domingo, 31 de julho de 2016

Mês de Julho com flores

Que venha Agosto

Não consegui ler nenhum artigo ou matéria dos jornais de São Paulo deste domingo. Até o caderno Aliás, do Estadão , está acabando, agora são apenas quatro páginas requentadas. É o desemprego aumentando.

Chega no estacionamento: tem demissões.
Chega no restaurante: tem demissões 
Chega no banco: tem demissões.
Chega no Mecanico: tem demissões. 
Chega no supermercado: além de demissões, tem aumento dos preços.

E a imprensa golpista diz que o Brasil está melhorando.
Não sei para quem.

Mas o mês de agosto promete muita coisa...

Como despedida de julho, vou mostrar fotos das acácias de perto de casa. Brancas e belíssimas.


Parecem rosas mas não são...


São acácias. Simplesmente belas.

sábado, 30 de julho de 2016

Sol e flores em São Paulo

Apesar dos golpistas e do novo fascismo

Ao acordar o sol começava a brilhar na Vila Madalena. 
Ao sair para comprar pão, parei na escada para ver as novas flores que estão aparecendo. 

Do lado direito da nossa casa,
o ipê amarelo do nosso vizinho começou a florir.
Vejam estas fotos tiradas da entrada de casa.


Primeiro está o pé de pata-de-vaca com flores rosadas,
Depois estão as primeiras flores amarelas do ipê.


Os dois lados, à esquerda e à direita da rua,
as flores amarelas brilham ao sol.

E preparando-se para entrar em cena,
o jasmim sobre nosso muro do jardim
também se prepara para abrir suas flores brancas.


São centenas de botões como estes...


Mas, nem tudo são flores...

Enquanto passamos o dia vendo pés de ipês rosas e amarelos por toda cidade, ao chegar ao Ibirapuera na parte da tarde, tivemos a passagem bloqueada pela polícia, para dar passagem à uns 30 carros com pessoas da classe media portanto bandeiras brasileiras e comemorando a possível prisão de Lula. Estas pessoas não falavam em liberdade, democracia ou povo, só exigiam o fim do PT e a prisão de Lula. 

Fiquei meditando sobre estes fascistas que apoiaram o golpe do impeachment e ignoram tudo de ruim destes golpistas. Eles querem que o povo pobre, como os negros, voltem ao seu lugar. Voltem a ser pobres.

Ao chegar em casa fui procurar o livro de Helgio Trindade sobre o Integralismo e o fascismo no Brasil na década de 30, do século passado. Livro que comprei por indicação do professor Mauricio Tratenberg, nosso grande erudito de esquerda e professor da GV na época.

Por ironia uma das apresentações do livro é do professor Fernando Henrique Cardoso, antes de ser presidente da república e antes também de virar golpista em 2016. Triste currículo...

Os fascistas não gostam de livros nem de flores. 
Os fascistas são sementes de guerras e de limpeza étnica. 
O fascismo crescente no Brasil tende a levar o País a novas batalhas. Getulio Vargas defendeu o povo e o projeto de desenvolvimento nacional. FHC defende o neoliberalismo, o fim da herança de Getulio, como a CLT e defende privatizar tudo e vender as empresas brasileiras aos americanos. 

Nossa imprensa e nosso judiciário estão reforçando este novo fascismo neoliberal e entreguista.

O Brasil sobreviveu unido até agora, com o fim da democracia participativa e a volta da democracia aristocrática e manipuladora, não sabemos o que vem pela frente. 

Dias piores virão ... Além de mais desemprego e mais violência.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Aprendendo com Ângela Merkel

Coerência, coragem e solidariedade

O que tem de sobra na chanceler da Alemanha, Angela Merkel, está faltando nos políticos brasileiros.

O mundo patina no caos, na incoerência e na falta de coragem dos governantes em fazer as transformações necessárias.
O Brasil desintegra-se, autoflagela-se e desmoraliza-se diariamente. Não sabemos quem é pior: os políticos, a imprensa ou o judiciário.

Na ausência de modelos nacionais, precisamos aprender com pessoas como Angela Merkel. Quando milhões de imigrantes do Oriente Médio buscaram abrigo na Europa, quem mais os acolheu foi a Alemanha de Angela Merkel. Nem parecia a Alemanha que tanto sofrimento causou à humanidade no século passado.

A Alemanha não deixou de cumprir a sua "responsabilidade humanitária".

Agora, com vários atentados terroristas desestabilizando o bem estar alemão, todos quiseram saber qual seria a posição da chanceler, ela não fraquejou. Manteve sua posição.

"Nós vamos conseguir. Eu defendo as decisões básicas que nós tomamos. Eu não disse que seria fácil nem que resolveríamos rapidamente."

Pareceu até as palavras de Moisés quando chamou o povo de Israel para atravessar o deserto do Sinai em busca da sua liberdade. O mundo precisa de líderes como estes.

Angela foi mais firme ainda quando afirma para o mundo tomar conhecimento:

"Não estamos em guerra ou lutamos contra o Islã. 

Nós lutamos contra o terrorismo, também o terrorismo islamista".

O mundo não pode entrar em guerras religiosas. O mundo precisa aprender a fortalecer as democracias e a inclusão social, combatendo a fome e a segregação.

Estas informações fazem parte da boa matéria de O Globo desta sexta-feira.

A chanceler anunciou a criação de uma Agência de Tecnologia de Informação.

Por mais que a segurança seja mais importante do que a violência, precisamos ter bom senso e muito cuidado. Aos poucos, o mundo moderno vai ficando refém das tecnologias de informação, onde as pessoas vão sendo monitoradas pelo Estado e grandes empresas de segurança, acabando com a privacidade individual e coletiva. Os direitos das minorias e dos indivíduos tendem a ficar em segundo plano.

O Big Brother, cada vez mais  deixa de ser uma ameaça stalinista, para ser uma realidade global.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Políticos que não sustentam a palavra

Campanhas eleitorais de conveniência

O Brasil volta a viver mais um clima eleitoral.
Quando isto acontece, as palavras perdem o valor.
Os programas eleitorais se diluem nas coligações.
O importante passa a ser ganhar, vencer...

O que passa a importar é o tempo de TV e de rádio.
Os inimigos viram amigos e os amigos viram inimigos.
O povo fica sem acreditar em nada,
mas vota por ser obrigado pela lei dos políticos.

Nestes dias de campanhas eleitorais,
muitos colegas de partido e de governo
passarão a negar seus próprios colegas,
o que passa a importar é ganhar as eleições.

Este comportamento vale para a esquerda e a direita.
É uma herança cultural do brasileiro.
O que importa é levar vantagem.
O interesse individual se sobrepõe ao coletivo.

