segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Violência ou Democracia

Caminhos opostos

A imprensa anda praticando violência contra a verdade dos fatos e contra o direito de informar. O judiciário anda praticando violência contra o direito de isonomia, isto é, dos direitos iguais para todos os brasileiros e brasileiras. Os governantes e políticos andam praticando violência contra seus eleitores ao dizerem uma coisa e fazerem outra. As religiões andam praticando violência contra Deus, ao se transformarem em partidos políticos.

A violência pode levar a outra violência.
Ao olho por olho e dente por dente.

As reformas que os empresários estão exigindo do governo golpista também são violências contra a população mais pobre e mais indefesa. Este tipo de violência pode levar o povo a praticar violência coletiva.

Enquanto cresce os tipos de violências no Brasil, também constatamos o crescimento da violência na Argentina, na Venezuela, na Síria e também na Europa.

O mundo caminha para a barbárie?

A Alemanha de Angela Merkel também está passando por profundos desafios e a decisão sobre qual caminho seguir tem sido tomada sempre eleitoralmente. Ora crescendo a direita, ora crescendo a social democracia e a esquerda. Na Alemanha, a democracia ainda está valendo.

O Brasil, ao praticar o golpe, deu uma forte guinada para a direita fascista e não democrática. Falar em democracia no Brasil atual é uma farsa. Nosso governo virou uma esculhambação geral da República. Vale tudo... Nesse sentido, estamos caminhando mais para virar uma Venezuela do que uma democracia moderna.

Em 1968, com a falta de democracia, o impasse era entre a guerrilha e a luta de massa, como forma de agilizar o fim da ditadura. Prevaleceu a luta de massa, como as Diretas Já!

Em 2016, mesmo com derrotas pontuais, precisamos intensificar a luta de massa e a defesa da democracia. Os fascistas e trambiqueiros estimularão o ódio e a violência, como forma de justificar uma nova ditadura de cara civil e jurídica. Este governo Temer não tem legitimidade nem terá capacidade para manter-se num quadro de recessão, desemprego, arrocho salarial e roubo de direitos, como a aposentadoria e as políticas públicas. A imprensa já está sentindo o desgaste por ter participado diretamente do golpe. Muita gente está cancelando assinaturas de jornais e revistas. A TV vai perdendo credibilidade e audiência.

Como fazer a verdade aparecer para o povo?
Como mostrar nossos erros e acertos?
Como reconquistar a democracia no Brasil?
Precisamos intensificar este debate.

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