sexta-feira, 29 de julho de 2016

Aprendendo com Ângela Merkel

Coerência, coragem e solidariedade

O que tem de sobra na chanceler da Alemanha, Angela Merkel, está faltando nos políticos brasileiros.

O mundo patina no caos, na incoerência e na falta de coragem dos governantes em fazer as transformações necessárias.
O Brasil desintegra-se, autoflagela-se e desmoraliza-se diariamente. Não sabemos quem é pior: os políticos, a imprensa ou o judiciário.

Na ausência de modelos nacionais, precisamos aprender com pessoas como Angela Merkel. Quando milhões de imigrantes do Oriente Médio buscaram abrigo na Europa, quem mais os acolheu foi a Alemanha de Angela Merkel. Nem parecia a Alemanha que tanto sofrimento causou à humanidade no século passado.

A Alemanha não deixou de cumprir a sua "responsabilidade humanitária".

Agora, com vários atentados terroristas desestabilizando o bem estar alemão, todos quiseram saber qual seria a posição da chanceler, ela não fraquejou. Manteve sua posição.

"Nós vamos conseguir. Eu defendo as decisões básicas que nós tomamos. Eu não disse que seria fácil nem que resolveríamos rapidamente."

Pareceu até as palavras de Moisés quando chamou o povo de Israel para atravessar o deserto do Sinai em busca da sua liberdade. O mundo precisa de líderes como estes.

Angela foi mais firme ainda quando afirma para o mundo tomar conhecimento:

"Não estamos em guerra ou lutamos contra o Islã. 

Nós lutamos contra o terrorismo, também o terrorismo islamista".

O mundo não pode entrar em guerras religiosas. O mundo precisa aprender a fortalecer as democracias e a inclusão social, combatendo a fome e a segregação.

Estas informações fazem parte da boa matéria de O Globo desta sexta-feira.

A chanceler anunciou a criação de uma Agência de Tecnologia de Informação.

Por mais que a segurança seja mais importante do que a violência, precisamos ter bom senso e muito cuidado. Aos poucos, o mundo moderno vai ficando refém das tecnologias de informação, onde as pessoas vão sendo monitoradas pelo Estado e grandes empresas de segurança, acabando com a privacidade individual e coletiva. Os direitos das minorias e dos indivíduos tendem a ficar em segundo plano.

O Big Brother, cada vez mais  deixa de ser uma ameaça stalinista, para ser uma realidade global.

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