Negar que conhece um companheiro,
deletar, entregar ou trair os companheiros
para safar-se sozinho,
mesmo que os outros morram.
Para que serve ser uma pessoa dessa?

Pensando nestas questões,
ao ouvir no CD do carro,
um dos clássicos de Sinatra,
lembrei-me de nossos políticos.

Uma estrofe, canta assim:

"For what is a man, what has he got
If not himself, then he has not
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels."

Para que serve um homem, senão o que ele é
Se ele não for ele mesmo, ele não é nada
Para dizer as coisas que ele sente de verdade
E não as palavras de alguém que se humilha, se dobra
ao deletar ou abandonar seus companheiros.

A tradução é uma versão adaptada ao Brasil de hoje.
A canção de Sinatra é a lendária My Way.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Brasil: a desmoralização da Política

Candidatos, partidos e demagogia

Nada melhor do que ter eleições de dois em dois anos para o povo constatar o quanto nosso sistema político é corruptor, desmoralizador e oportunista.

Políticos que se odiavam, quando compõem chapas eleitorais, arrolam juras de amor e de perdão. Martaxa? Isto era quando ela não estava no meu grupo, agora estamos todos juntos. Juntos? E o povo?

Malufou? Este verbo malufar vale para petistas, tucanos e todos os demais 33  partidos políticos. Todos já malufaram em todos os sentidos. O PMDB de Quércia? Há, este era corrupto quando apoiava Lula, mas quando apoiava os tucanos, vinha o silêncio. Tanto silêncio que o inventário de Quércia foi uma fortuna. Tudo acumulado na política.

Agora a moda é lançar candidatos evangélicos e militares. Por coincidência, quase todos conservadores. Bem conservadores. Mais pendendo para os Bolsonaros do que para Pastor que não gosta de gays.

E como todos estão com medo do Lava Jato, da nova lei eleitoral que não pode pegar dinheiro legal de empresas e da quebra do sigilo bancário e telefônico de todo mundo, o normal vai ser candidatos dizendo que nunca viram o Vaccari, que nunca pediram dinheiro para empresários e que sempre só gastaram o que está declarado ao TRE - Tribunal Regional Eleitoral. Só tem Santo! Ou Irmão de Fé. Com farda ou civil.

A imprensa vai voltar a ter esquecimento coletivo. Aquilo que a imprensa falava dos políticos também vai desaparecer momentaneamente até o final das eleições... Notícias boas somente para os candidatos que a imprensa apoia.

Hoje, ao sair do vagão do Metrô em São Paulo, vi na porta: ALSTOM. Esta palavra que pode significar fabricadora de vagões de metrôs e trens, pode significar também corruptora de governos que fazem metrôs, principalmente em São Paulo. Mas aqui em São Paulo a Justiça é muito seletiva e os processos contra a Alstom e os governos de São Paulo não prosperam e até a empresa consegue anistia de dívida...

Realmente é hora de recomeçar a vida política brasileira.

O ideal é que haja Eleições Gerais com nova Constituinte para refazer a legislação eleitoral, a regulamentação dos partidos, a definição de quorum minimo para ter representantes no parlamento e formas de se garantir transparência nas contas e nos mandatos. Mas quem tem que fiscalizar é o povo, não podemos ficar na mão de um judiciário que também não é de confiança nem neutro.

Eu acho que estou pedindo demais.
Mas, sonhar já é um início de uma vontade que pode ser realizada.
Apesar de tudo, ainda temos políticos bons e honestos,
juízes honestos e religiosos que respeitam mais a Deus do que o dinheiro.

Por falar nisso, nosso jasmim já começou a florir
e o ipê amarelo do nosso vizinho,
que floresce em setembro, já mostra algumas florzinhas...

terça-feira, 26 de julho de 2016

Novo ataque de Esquizofrenia na Folha

Depois do errar com o Datafolha...

Os leitores antigos da Folha continuam perplexos. Não entendem o porque de a Folha ter forçado a barra para passar uma ideia de que o povo prefere que Temer fique no governo, quando na verdade dois terços preferem novas eleições.

Agora vem um artigo na página três, onde, mais uma vez a sua própria jornalista de qualidade dá uma aula sobre o comportamento esquizofrênico dos empresários brasileiros, a tal da elite, o que inclui a própria Folha.

Enquanto isso, quando vinha para o Centro hoje cedo, precisei passar pela Avenida Paulista e depois pela Vergueiro. Quando passei pelo Centro Cultural Vergueiro fiquei impressionado com a beleza de dois pés de Ipês amarelos, totalmente floridos e brilhando com os raios de sol. Mais perto tinham outros pés de Ipês rosas, também floridos, mas não tão bonitos quanto os amarelos.

Fiquei pensando: O bom artigo de Eleonora na Folha e os Ipês amarelos tão lindos, podiam estar sinalizando que o Brasil está melhorando. Mesmo com tanto amadorismo e politicagem nas Olimpíadas. Mas ainda bem que temos gente como Eduardo Suplicy, simplesmente divino!

Eleonora escreveu um artigo tão bem feito que resolvi reproduzi-lo abaixo.
Escracho (da elite)
Folha - 26/07/2016 – Eleonora de Lucena

A elite brasileira está dando um tiro no pé. Embarca na canoa do retrocesso social, dá as mãos a grupos fossilizados de oligarquias regionais, submete-se a interesses externos, abandona qualquer esboço de projeto para o país.

Não é a primeira vez. No século 19, ficou atolada na escravidão, adiando avanços. No século 20, tentou uma contrarrevolução, em 1932, para deter Getúlio Vargas. Derrotada, percebeu mais tarde que havia ganho com as políticas nacionais que impulsionaram a industrialização.

Mesmo assim, articulou golpes. Embalada pela Guerra Fria, aliou-se a estrangeiros, parcelas de militares e a uma classe média mergulhada no obscurantismo. Curtiu o desenvolvimentismo dos militares. Depois, quando o modelo ruiu, entendeu que democracia e inclusão social geram lucros.

Em vários momentos, conseguiu vislumbrar as vantagens de atuar num país com dinamismo e mercado interno vigoroso. Roberto Simonsen foi o expoente de uma era em que a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) não se apequenava.

Os últimos anos de crescimento e ascensão social mostraram ser possível ganhar quando os pobres entram em cena e o país flerta com o desenvolvimento. Foram tempos de grande rentabilidade. A política de juros altos, excrescência mundial, manteve as benesses do rentismo.

Quando, em 2012, foi feito um ensaio tímido para mexer nisso, houve gritaria. O grupo dos beneficiários da bolsa juros partiu para o ataque. O Planalto recuou e se rendeu à lógica do mercado financeiro.

