quarta-feira, 27 de julho de 2016

Brasil: a desmoralização da Política

Candidatos, partidos e demagogia

Nada melhor do que ter eleições de dois em dois anos para o povo constatar o quanto nosso sistema político é corruptor, desmoralizador e oportunista.

Políticos que se odiavam, quando compõem chapas eleitorais, arrolam juras de amor e de perdão. Martaxa? Isto era quando ela não estava no meu grupo, agora estamos todos juntos. Juntos? E o povo?

Malufou? Este verbo malufar vale para petistas, tucanos e todos os demais 33  partidos políticos. Todos já malufaram em todos os sentidos. O PMDB de Quércia? Há, este era corrupto quando apoiava Lula, mas quando apoiava os tucanos, vinha o silêncio. Tanto silêncio que o inventário de Quércia foi uma fortuna. Tudo acumulado na política.

Agora a moda é lançar candidatos evangélicos e militares. Por coincidência, quase todos conservadores. Bem conservadores. Mais pendendo para os Bolsonaros do que para Pastor que não gosta de gays.

E como todos estão com medo do Lava Jato, da nova lei eleitoral que não pode pegar dinheiro legal de empresas e da quebra do sigilo bancário e telefônico de todo mundo, o normal vai ser candidatos dizendo que nunca viram o Vaccari, que nunca pediram dinheiro para empresários e que sempre só gastaram o que está declarado ao TRE - Tribunal Regional Eleitoral. Só tem Santo! Ou Irmão de Fé. Com farda ou civil.

A imprensa vai voltar a ter esquecimento coletivo. Aquilo que a imprensa falava dos políticos também vai desaparecer momentaneamente até o final das eleições... Notícias boas somente para os candidatos que a imprensa apoia.

Hoje, ao sair do vagão do Metrô em São Paulo, vi na porta: ALSTOM. Esta palavra que pode significar fabricadora de vagões de metrôs e trens, pode significar também corruptora de governos que fazem metrôs, principalmente em São Paulo. Mas aqui em São Paulo a Justiça é muito seletiva e os processos contra a Alstom e os governos de São Paulo não prosperam e até a empresa consegue anistia de dívida...

Realmente é hora de recomeçar a vida política brasileira.

O ideal é que haja Eleições Gerais com nova Constituinte para refazer a legislação eleitoral, a regulamentação dos partidos, a definição de quorum minimo para ter representantes no parlamento e formas de se garantir transparência nas contas e nos mandatos. Mas quem tem que fiscalizar é o povo, não podemos ficar na mão de um judiciário que também não é de confiança nem neutro.

Eu acho que estou pedindo demais.
Mas, sonhar já é um início de uma vontade que pode ser realizada.
Apesar de tudo, ainda temos políticos bons e honestos,
juízes honestos e religiosos que respeitam mais a Deus do que o dinheiro.

Por falar nisso, nosso jasmim já começou a florir
e o ipê amarelo do nosso vizinho,
que floresce em setembro, já mostra algumas florzinhas...

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