terça-feira, 13 de setembro de 2016

Cassaram Eduardo Cunha, o matador

Isto não diminui o tamanho do Golpe

Cunha serviu como principal modelo de truculência, de desrespeito à Democracia e à imagem pública do Congresso Nacional, transformando-o num bordel de beira de estrada sem asfalto. Tudo isto foi útil para os golpistas.

O curioso foi que, os principais golpistas moitaram, ficaram como se não tivessem nada com a cassação. Só faltou mandar matá-lo para garantir o silêncio, a queima de arquivo como foi com PC Farias e como os americanos fazem. Lembram do assassino de Kennedy?

No Brasil, é comum os matadores serem presos e depois de certo tempo, serem libertados. Já os mandantes, muito raramente são condenados ou sequer ouvidos. É um país da punição selecionada. Os negros que digam. Estes são sempre os primeiros culpados...

O Golpe do Impeachment mostrou a face autoritária dos conservadores do Brasil. Mas, também mostrou mais uma vez o quanto estes conservadores insistem no modelo subserviente aos Estados Unidos.

Em 1964, o anticomunismo serviu como pretexto para um golpe militar.
Já em 2016, como o anticomunismo não foi suficiente para dar o golpe, os conservadores usaram e abusaram da imprensa e do judiciário para executarem o golpe, que foi construído e executado de forma mais lenta do que o golpe de 64. Afinal, os tempos são outros e vivemos um período de democracia na América Latina e os novos golpes precisam ter mais uma cara civil do que militar.

O curioso neste golpe de 2016, é quanto os empresários estão escondidos, intimidados, perseguidos e ameaçados de terem suas vidas e de suas empresas tornadas públicas e denunciadas como riqueza construída na corrupção. A imprensa de Chateaubriand já usava este artifício.

Por que os empresários também estão sendo perseguidos?

Porque o modelo econômico defendido pela área tucana (PSDB) dos golpistas, defende o modelo neoliberal e subordinada as empresas americanas. Este modelo coloca o Brasil como economia completar a americana, abrindo mão da soberania nacional. Isto é gravíssimo! A Coreia do Sul, a Índia, a China e tantos outros países da Ásia cresceram tanto na economia nacional como na escolarização, defendendo sua soberania nacional. Por que abrir mão da soberania brasileira? A quem interessa? A Serra? A Fernando Henrique Cardoso? Porque o PMDB rendeu-se a esta serventia?

A luta pela redemocratização e pela soberania nacional não passa apenas pelo "Fora Temer". 
É preciso que haja uma grande mobilização pela convocação de uma Nova Constituinte no Brasil, para revisão do sistema político, do sistema judiciário, do sistema de governo e do sistema de regulação das Igrejas e da Imprensa.

Ou buscamos uma nova alternativa para nossa democracia e nossa soberania, ou ficaremos igual a Argentina, que patina desde a morte de Peron, perdendo seu passado de glória e de competitividade internacional.

Se a Ásia conseguiu reerguer-se, a América Latina precisa também desenvolver o seu projeto de Desenvolvimento com integração regional, convivência com os Estados Unidos e a Europa sem subordinação e sem abrir plenamente seu mercado econômico. Soberania passa por capacidade produtiva das empresas, escolaridade de qualidade para o povo e uma concepção de Estado Democrático e Participativo.

Se o Brasil não pensar na sua soberania, vai continuar precisando cassar, prender e matar muitos jagunços rurais e urbanos. A internet tornou o mundo uma grande aldeia ou uma grande vila. O Brasil precisa dar seu pulo de qualidade.

Porque não internacionaliza a imprensa?

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