Foi a senha para os defensores do neoliberalismo, aqui e lá fora, reorganizarem forças para preparar a reocupação do território. Encontraram a esquerda dividida, acomodada e na defensiva por causa dos escândalos. Apesar disso, a direita perdeu de novo no voto.

Conseguiu, todavia, atrair o centro, catalisando o medo que a recessão espalhou pela sociedade. Quando a maré virou, pelos erros do governo e pela persistência de oito anos da crise capitalista, os empresários pularam do barco governista, que os acolhera com subsídios, incentivos, desonerações. Os que poderiam ficar foram alvos da sanha curitibana. Acuada, nenhuma voz burguesa defendeu o governo.

O impeachment trouxe a galope e sem filtro a velha pauta ultraconservadora e entreguista, perseguida nos anos FHC e derrotada nas últimas quatro eleições. Privatizações, cortes profundos em educação e saúde, desmanche de conquistas trabalhistas, ataque a direitos.
O objetivo é elevar a extração de mais valia, esmagar os pobres, derrubar empresas nacionais, extinguir ideias de independência. Em suma, transferir riqueza da sociedade para poucos, numa regressão fulminante. Previdência, Petrobras, SUS, tudo é implodido com a conversa de que não há dinheiro. Para os juros, contudo, sempre há.

Com instituições esfarrapadas, o Brasil está à beira do abismo. O empresariado parece não perceber que a destruição do país é prejudicial a ele mesmo. Sem líderes, deixa-se levar pela miragem da lógica mundial financista e imediatista, que detesta a democracia.

Amargando uma derrota histórica, a esquerda precisa se reinventar, superar divisões, construir um projeto nacional e encontrar liderança à altura do momento.
A novidade vem da energia das ruas, das ocupações, dos gritos de "Fora, Temer!". Não vai ser um passeio a retirada de direitos e de perspectiva de futuro. Milhões saborearam um naco de vida melhor. Nem a "teologia da prosperidade" talvez segure o rojão. A velha luta de classes está escrachada nas esquinas.

ELEONORA DE LUCENA, 58, jornalista, é repórter especial da Folha. Editora-executiva do jornal de 2000 a 2010, escreve livro sobre Carlos Lamarca


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Vidas que vêm e que vão

Estamos virando nossos pais...

Ontem vi vários amigos nas redes sociais comunicando-nos que seu pai ou sua mãe tinham "partidos". Viraram "estrelas".

É claro que quando olhamos as fotos, constatamos que os pais, via de regra já passavam dos 80 anos e os filhos já passavam dos 50 anos. O que nos leva a concluir que nós estamos substituindo nossos pais... Já estamos virando avós e terceira idade.

Atualmente é comum as pessoas viverem mais de 80 anos e até mais de 100 anos. O curioso é que estas pessoas cresceram e viveram boa parte do tempo num período que o Brasil tinha poucos hospitais e a medicina era bem mais simples que a atual. Se curavam com chás e benzedeira.

É claro que o índice de mortalidade era maior que a atual, mas não sei se é necessário deixar dezenas de velhos em leitos de hospitais por meses e até anos. Não sei se o que move esta "modernidade" de deixar as pessoas idosas e doentes por longos períodos nos hospitais é um esforço pela manutenção da vida - mesmo que não haja lucidez - ou se é um mecanismo de "ocupação hospital para ganhar dinheiro". A indústria farmacêutica e o mundo da saúde sem dúvida é um grande negócio.

Precisamos ter um ponto de equilíbrio.
Não pode ser normal que as pessoas tomem dez ou quinze remédios por dia... É como se tomasse remédio para uma doença, mas os efeitos colaterais dos remédios obrigassem a tomar mais remédios que por sua vez gerassem mais efeitos colaterais e assim infinitamente, ou até quando o salário possa pagar ou o convênio aceitar o tratamento.

Temos também um grande número de idosos saudáveis.
Nos encontramos nos cinemas, nas associações, nas praias, nas viagens turísticas, nas igrejas e nas reuniões familiares. Ainda mais quando são liberados de pagar ônibus e metrô. Cada um ou uma é uma vida cheia de histórias boas e também ruins. Cada um ou uma daria um filme ou um livro.

Quando olhamos a história dos nossos avós, depois as dos nossos pais, as nossas histórias e agora dos nossos filhos e sobrinhos, vamos constatando o quanto o Brasil e o mundo mudaram. Nossos avós na agricultura ou imigrantes fugindo das guerras e das crises, o Brasil com poucas escolas e poucos diplomas, os pais já nas cidades, implantando o serviço público, as escolas, os transportes coletivos e cuidando da saúde. O trabalho como prioridade para que os filhos estudassem e tivessem vida melhor...

Nós, os filhos, já universitários, concursados ou trabalhando em grandes empresas nacionais ou estrangeiras, e finalmente nossos filhos, filhas e sobrinhos, crescendo falando mais de uma língua, morando fora, casando mais tarde e tendo poucos filhos. A nova geração já é cidadã do mundo. O mundo é a pátria destes jovens. Eles se comunicam pela internet e cantam todas as canções.

Quando nossos filhos registram que seus avós estão "virando estrelas", passando para o outro lado, é porque nós somos os novos avós, nós estamos virando nossos pais, como compôs o compositor e Elis Regina cantou com tanta beleza.

E pensar que o "homo erectus já andava como seres humanos há 1,5 milhão de anos"?
Quantos ciclos de vida já tivemos?


domingo, 24 de julho de 2016

Acreditar nas Pessoas e/ou nos Deuses

As Religiões estão substituindo os Partidos?

Desde a implosão da União Soviética, passando pela aliança entre a Igreja Católica Conservadora com o governo Reagan, para combater a Teologia da Libertação nas Américas e na África, o mundo tem constatado que as pessoas têm se mobilizado mais para atividades religiosas do que políticas. Por que será?

Por incrível que pareça sempre houve uma relação entre religião de um lado e política do outro. Toda vez que se misturou ou se mistura uma coisa com a outra, o resultado são guerras, intolerâncias, ditaduras e censura. 

Jesus, que era judeu, foi morto a pedido dos judeus conservadores. Depois, os seguidores de Jesus Cristo cresceram e passaram a fazer guerras em nome de Deus e da expansão da sua fé. Com Maomé, vieram os muçulmanos que saíram matando todos que não eram muçulmanos. Tudo em nome de seu Deus. Mais tarde a Igreja católica rachou e veio o protestantismo com novas guerras e novas intolerâncias. 

