partir de seu olhar de planejador da destruição do PT e de sua maior liderança, Lula, isso é outra história.

Mais uma vez fica claro um erro histórico do PT, desde a sua fundação, seus dirigentes sempre acreditaram que teriam acesso democrático e respeitoso à Imprensa Hegemônica e oligopolista. Ledo engano. Não soube aproveitar as experiências dos boletins e jornais dos sindicatos, nem as rádios comunitárias, muito menos souberam aproveitar os milhares de jornalistas que trabalham ou trabalhavam para estas instituições de esquerda. Para nossa imprensa golpista, o brasileiro é cordial e subserviente. E não pode querer ser diferente. Senão novos golpes serão necessários.

Já dizia um militante antigo, "Liberdade não se ganha, conquista-se!" Uma outra militante também ensinava "A Classe Trabalhadora ter acesso ao Estado, ao Governo e à Sociedade não é favor, é Direito!" Não foi por acaso que a Constituição de 1988 foi chamada de Constituição Cidadã.

Eu, que vim do movimento religioso, sempre alertei os militantes que era importante "Orar e Vigiar", caso contrário teríamos que aprender na dor, sofrendo e tendo derrotas... Mesmo sofrendo derrotas, Pode dai sair o novo aprendizado. Mais consistente e mais libertario.

Voltamos à mesma encruzilhada de sempre: 
uns irão pela esquerda, outros irão pela direita.
Foi assim com os escravos, com as mulheres e com os trabalhadores.

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