sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Imprensa golpista. E os jornalistas?

Golpistas ou serviçais?

É comum que o empregado não aceite roubar por ordem do patrão. Como é comum uma professora ter um desempenho profissional bem maior do que  o salário que recebe. Como há juízes que são honestos e trabalham muito, mesmo ganhando menos do que gostaria de ganhar.

Com o mercado de trabalho restrito em função de haver poucos jornais e poucos canais de TV, há muitos jornalistas que aceitam fazer tarefas que não gostam mas que não ferem seus princípios nem a ética profissional.

Quando olho os jornais golpistas de São Paulo e Rio de Janeiro, fico imaginando se quem edita ou faz as matérias, as fazem concordando com o que escreve, ou as fazem porque precisam trabalhar? Fico sempre com esta dúvida...

Principalmente quando se olha um jornal decadente e fascista como o Estadão, de São Paulo. O caderno de política nacional é pior do que o Hora do Povo do MR-8, baixaria pura. Já os cadernos de economia, internacional, esportes e cultura, são cadernos geralmente bons. Quando se olha as revistas, a mediocridade é ainda maior.

Fico em dúvida se ao contratar, os patrões fazem questão de escolher somente fascistinhas, golpistas e provocadores, em detrimentos de jornalistas bons e que fazem questão de ser neutros ou preservar seus valores e principios, sabendo separar as coisas.

Fico também pensando sobre o que se ensina nas faculdades de jornalismo. A ECA, Escola de Comunicação e Arte da USP, nos anos 70 era uma fábrica de jornalistas de esquerda. E hoje, como será? Uma fábrica de neoliberais e provocadores?

Ainda bem que temos jornalistas que resistem.
São como as flores dos desertos, basta chover que elas renascem.
Ou como as flores dos Ipês ou dos jasmins,
que aguardam o sol de julho.

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