Quando o mundo não aguentava mais tanta guerra religiosa, veio a Revolução Francesa, para separar as religiões dos Estados. Mas os reis não quiseram abrir mão das mordomias e privilégios, usaram o nome de Deus para restabelecer as monarquias religiosas e repressoras. Com Napoleão, que fez o papa católico reconhece-lo com imperador e fazedor de mais guerras, o mundo ensaiou as guerras mundiais. Os ingleses não gostaram, fizeram a sua religião e saíram conquistando o mundo e derrotando a Espanha Católica e a França de Napoleão e sua família.

De repente, como as monarquias não estavam alimentando o povo, surgiu nova crença: o comunismo. Fez-se uma grande revolução, mataram a família dos Reis da Rússia e ameaçaram todas as monarquias. Novas guerras se espalharam pelo mundo, fazendo com que se derrubasse o governo republicano da Espanha e se implantasse uma ferrenha ditadura católica e fascista. As grandes guerras mundiais estavam surgindo, ameaçando os impérios coloniais.

Hitler, que não era católico beato e não gostava de judeus, fez guerra contra toda a Europa e boa parte do mundo. Matou milhões de judeus, ciganos e comunistas, mas acabou perdendo a guerra para os russos, os ingleses e americanos. As monarquias quase que acabaram e cresceu a fé nas pessoas, no Estado laico e nos direitos iguais. Houve grande avanço na libertação das colônias, na emancipação feminina e no combate ao racismo.

Com o tempo, o mundo ficou desorganizado: democracias apoiando ditadores, ditadores apoiando revoluções, democracias matando presidentes e religiosos, assim chegou também ao fim dos governos stalinistas, que se diziam comunistas, mas não eram. O mundo parecia que ia melhorar e ter novo período de paz e prosperidade.

Quando se pensava que ia surgir uma grande primavera no mundo, voltaram as guerras, os terrorismos e as ditaduras. Tudo isto em nome de Deus ou dos Deuses. E olha que o país mais importante do mundo - os Estados Unidos - vai ter eleições e dois doidos estão disputando a presidência da República.

No Brasil, tivemos mais um golpe e a mentira se espalhou pela imprensa e pelo judiciário. Os pastores evangélicos viraram políticos e o Congresso Nacional desmoralizou-se.

Não é à toa que as pessoas não estão acreditando nos políticos, e buscam nova militância na fé em cada Deus que lhe responde melhor. O Brasil, que foi o maior país católico do mundo, está sendo gerido politicamente pelas seitas evangélicas. O Estado laico está desaparecendo e as liberdades estão ameaçadas. 

Será que, com tanta tecnologia, a verdade deixou de ser importante? Vamos repensar nos Iluministas? Nos enciclopedistas? Será que vamos ter que viver uma nova guerra mundial?

Se até Israel usa o seu enorme conhecimento tecnológico para reprimir os palestinos; como vamos contar com a tecnologia americana liderado por um dos dois doidos que vai ser eleito nos Estados Unidos? O negócio é pedir ajuda para a sábia Ângela Merkel e, quem sabe, a Theresa May...

sábado, 23 de julho de 2016

Os ipês de São Paulo

Frio e Sol - mais flores

Depois de uma semana florido, este pé de ipê amarelo 
já não tem tantas flores. Elas forram o chão.


Elas vieram antes do seu tempo. 
Já os ipês rosa, estão lindos em toda cidade.


Estes ipês são do Colégio Santa Clara.
Vejam as flores de perto.


E, de quebra, ainda consegui umas fotos das acácias...
Mas estas ficam para outro dia. 
São lindas.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Desemprego e Recessão como armas políticas

O medo econômico e social inibe a política

A direita que assumiu o governo golpista de Temer, está aproveitando que não deve satisfação eleitoral para fazer uma grande mudança na política econômica brasileira.

Como eles são neoliberais, defendem a privatização de tudo, a redução dos direitos econômicos e sociais dos trabalhadores, a flexibilização das leis trabalhistas e a reforma da previdência, aumentando a idade das mulheres e reduzindo o benefícios dos homens, para mudar tudo isto, a direita neoliberal precisa de apoio da imprensa, para mentir, omitir e enganar a opinião pública; precisa do apoio de parlamentares venais e corruptos; precisa também do apoio do Judiciário.

E o povo?

O povo vai vendo tanta tragédia, e ao mesmo tempo vai vendo o desemprego aumentando, as lojas fechando, os clientes dos pequenos negócios desaparecendo e a falta de perspectiva para sustentar a família. Com tanta tragédia junta, o povo não reage. O medo inibe a mobilização e a resistência.

Como fazer campanha salarial e campanha contra tanta violência por parte do governo neoliberal e entrguista de Temer?

Fazendo muita reunião nos locais de trabalho, conversando com o pessoal do sindicato, participando das atividades do sindicato e planejando como enfrentar a pressão patronal e da imprensa.

Precisamos ter a nossa própria imprensa, nossos meios de comunicação e nossos instrumentos de pressão contra a recessão, o desemprego e as reformas trabalhistas defendidas pelos patrões.

As Olimpíadas poderão ser usadas para tentar criar uma imagem de que este governo está dando certo e que a economia está melhorando. Mentira! É tudo manipulação da imprensa. As Olimpíadas são importantes e o Brasil precisa receber bem os estrangeiros, porém, isto não quer dizer que o Brasil está melhorando... Se estivesse melhor, a Folha não precisaria manipular suas pesquisas...

Ainda temos Olimpíadas, votação do golpe do impeachment no Senado, ambas em Agosto; campanhas eleitorais para as eleições municipais em Setembro e parte de Outubro. Vão sobrar Novembro e Dezembro para o governo golpista tentar mudar as aposentadorias e a legislação trabalhista.

Não podemos nos iludir, a recessão e o desemprego são medidas propositais feitas por economistas neoliberais e entreguistas. É só lembrar a época da inflação alta e do desemprego assustador. Os juros na África do Sul são de 7% ao ano, no Brasil são de 14,25%. O Brasil sustenta os juros abusivos para os banqueiros e especuladores, enquanto os pequenos e médios empresários vão à falência, gerando mais desemprego.

Ou o povo reage ou o Brasil chegará em 2017
bem menor do que era em 2016 e nos anos anteriores.
Quem viver, verá!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Luar de São Paulo

Ipês amarelos já chegaram

Sempre quiz tirar umas fotos da lua no nosso quintal, mas a imagem ficava como se fosse um ponto no escuro. Ontem, quando cheguei no quintal às 22:30h, vi que a lua estava com nuvens iluminadas ao seu redor. Peguei o IPad e tentei as fotos. Vejam como ficaram...


A primeira ficou perto da parede.


A segunda já ficou mais visível. 

Para completar, desde quarta feira tenho encontrado vários pés de ipês amarelos floridos. Como as chuvas e o frio estão se antecipando, as flores dos ipês também se anteciparam. O normal é ter ipês amarelos em agosto e principalmente em setembro. As fotos ficam para depois.

