domingo, 24 de julho de 2016

Acreditar nas Pessoas e/ou nos Deuses

As Religiões estão substituindo os Partidos?

Desde a implosão da União Soviética, passando pela aliança entre a Igreja Católica Conservadora com o governo Reagan, para combater a Teologia da Libertação nas Américas e na África, o mundo tem constatado que as pessoas têm se mobilizado mais para atividades religiosas do que políticas. Por que será?

Por incrível que pareça sempre houve uma relação entre religião de um lado e política do outro. Toda vez que se misturou ou se mistura uma coisa com a outra, o resultado são guerras, intolerâncias, ditaduras e censura. 

Jesus, que era judeu, foi morto a pedido dos judeus conservadores. Depois, os seguidores de Jesus Cristo cresceram e passaram a fazer guerras em nome de Deus e da expansão da sua fé. Com Maomé, vieram os muçulmanos que saíram matando todos que não eram muçulmanos. Tudo em nome de seu Deus. Mais tarde a Igreja católica rachou e veio o protestantismo com novas guerras e novas intolerâncias. 

Quando o mundo não aguentava mais tanta guerra religiosa, veio a Revolução Francesa, para separar as religiões dos Estados. Mas os reis não quiseram abrir mão das mordomias e privilégios, usaram o nome de Deus para restabelecer as monarquias religiosas e repressoras. Com Napoleão, que fez o papa católico reconhece-lo com imperador e fazedor de mais guerras, o mundo ensaiou as guerras mundiais. Os ingleses não gostaram, fizeram a sua religião e saíram conquistando o mundo e derrotando a Espanha Católica e a França de Napoleão e sua família.

De repente, como as monarquias não estavam alimentando o povo, surgiu nova crença: o comunismo. Fez-se uma grande revolução, mataram a família dos Reis da Rússia e ameaçaram todas as monarquias. Novas guerras se espalharam pelo mundo, fazendo com que se derrubasse o governo republicano da Espanha e se implantasse uma ferrenha ditadura católica e fascista. As grandes guerras mundiais estavam surgindo, ameaçando os impérios coloniais.

Hitler, que não era católico beato e não gostava de judeus, fez guerra contra toda a Europa e boa parte do mundo. Matou milhões de judeus, ciganos e comunistas, mas acabou perdendo a guerra para os russos, os ingleses e americanos. As monarquias quase que acabaram e cresceu a fé nas pessoas, no Estado laico e nos direitos iguais. Houve grande avanço na libertação das colônias, na emancipação feminina e no combate ao racismo.

Com o tempo, o mundo ficou desorganizado: democracias apoiando ditadores, ditadores apoiando revoluções, democracias matando presidentes e religiosos, assim chegou também ao fim dos governos stalinistas, que se diziam comunistas, mas não eram. O mundo parecia que ia melhorar e ter novo período de paz e prosperidade.

Quando se pensava que ia surgir uma grande primavera no mundo, voltaram as guerras, os terrorismos e as ditaduras. Tudo isto em nome de Deus ou dos Deuses. E olha que o país mais importante do mundo - os Estados Unidos - vai ter eleições e dois doidos estão disputando a presidência da República.

No Brasil, tivemos mais um golpe e a mentira se espalhou pela imprensa e pelo judiciário. Os pastores evangélicos viraram políticos e o Congresso Nacional desmoralizou-se.

Não é à toa que as pessoas não estão acreditando nos políticos, e buscam nova militância na fé em cada Deus que lhe responde melhor. O Brasil, que foi o maior país católico do mundo, está sendo gerido politicamente pelas seitas evangélicas. O Estado laico está desaparecendo e as liberdades estão ameaçadas. 

Será que, com tanta tecnologia, a verdade deixou de ser importante? Vamos repensar nos Iluministas? Nos enciclopedistas? Será que vamos ter que viver uma nova guerra mundial?

Se até Israel usa o seu enorme conhecimento tecnológico para reprimir os palestinos; como vamos contar com a tecnologia americana liderado por um dos dois doidos que vai ser eleito nos Estados Unidos? O negócio é pedir ajuda para a sábia Ângela Merkel e, quem sabe, a Theresa May...

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