domingo, 3 de julho de 2016

As Forças Armadas e o impeachment

Depois do aumento salarial do Judiciário...

Há alguns dias o Painel da Folha comentou ironicamente que representantes do STF estavam cobrando do Planaldo e do PMDB o aumento salarial de 41% que tinha sido combinado em troca do apoio do Judiciário ao impeachment. Passaram alguns dias e, apesar de O Globo e Estadão continuarem reclamando de que o aumento era abusivo, o Senado pagou a dívida e aprovou o aumento para TODOS os servidores públicos do judiciário, especialmente juízes e ministério público.

Hoje, mais uma vez num domingo e no Painel na Folha, aparecem duas notas que servem de recado às Forças Ocultas - não confundir com Forças Armadas:

1a. - Papo Reto - o novo decreto de Temer (presidente interino) prevendo canal direto do Comando Militar com o presidente da República diminui o poder do ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS originário do Partidão). Agora, os chefes das Forças Armadas despacharão com o interino SEM intermediários.

2a. - Às Armas - Temer está disposto a agradar mais os militares.
Marcou para o fim de julho a assinatura da promoção de 25 generais. A queixa do setor sobre a demora de DILMA para assinar as transferências eram constantes.

Nota do Blog.

- O Brasil tem mais de dois milhões de servidores públicos. O Judiciário corresponde a apenas 110 mil e todos tiveram aumentos salariais maiores que os demais. Será que os militares vão reivindicar reajuste iguais ao do Judiciário?

- É bom lembrar que as Forças Armadas têm uma tradição de não fazer política por dinheiro, sempre foi por ideologia. Mesmo em 1964 eles acreditavam que o golpe era para impedir que o comunismo crescesse no Brasil. Não conhecemos nenhum militar que ficou bilionário como alguns empresários ficaram, durante a ditadura militar.

- Tambem é importante lembrar que, até agora, as Forças Armadas não se envolveram publicamente com o Golpe do Impeachment. Portanto, a quem interessa estas notas na Folha de hoje?

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