Sinais dos tempos...

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Fascismo no Brasil e na Espanha

As contradições do Estadão

Nos últimos tempos o velho e centenário jornal Estadão tem se transformado num boletim fascista, manipulador e de baixo nível politico. Até parece coisa de esquerda raivosa, só que é de direita. É tão pobre politicamente que prefiro dizer que é um jornal politicamente fascista. Já seu concorrente paulista, a Folha, eu prefiro chamá-la de uma direita envergonhada. Mas que mantém uma margem de pluralidade política.

O quê salva o Estadão?
Seus cadernos de Economia, Internacional e Cultura.
O que se deduz que o fascismo ficou, por enquanto,
no primeiro caderno e nas manchetes...

Hoje, por exemplo, eu li mais artigos do Estadão do que da Folha.
Foi que comecei a ler o jornal de trás para frente.
Tem sido mais agradável...

A primeira grande matéria, de página inteira e de grande destaque, exatamente a última página do jornal:

"Negativos de guerra - Mostra A VALISE MEXICANA reúne fotos de Robert Capa, Gerda Taro e David Chim, extraviadas durante 70 anos."

Só um jornal com tradição secular para publicar uma reportagem tão maravilhosa. Principalmente para quem gosta de fotografias e de História.

Já pensaram, achar três caixas com 4.500 negativos de fotos da Guerra Civil Espanhola? Coisas divinas, achadas por acaso e pelo esforço de algumas pessoas que souberam reconhecer a importância histórica destas fotografias.

A Guerra Civil Espanhola terminou com a vitória dos fascistas, o fim da República, à volta à Monarquia e à uma ditadura que durou sessenta anos, além do sofrimento imenso de milhões de espanhóis.Lembram de Guernica?

A exposição destas fotos históricas - A VALISE MEXICANA - está na Caixa Cultural São Paulo, Praça da Sé, 111, telefone 55-11-3321-4400. de Terça a domingo, das 9 às 19h. Grátis. Até 02 de Outubro de 2016. Mais um grande serviço de utilidade pública, prestado por um banco público e estatal. Vocês percebem porque não devem privatizar tudo como querem os neoliberais e entreguistas?

A segunda boa matéria do Estadão de hoje: Nelson Freire, o nosso grande pianista, gravou obras de Bach. Algo sempre maravilhoso. Ouvir Bach, ainda mais tocado por Nelson Freire.

A terceira boa matéria está na parte Internacional e é o sempre bom artigo de Gilles Lapouge. Nosso francês, que ainda não se naturalizou brasileiro, mas que ama mais o Brasil do que muitos políticos neoliberais e fascistas.

Estas três boas notícias do Estadão, mostra que podemos viver numa Democracia. Que os jornais como Estadão e Folha não precisam organizar e apoiar golpes militares e civis. Que mesmo sendo jornais de direita, podemos ser seus assinantes para ler as partes internacionais, de economia, de esportes e de cultura.

Um outro Brasil também é possível. 
Parabéns ao lado bom do Estadão.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Gaspari, Vaccari e as Verdades

Provocações

Estou desde o último domingo sem escrever no blog. O motivo foi a leitura do artigo de Elio Gaspari na Folha, comparando a situação de Ramon Mercader, assassino de Trotsky, com a de Vaccari e estimulando-o a fazer delação para sair da cadeia.

Pensei em escrever algo hostil, agressivo com Gaspari, em reação às suas provocações. Depois, com a leitura do bom livro "Brasil: Uma Biografia", de autoria de Lilia Sachwarcz e Heloisa Starling, mesmo ainda estando na página 227, resolvi escrever abordando com outro olhar.

A História do Brasil está cheia de traidores, delatores, vendilhões, escravocratas, mercenários e tantos outros adjetivos. O principal delator foi um português endividado que entregou os organizadores da Conjuração Mineira, levando à morte e esquartejamento de ninguém menos do que TIRADENTES. Assim o DELATOR pegou anistia e ficou livre da divida.

Em relação ao artigo de Gaspari, que é um jornalista que mantenho o hábito de ler seus textos e seus livros, fico com a dúvida se ele fala de Vaccari por saber da sua integridade ou é porque acha que Vaccari é um político qualquer, ou um empresário que sempre mamou nas tetas do governo. Mas acho que Gaspari foi de uma infelicidade rara.

Vaccari não vai delatar, porque não faz parte do seu carater nem de sua história. Não sei se Gaspari concordou com o golpe de 1964 e com o novo golpe do impeachment, sendo que os jornais que ele publica seus artigos sempre apoiaram os golpes. São golpistas!

Quanto a Vaccari, da mesma forma que o tempo reconheceu os méritos de Tiradentes, Vaccari também será reconhecido.

Democracia é aprender a viver com as diferenças. Respeitá-las e saber ganhar e saber perder. Ser jornalista a favor de golpistas e assassinos profissionais é mais fácil do que perseverar na defesa da verdade e da dignidade. Vaccari jamais será um Ramon Mercader.

Depois vou contar várias histórias sobre o passado do Brasil. Principalmente contando a falência do Rio de Janeiro, já em 1660, e as mais diversas histórias de corrupção, rebeliões e tudo mais. Devemos respeitar o direito de a direita e os conservadores escrever como vêem a História do Brasil, mas também devemos escrever a nossa forma de entendê-la. Afinal, nós, os trabalhadores, os negros, as mulheres, os representantes dos compromissos sociais e da qualidade de vida para todos, não podemos ficar reféns de uma única versão.

A Lava Jato só quer ver aquilo que lhe dá condições de incriminar o PT e Lula, as outras informações que evidenciam como funciona o Estado brasileiro e como os políticos e empresários se beneficiam dele, não interessam, ou interessa escondê-las. O delator da Conjuração Mineira delatou por dinheiro, os articuladores da Lava Jato e seus delatores, ainda não sabemos o porquê de tanta manipulação. O tempo também vai mostrar...

A História tem muitas versões. Tem muitas Verdades.

sábado, 16 de julho de 2016

Violência aumenta na Turquia

O mundo caminha para autoritarismo

A democracia está sofrendo da doença de falta de segurança e de perspectiva. Quando isto acontece, o povo aceita e apoia governos autoritários. Em nome da segurança, setores hegemônicos não aceitam divergências e pluralidades, justificando a redução das liberdades individuais e coletivas, como necessárias para se ter segurança. E uma agressão leva a outra violência, até começarem as guerras.

