quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Três tragédias brasileiras

A nuvem que paira sobre nós

Fase ruim é igual morte de parentes e amigos, raramente vem sozinha.
Vejam as novidades do dia:

1 - Consolida-se o golpe do impeachment.

Mesmo com o país cansado deste golpe do impeachment, fica cada vez mais evidente a aliança entre os parlamentares que negociam qualquer coisa, o judiciário que legaliza qualquer coisa, a imprensa que faz campanha para qualquer coisa e os empresários que pagam para reverter os anos de melhorias para os pobres e o povo em geral. Esta qualquer coisa que está acontecendo no Brasil é uma nova ditadura, não militar, mas a tal da ditabranda, como o preconceito e a homofobia. Vem disfarçada, dissimulada...

Agora o golpe vai!
Comemora a imprensa e todos os golpistas.


2 - Agora São Paulo vai ter candidato malufista.

O mesmo STF que ameça acabar com o PT e inocentar os demais 34 partidos políticos, inocentou Russomanno, por 3 votos a 2, isto é, com votos de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso Mello, o tribunal entendeu não ter havido crime de peculato. Já Carmen Lúcia e Teori Zavascki afirmaram que houve irregularidade. Pelos votantes dá para saber os reais motivos que levaram ao resultado do julgamento.

Os que pretendiam herdar os votos e negociar apoio com Russomanno, caso ele foi impugnado, agora vão ter que fazer campanha para ele, como forma de dificultar a reeleição de Haddad. Afinal, o golpe, a manipulação da imprensa e o jogo do judiciário, tudo isto é parte do maniqueísmo, do "todos juntos contra o PT, o PC-B e o PDT". É a luta de classe explicitada.

Da mesma forma do golpe do impeachment, que Marta se aliou a Temer, Serra e Cunha, nas eleições de São Paulo, a direita vai fazer camiseta e adesivo para carros: "Somos todos Russomanno"? Que ironia!


3 - Agora vem a Seleção Brasileira de Futebol Masculino.

Em brilhante artigo na Folha, o nosso histórico Tostão, grande jogador, médico, comentarista e mineiro, tece considerações sobre a sina do nosso futebol.

"Aconteceu o que parecia impossível. O Brasil, contra  o Iraque, jogou ainda pior do que contra a África do Sul. O time corre demais com a bola, dribla demais e tem presa demais para chegar ao gol. Isso se tornou, com o tempo, uma característica do futebol brasileiro.

Será que existe uma tragédia técnica anunciada, um castigo, uma maldição, uma culpa que tem de ser paga, por causa da corrupção e da incompetência?

Tudo começou com as derrotas nas Copas de 2006, de 2010, seguiu com o vexame dos 7 a 1 em 2014, com as eliminações para Paraguai e Peru nas duas últimas Copas Américas, continuaria com a desclassificação na sua primeira fase da Olimpíada e terminaria com o Brasil fora do Mundial de 2018.
Não é o mais provável de acontecer, mas é possível. Estou com medo."

Conclusão:

Tragédias não faltam na nossa História.
Se pegarmos do golpe de 1964 ao golpe de 2016, temos dezenas de tragédias para contar.

No entanto, da mesma forma que o Rio de Janeiro e o Brasil puderam organizar com sucesso uma Olimpíada, também aprenderemos a construir uma Democracia, tipo europeia, com parlamentarismo e sem golpes militares, civis e da imprensa.

Liberdade e Democracia não se ganha, conquista-se!

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