quinta-feira, 28 de julho de 2016

Políticos que não sustentam a palavra

Campanhas eleitorais de conveniência

O Brasil volta a viver mais um clima eleitoral.
Quando isto acontece, as palavras perdem o valor.
Os programas eleitorais se diluem nas coligações.
O importante passa a ser ganhar, vencer...

O que passa a importar é o tempo de TV e de rádio.
Os inimigos viram amigos e os amigos viram inimigos.
O povo fica sem acreditar em nada,
mas vota por ser obrigado pela lei dos políticos.

Nestes dias de campanhas eleitorais,
muitos colegas de partido e de governo
passarão a negar seus próprios colegas,
o que passa a importar é ganhar as eleições.

Este comportamento vale para a esquerda e a direita.
É uma herança cultural do brasileiro.
O que importa é levar vantagem.
O interesse individual se sobrepõe ao coletivo.

Negar que conhece um companheiro,
deletar, entregar ou trair os companheiros
para safar-se sozinho,
mesmo que os outros morram.
Para que serve ser uma pessoa dessa?

Pensando nestas questões,
ao ouvir no CD do carro,
um dos clássicos de Sinatra,
lembrei-me de nossos políticos.

Uma estrofe, canta assim:

"For what is a man, what has he got
If not himself, then he has not
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels."

Para que serve um homem, senão o que ele é
Se ele não for ele mesmo, ele não é nada
Para dizer as coisas que ele sente de verdade
E não as palavras de alguém que se humilha, se dobra
ao deletar ou abandonar seus companheiros.

A tradução é uma versão adaptada ao Brasil de hoje.
A canção de Sinatra é a lendária My Way.

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