Quint feira foi a França, sexta feira foi o dia da Turquia. O Brasil está em pleno golpe civil. Aqui ainda não estão matando pessoas, mas estão matando direitos e verdades. A América do Sul caminha para a direita, como caminhou na década de 60, liderados pelo Basil, como parceiro especial dos Estados Unidos. No Brasil hoje, os bate paus dos Estados Unidos são pessoas que viveram exílios e hoje estão no PSDB. Foram convencidos que é mais fácil ser procuradores Americanos do que construir uma Nação. 

O mundo sofre quando novos atentados acontecem. As pessoas ficam sem entender o porque de agredir países turísticos. E as Olimpíadas no Rio de Janeiro? Será que Deus é brasileiro e aqui não acontecerá nada? Ninguém pode garantir nada.

Com as eleições americanas, o mundo tende a piorar mais ainda. Afinal, lá se discute qual é o mal menor. Um homem louco ou uma mulher autoritária. Se a loucura vai governar o país mais importante da Terra, só podemos enlouquecer juntos...

Que Deus salve as Américas.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Mais um dia de violência na França

Por que Nice?

Mais um louco mata dezenas de pessoas na França em nome de seu Deus.

Desta vez atacaram na cidade de Nice. Por que Nice?

Uma bela cidade do interior da França, que sempre acolheu bem os seus visitantes.

Estive em Nice na década de 80, fazendo parte da Campanha Contra a Fome no Mundo, organizada pelo Comitê Católico da França.

Hoje vemos notícias com crianças mortas e feridas. Quem ganha com isto? Quem começou a guerra no Iraque foram os Estados Unidos. Porque a França está pagando pelo erro dos outros?

A Europa precisa agir com mais rapidez sobre o drama dos imigrantes. A ONU precisa ter uma política para melhorar a qualidade de vida dos países africanos. Incluindo a melhoria da liberdade e da democracia. Mas a democracia deles não precisa ser igual a nossa. Deve haver uma tolerância com a transição. Cada país ou região do mundo tem suas formas de governo e seus valores culturais e religiosos. Devemos ter alguns pontos de equilíbrio.

E toda esta violência no dia 14 de julho.

Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Isto precisa valer para todos.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Juros na Inglaterra a 0,5% ao ano

Juros no Brasil a 14,25% ao ano

Juros cheque especial no Brasil a 300% ao ano.

O roubo no Brasil é legalizado. 
O duro foi que mesmo nos governos petistas mantiveram os juros altos.
Agora o banco que mais ganha dinheiro no Brasil, toma conta do Banco Central.

Depoisnao sabem porque a indústria está em crise e o povo endividado.

Temos que começou tudo de outra forma. Só com eleições gerais e nova forma de Estado.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Governo privatizado e corrupto

Sem ser eleito, governo privatiza tudo

O maior dos golpes

Com o pretexto de combater a corrupção, os golpistas, além de violentar a democracia e não respeitar o voto do povo, estão aproveitando o clima para vender tudo. Parece empresa que vende tudo para viajar...

São dois golpes ao mesmo tempo. Um político e outro econômico. Como a imprens está nas mãos dos golpistas, eles tentam esconder o mal que estão fazendo ao país. 

O EsTado de São Paulo ficou mais pobre com a privatização do Banespa. O Brasil ficou mais pobre com a privatização da Vale. Os brasileiros ficarão mais ignorantes com a privatização do ensino e o povo sofrerá ainda mais com a privatização da saúde.

As pessoas têm perguntado porque o povo não reage, e eu me lembro que os paulistas não reagiram contra a privatização do Banespa. Coube apenas aos funcionários e seus familiares denunciarem a piora da qualidade de vida. Isto aconteceu no Brasil inteiro com as privatizações de FHC.

O neoliberalismo aliado à imprensa, ao judiciário e aos empresários que preferem ser empregados de multinacionais estrangeiras a ser empresários que disputam o mercado internacional, além dos políticos corrputos, vai descaracterizando qualquer projeto de Brasil no mundo com dignidade.

Resistir é preciso. 
Da mesma forma que passou o governo FHC, 
este governo entreguista e corrupto também passará.

Custo de vida e inflação

Tudo está caro

Supermercados, lanchonetes, feiras e aeroportos. Onde você estiver os preços estarão nas alturas. Estacionamento, posto de gasolina, escolas particulares, Remedios e lazer. 

Os golpistas diziam que era só tirar Dilma que tudo melhorava. 
Mentira! Tudo piorou. 
Até a corrupção e a violência policial.

É o desemprego? Só aumenta.

Onde vamos parar? 

Por mais que a imprensa esteja escondendo a realidade, 
as pessoas percebem os fatos.
 E contra fatos não há argumentos. 

Este governo golpista é um embuste!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Theresa, mais uma mulher a dirigir um país

A Inglaterra é um país de mudanças

Talvez nem Julio César, quando ocupou a Brethânia e ajudou a construir Londres, há dois mil anos, imaginou que esta comunidade depois do Mediterrâneo, tivesse um futuro tão interessante.

Uma ilha de difícil acesso, que gostava de guerrear entre si e depois com os invasores ou quando eles mesmos invadiam outras terras, seu povo foi se adaptando aos tempos e construindo muitas histórias.

É claro que as histórias antigas são interessantes. Os ingleses são tão teimosos que brigaram com o Papa e inventaram uma nova Igreja. Só para eles... Desde cedo aprendeu a navegar e criaram a Grande Esquadra que dominou os mares por séculos. Desenvolveu o teatro, desenvolvendo um dos melhores do mundo, na pessoa de Shakespeare. E teve papel determinante no desenvolvimento do indústria, do sistema financeiro e do capitalismo.

E quando seu capitalismo estava em crise, descobriu uma mulher com nome Margareth, que mudou mais uma vez o próprio capitalismo. Por tabela, ainda ajudou a implodir a União Soviética, que tanta dor de cabeça deu a outro inglês, o Churchill. Este que foi fundamental para a criação da União Europeia.

Eis que, a mesma Inglaterra que foi fundamental para a criação da União Europeia, com medo dos imigrantes que chegam à Europa, em função das guerras criadas e mantidas pelos Estados Unidos e a Europa, decidiu, por plebiscito, sair desta organização tão importante...

No meio de tanta confusão, inclusive da renúncia do primeiro ministro atual, que não soube ganhar a disputa, surge mais uma mulher como esperança para impedir a bancarrota econômica, política e social. Na segunda guerra mundial, a Inglaterra teve os Estados Unidos como parceiro imprescindível para vencer a guerra contra os nazistas. Será que, mais uma vez, os Estados Unidos salvarão a Inglaterra? Ou os ingleses voltarão a unir-se à União Europeia, depois de alguns anos?

Como as mulheres cada vez mais ocupam os lugares que antes eram apenas dos homens, e muitas vezes conseguem ser mais competentes do que eles, talvez esta nova mulher, de nome Theresa May, tenha liderança e capacidade para ajudar a Inglaterra a superar mais este desafio.

