sábado, 17 de setembro de 2016

Jornais em pedaços ou cadernos

Vendas no varejo, ao gosto do freguês

Gosto dos livros impressos, ir ao cinema e ouvir CDs. São hábitos antigos, mas que a modernidade ainda não conseguiu convencer muita gente a deixar de praticá-los.

Durante muito tempo assinei dois jornais em casa - a Folha e o Estadão, além de ler O Globo e o Valor no trabalho. Mesmo todos eles sendo favoráveis ao golpe do impeachment e manipuladores de manchetes e matérias, preciso lê-los para trabalhar e também para ampliar conhecimento.

Muita gente fez campanha para cancelar as assinaturas dos jornais golpistas e ler as redes sociais na internet.

Um dos motivos para eu não parar de ler estes jornais é que, além de política, eu gosto de Economia, Internacional, Esportes e principalmente Caderno Cultural.

O Estadão, por exemplo, fez uma opção política fascista. Está pior do que o Hora do Povo. Mas os demais cadernos continuam bons. Alguns até melhores que a Folha ou o Valor.

Quando fui CANCELAR minha assinatura do Estadão, expliquei "n" vezes " à atendente que eu lamentava muito perder a leitura dos cadernos que eu gosto, mas tinha ficado enojado com o caderno de política. Cheguei até a passar a ler o jornal de trás para frente. Nem assim...

Durante a semana, a Folha vendeu sua parte do Valor para O Globo e soube também que a Folha está pesquisando porque está perdendo tantas assinaturas. Na verdade não precisa gastar dinheiro com pesquisa. É só deixar de ser golpista. Pode continuar conservadora e neoliberal, mas não pode ser golpista e manipuladora. O leitor não é idiota para não perceber a diferença.

Fiquei pensando, pensando e resolvi tornar pública minha proposta de solução para a crise dos jornais. Se existem os cadernos específicos e os jornais diferentes são entregues pelos mesmo jovens da madrugada, o consumidor poderia poder escolher quais cadernos quer fazer assinatura. Por exemplo, no Estadão, eu tiraria o caderno fascista, que é o primeiro. Compraria os demais e seria entregue normalmente, como se fosse uma entrega de livros ou mesmo de supermercado.

Não é capitalismo de mercado?
O cliente não é o mais importante?

O mesmo vale para a televisão. Pago uma fortuna para ter centenas de canais fechados, cheios de propagandas e interrupções. Uma violência! Por que não abrem o mercado de TV para as empresas internacionais, como já fizeram com automóveis, remédios e faculdades?

O povo brasileiro sairá ganhando...

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