sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O golpe e a guerra de palavras

A direita não quer ser chamada de direita

Os golpistas não querem ser chamados de golpistas.

Como a nossa imprensa é golpista, ela tem repetido as palavras invertendo o sentido. Para nossa imprensa golpistas são os que não aceitam o impeachment como algo legal e legítimo. Quando na verdade o impeachment não teve fato gerador definido e preciso, tendo apenas manipulação jurídica e não tem legitimidade porque ficou evidente que a intenção do golpe era acabar com os governos petistas, além de inviabilizar a candidatura de Lula em 2018.

Os golpistas agora também acusam os jovens resistentes ao golpe de fascistas. Sendo que os jovens estão nas ruas defendendo o respeito ao mandato conquistado com mais de 54 milhões de votos. Logo, quem derruba um golpe democrático para implantar um governo conservador e neoliberal, usando da repressão militar e jurídica, tem muito mais a ver com o fascismo do que os jovens manifestantes.

Aos poucos os discursos e as palavras que a direita usou para dar o golpe vão sendo reveladas como simples manipulações e a imagem prática de governo conservador e autoritário vai se fixando para o povo. Até as manipulações nos orçamentos e mesmo as pedaladas estão sendo aprovadas e praticadas pelos golpistas. É um festival de besteiras e manipulações.

Já que Dilma foi destituída e Temer vai se mostrando cada vez mais como um governo temerário, a necessidade de novas eleições, com a convocação de uma Nova Constituinte vai ficando evidente.

No Brasil atual:
- As empresas não terão estabilidade política para investir.
- As demissões e o desemprego vão continuar aumentando.
- A inflação e o custo de vida vão continuar subindo.
- A violência vai continuar presente no nosso dia a dia.

Na medida que o governo vai perdendo o controle econômico, politico e social, restará a necessidade de se restabelecer a democracia e a liberdade.
Com a nova constituinte, os poderes deverão ser redimensionados.
Cabendo aos governantes executarem seus programas eleitorais, conforme prometeram.
Cabendo ao Judiciário executar as legiões vigentes (em vez de fazerem leis passando por cima do Legislativo).
E cabendo ao Legislativo elaborar as leis e contribuir para a execução dos programas eleitorais dos vencedores. Para que estes poderes sejam complementares e tenham mais legitimidade e operacionalidade, nada melhor do que um Regime Parlamentarista, eleito  pelo povo e que o "voto de confiança" seja do povo e dos seus representantes.

E que a direita brasileira aprenda a viver na diversidade,
como teve que aprender a respeitar os direitos dos negros, das mulheres e dos gays.

Está na hora de a direita "sair do armário" e se assumir publicamente. Na democracia sempre há espaço para direitas democráticas, centros e esquerdas democráticas. O mundo é plural.

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