Aqui no Brasil, os homens não conseguiram tolerar a primeira mulher na presidência do país. Os Estados Unidos talvez vivam sua primeira experiência. Mas o mundo está cheio de mulheres como dirigentes. Até na terra de Júlio César, uma mulher acabou de ser eleita prefeita. Também pela primeira vez.

É o século 21.

domingo, 10 de julho de 2016

Lava Jato e Imprensa: ficaram devendo justiça e verdade

A Folha e a Justiça usaram meias-verdades

Fazia tempo que eu não lia um artigo completo de algum ombudsman da Folha. Hoje eu consegui ler o texto completo da nova ombudswoman do jornal. Uma avaliação tão bem feita que resolvi reproduzi-la na íntegra. 
Mesmo registrando que nem a ombudswoman nem a Folha assumem que o jornal manipulou o noticiário intencionalmente como parte da estratégia do golpe do impeachment.

Ainda não posso provar que os Estados Unidos estão por trás do golpe, mas podemos ter certeza que a Lava Jato e a Imprensa fazem parte desde o início da estratégia do golpe. O pior foi constatar também que, além da Lava Jato e da Imprensa, o Judiciário, incluindo aí o STF também aderiu ao golpe. O ideal em qualquer democracia é que nem a Justiça, nem a Imprensa sejam partidarizadas. Principalmente se for para unir-se a golpistas.

Os fins justificam os meios? Na democracia, não.

Talvez a Folha esteja se refazendo das manipulações golpistas. Mas faltará refazer-se da participação direta no golpe. Vejam o bom artigo de Paula Cesarina Costa.
E se a pré-delação não virar delação?
Folha – Ombudsman – Paula Cesarina Costa – 10/07/2016

Faz dois anos e quatro meses que a operação Lava-Jato foi iniciada e chacoalhou o sistema político. Na Folha, um abre de página e uma chamada no pé da capa informavam o início da operação na edição de 18 de março de 2014: "Réu do mensalão é preso em operação da PF contra lavagem".
Desde então, segundo o Ministério Público, ocorreram 166 prisões e 56 acordos de delação premiada, com os crimes já denunciados tendo envolvido o pagamento de R$ 6,4 bilhões em propinas.
A Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro já realizada no Brasil. Na primeira instância, ocorreram 106 condenações, com as penas somadas atingindo quase 1.150 anos de prisão. No Supremo Tribunal Federal, que investiga os que tem direito a foro privilegiado, há 134 investigados, em 59 inquéritos.

Coube à Lava Jato popularizar o instrumento da colaboração premiada, o que concentra as críticas mais renhidas. Um grupo de advogados publicou em manifesto que "as prisões têm sido usadas para obter acordos de delação premiada, numa espécie de inquisição".
Recentemente os jornais foram dominados por detalhes das chamadas pré-delações. Passaram da fase do "delator disse que..." para "a delação vai dizer que...", a partir de vazamentos sobre negociações de delação em andamento.

O delator precisa dar informações novas aos investigadores para que tenha condição de negociar a redução de pena. Os investigadores estipulam condições mínimas para transformar, por exemplo, uma condenação em regime fechado em prisão domiciliar.
As reportagens sobre negociações de delações são de claro interesse público, mas correm sério risco de manipulação, de uma parte ou de outra. É jornalisticamente difícil defender a não publicação. Não há como jornalistas deixarem de acompanhar, investigar e divulgar o conteúdo do que está sendo negociado para uma delação ser obtida.

O problema é como as informações devem ser tratadas e, especialmente, como anunciadas em títulos. O jornal deve se preocupar em evitar simplificações condenatórias.
É essencial buscar linhas próprias de investigação dos crimes sugeridos e centrar o relato em casos com provas materiais. É preciso consistência no relato jornalístico, para que o leitor não enquadre acusações e as reportagens na categoria do "disse-me-disse".

As duas mais esperadas delações premiadas desde o início da investigação estão sendo negociadas há meses: a de Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo Odebrecht, e a de Léo Pinheiro, do grupo OAS.

De acordo com jornais e revistas, nesse processo, Odebrecht disse ter discutido financiamento de campanha diretamente com a presidente Dilma Rousseff, que a empreiteira fez reforma no sítio de Atibaia usado pelo ex-presidente Lula e que o então governador Sérgio Cabral (PMDB) cobrou propina em obras como metrô e reforma do Maracanã. Prometeu ainda detalhar financiamentos de vários partidos.
Pinheiro envolveu o Lula (com pagamento de obras em sítio de Atibaia e tríplex no Guarujá), Dilma (no pagamento de dívidas da agência de publicidade Pepper) e o senador tucano Aécio Neves (suborno para auxiliares de 3% valor de obra), além de prometer lista d os políticos que receberam dinheiro não declarado.

É inegável o potencial explosivo, o que amplia os cuidados no tratamento do texto e na capacidade de estabelecer linhas próprias de investigação.
Entre conhecedores dos meandros da Lava Jato há quem veja chance razoável de os investigadores só aceitarem a delação de um dos dois empreiteiros. Um se beneficiará da colaboração; outro amargará integralmente com a pena dos crimes que cometeu.
Injustiças serão cometidas. 

Criminosos escaparão ou inocentes terão sido enlameados, sem chance de recuperação? Como se portará então a imprensa?

A discussão fundamental é a quem interessa os vazamentos e que papel os jornais devem assumir. Envolvidos na Lava Jato consideram muito difícil controlar tais informações.
O que parece evidente é que a divulgação ou vazamento do conteúdo das pré-delações faz parte de um jogo, que não tem regras claras. Envolve delatores, advogados e procuradores. Os textos precisam explicitar ao leitor os jogos de interesse das delações em negociação.
Os jornalistas trabalham em meio a tal turbulência, como transmissores para a opinião pública dessa tensão interna. 

Flores, sol e música

Um domingo diferente 

O sol amanheceu cedo, dando seu brilho à cidade de São Paulo. Fomos fazer nossa caminhada no Parque Villa Lobos e conseguimos tirar uma boa foto de um ipê rosa florido e bem na entrada do parque.


Vejam o contraste entre o rosa e o azul do céu.

Quando voltamos para casa, ao estacionar o carro, 
Ficamos ouvindo a aula do maestro João Maurício Galindo, 
na radio Cultura FM, "Pergunte ao Maestro". 
Hipnotizados o ouvimos falar sobre o 
Concerto para piano e orquestra de Thaikovsky. 

Enquanto ouvia a aula musical, eu ficava olhando
Uma flor no chão. Tão bela e abandonada no chão.
Estar no chão faz parte da paisagem do bairro.
As flores nascem nas alturas e caem para embelezar as ruas.


