quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A direita assume os objetivos do golpe

Tirar Dilma, inviabilizar Lula e o PT

Lembram do livro "Tortura nunca mais"? 
Agora a direita vai tentar escrever a sua resposta ao livro acima, "Esquerda nunca mais". Para isto aparecerão dezenas de "professores" e "jornalistas", sem contar os "ex-petistas" que, para aparecerem na imprensa, terem cargos nos governos ou ganhar dinheiro, falarão e escreverão qualquer bobagem.

A direita está comemorando o "Fim da era PT". Que, ironicamente, ficou 13 anos no governo federal. Mas esta mesma direita está representada na política por mais de 30 partidos, mais de 50 igrejas evangélicas, milhares de funcionários públicos concursados mas a serviço do conservadorismo, e, principalmente, o apoio da imprensa golpista.

Podem até matar Lula ou deixá-lo inelegível, mas o seu legado, a sua herança, o seu exemplo nunca deixará de ser lembrado e praticado pelo povo brasileiro. A direita brasileira pode não ter seu ídolo nacional, mas a classe trabalhadora brasileira já teve Getúlio e agora tem LULA.

A esquerda precisará repensar suas estratégias e suas táticas. Com mais este golpe no Brasil, a luta de classe volta a ser debatida, contra a visão conservadora do "governo republicano", dos reformistas e subservientes ao conservadorismo.

Democracia pressupõe respeito as diferenças, respeito ao voto popular, respeito aos governos participativos e respeito ao direito de ser informado, formado e ter acesso ao mercado de trabalho.

Acabou o "brasileiro cordial". 
Agora cada um que tome consciência de seus direitos e de seus deveres. Que lute individual ou coletivamente para conquistar e preservar seus direitos e defender-se dos ataques da direita neoliberal le mercenária.

As revoluções tendem a gerar contra-revoluções, os progressos tendem a gerar recuos assustadores no início, mas que não se sustentam, e os povos evoluem não aceitando perdas de conquistas importantes como liberdade, direitos individuais e coletivos.

A revolução francesa gerou Napoleão e a volta das monarquias, mas o século 19 foi um século de convulsão social permanente, culminando com a unificação da Alemanha e da Itália, e o fim do poder da Igreja Católica sobre os países, os povos e os Estados.

A primeira guerra mundial possibilitou o mundo viver sua primeira experiência comunista. Experiência esta que possibilitou derrotar o nazismo, mas, infelizmente, transformou-se no stanilismo e numa das piores experiências contra as liberdades individuais e coletivas.

Com o fim da segunda guerra mundial o socialismo democrático e o capitalismo social democrático cresceram na Europa e no mundo. O parlamentarismo mostrou-se o sistema mais estável de governo. Infelizmente a América Latina copiou ou subordinou-se ao modelo americano que é o presidencialismo. Facilitando as ditaduras e o populismo sem partidos orgânicos.

Com a implosão da União Soviética, o mundo ficou refém do neoliberalismo e do imperialismo financeiro. Com as vitórias de Mandela, na África do Sul, e de Lula, no Brasil, parecia que um novo modelo de economia de mercado, com controle social e democracia plena, estava surgindo. A Alemanha e a China crescem e servem também como modelos.

Já os Estados Unidos, além de implodirem os modelos árabes, caminha para a perda do poder absoluto, com dois candidatos insanos. A democracia do "big stick" caminha para que os Estados Unidos deixe de ser o "árbitro do mundo", para passar a ser um membro importante entre várias nações importantes. Os Estados Unidos caminha para ser parecido com a Inglaterra no pós-guerra. Imprescindível no coletivo, mas não impositivo sobre os demais. Isto será bom para a ONU e a liberdade. Enquanto isto, os Estados Unidos comemoram mais um golpe na América Latina. Seu quintal cheio de servidores fieis.

Os inícios dos séculos sempre são tensos na política e na economia. Um novo mundo está sendo construído. Tivemos o fim das monarquias absolutas. Tivemos o fim do controle religioso sobre o povo. Tivemos o fim da guerra fria.

Para onde estamos indo?
Qual é a nossa capacidade de contribuir para que o novo caminho nos conduza a mais paz, mais progresso social, mais cidadania, mais liberdade e mais democracia?
Só o tempo dirá...

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