Vejam a árvore da flor pata de vaca e o pé de ipê amarelo sem folhas
E aguardando setembro chegar, quando ficará toda amarela.


Quando entramos e fomos ler os jornais,
Só vimos notícias tristes. 
Não tinha nada sobre flores, sol e beleza...
A nossa imprensa deu o golpe do impeachment,
Agora não sabe como lidar com ele.
O Brasil piorou em tudo...

sábado, 9 de julho de 2016

Falar das flores e do sol

Enquanto a política desmoraliza

As flores no sol continuam bonitas e motivando as pessoas para ir caminhar nos parques e praças . Hoje cedo quando passei na Praça Vicentinha para olhar as cerejeiras e ipês, um casal divertia-se tirando fotos das cerejeiras. Dei risada e segui meu caminho para fazer feira...


O casal não está nesta foto. Preferi mostrar a cerejeira.

Os pés de ipês rosa estão floridos em toda cidade, 
Mas ainda não consegui uma foto boa.
Até chegas as flores do ipê amarelo, eu conseguirei...

Já as mariazinhas, com sol ou com chuva, 
Elas estão sempre florindo.


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Com a renúncia de Cunha, o golpe fica nu?

Farsa generalizada

Cunha renuncia a presidência da Câmara e, graças a mudança de função, deixa de ser julgado pelo pleno do STF para ser julgado pela Segunda Turma, que, por coincidência, é presidida por Gilmar Mendes, amigo dos golpistas.

As contas públicas na época de Dilma eram escandalosas, agora com Temer, o deficit é muito maior, mas a imprensa e os políticos tratam-na como "um mau necessário".

O custo de vida aumenta assustadoramente, levando a classe média ao desespero, mas a imprensa trata isto como se fosse "um soluço" ante a redução da inflação em 2018.

O desemprego aumenta assustadoramente, as empresas tiram as placas de "procuram-se", mas a imprensa trata isto como "uma necessidade para viabilizar o ajuste econômico".

A corrupção era tida com a maior da história do Brasil, a cada dia que passa, aparecem mais denúncias de corrupção envolvendo mais partidos e mais pessoas. O problema é que estas denúncias estão subordinadas aos interesses dos golpistas.

Os crimes continuam existindo em proporções ainda maiores que antes. Os golpistas estão envergonhados e os manifestantes apoiados pela imprensa desapareceram das ruas.

Se agora a culpa não é de Dilma,
quem são os verdadeiros culpados?

Só falta dizerem que, com a saída de Cunha, o Brasil vai melhorar...
Ao contrário, com a saída de Cunha, o golpe fica nu.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Iraque, Estados Unidos e as Guerras

Ditaduras, caos e guerras sujas

O jornalista da Folha, Clovis Rossi, apresenta um artigo interessante sobre a guerra que os Estados Unidos começaram com a invasão do Iraque e que se espalhou por todo Oriente Médio e áreas muçulmanas. Pena que Rossi não diga que a Folha e a  imprensa brasileira apoiaram a posição dos Estados Unidos. Mas isto não desmerece o artigo.

Ele aborda, entre outras coisas, as diferenças entre viver sob ditaduras, caos/anarquia ou guerras sujas como a que os países estão passando.

Enfim, antes tarde do que nunca. Um dia também veremos a Folha fazer autocritica em relação ao golpe do impeachment contra Dilma.

Leiam o bom artigo de Clovis Rossi.

Até que Saddam não era tão ruim
Folha - 07/07/2016  02h00
CLOVIS ROSSI

Diz a lenda que o chamado "chanceler de ferro" Otto Von Bismarck (1815-1898) cunhou a seguinte frase: "Leis são como salsichas; é melhor não saber como são feitas."

O relatório de "sir" John Chilcot sobre o papel do Reino Unido na invasão do Iraque indica também que é melhor não saber como são tomadas decisões absolutamente relevantes —a de ir à guerra, por exemplo.

Foi um erro do começo ao fim, demonstra o relatório. 

Um erro que acaba sendo o resgate implícito do papel da ONU, essa instituição tão criticada por sua inação.
É razoável supor que, se a decisão de invadir o Iraque tivesse sido submetida à ONU —como manda, de resto, a legalidade internacional—, talvez pudessem ter sido evitados ao menos alguns dos erros apontados pelo relatório Chilcot.
Talvez se pudesse até ter evitado a guerra, que, como se viu depois, criou mais problemas do que resolveu, ao livrar o mundo de um tirano abjeto como Saddam Hussein.

O maior dos erros, se o olhar se voltar para o presente e o futuro, não para o passado, é o fato de que os planos do pós-guerra no Iraque foram "completamente inadequados".

Uma das consequências inexoráveis: o pós-guerra reabilitou a ditadura, como aponta Ben Wederman, da emissora americana CNN:
"Muitos amigos iraquianos se lembram dos velhos bons tempos de Saddam Hussein, quando atentados terroristas eram raros, (...) quando se podia viajar a praticamente todas as partes em Bagdá ou no Iraque, sem medo de ser alvejado ou sequestrado ou decapitado. Não havia liberdade de expressão, não havia democracia. A regra com que governava Saddam era o medo, mas ao menos havia uma regra. Quando você experimenta a anarquia, a ditadura não parece tão ruim".
Pois é, uma guerra mal planejada, mal executada e que não pensa no pós-guerra, apenas troca uma ditadura pela anarquia.

Ou pior: a anarquia abre espaço para uma versão ainda mais terrível do terrorismo do que a velha Al Qaeda, que se pretendia eliminar com a invasão do Iraque.
Diz o relatório Chilcot: "Entre 2003 e 2009, eventos no Iraque minaram a estabilidade regional, inclusive por abrir espaço para a Al Qaeda operar e por deixar inseguras as fronteiras através das quais seus membros podem se mover."
Completa o colunista David Gardner, do jornal "Financial Times":
"Um resultado do Iraque é o Estado Islâmico, uma repetição ainda mais selvagem da Al Qaeda, como vemos continuamente não somente em Raqqa e Mossul [tomadas pelo EI], mas de Dacca a Medina ou de Istambul a Bruxelas; há ainda carnificinas repetidas em Bagdá" [para relacionar apenas algumas das cidades atingidas mais recentemente por atentados reivindicados pelo Estado Islâmico ou atribuídos a ele].

Se o EI é um legado da guerra, cria-se um problema permanente para o mundo, a julgar pelo que disse ao jornal "Times of Israel" Shadi Hamid (Brookings Institution):
"O EI estabeleceu um padrão de ouro para grupos extremistas. Eles não só explodem coisas, eles também capturam território e, então, impõem seu modelo de governo".