quinta-feira, 23 de junho de 2016

Senadores vão manter o Golpe?

Brasil: Um país em frangalhos

O Globo e a Folha falam mal do PMDB. O PMDB está deitando e rolando nos ministérios e nas estatais, aproveitando-se da interinidade para nomear amigos e indicados políticos. Os empresários estão cobrando as reformas contra os trabalhadores e o judiciário está cobrando seu aumento salarial substancial. Ao mesmo tempo, as pessoas falam que o “mercado paralelo”  está funcionando as mil maravilhas.

Até a Lava Jato está funcionando articulada com o governo interino e golpista. As Forças Ocultas estão de prontidão  como a Tropa de Choque que estava na Praça da Sé, em São Paulo, para dar cobertura à PF quando esta cercou a sede nacional do PT.

Todos juntos, como no velho tempo da ditadura militar. 
Só que agora a ditadura é civil. O que é mais triste.

Enquanto o Brasil é dilapidado publicamente, alguns senadores discutem se votarão a favor do golpe do impeachment ou se negociam com a presidente Dilma a convocação de um plebiscito com Eleições Presidenciais.

Simultaneamente, corre no TSE, processo de impeachment tanto da presidente como do seu vice, abrindo a possibilidade de Temer também ser destituído em 2017, provocando nova escolha de um presidente apenas pelo Congresso Nacional, sem participação do povo.

Os golpistas estão em toda parte. No parlamento, no judiciário, na imprensa e no empresariado. Todos contra o povo e a soberania democrática.

Já a presidente afastada, mantém sua resistência ao golpe, denunciando a ilegalidade e ilegitimidade do impeachment. Mostrando  compromisso com o povo e com a democracia, aceita a redução de seu mandato, desde que a decisão seja do Povo e não dos golpistas. Esta alternativa, no entanto, depende mais do Senado do que da própria presidente afastada.

Vejam esta boa matéria publicada na Folha/Uol desta quinta-feira.

Dilma exige respaldo de senadores
para declarar apoio a novas eleições

GUSTAVO URIBE e MARIANA HAUBERT
DE BRASÍLIA -
Folha – Uol - 23/06/2016  11h55

A presidente afastada, Dilma Rousseff, condicionou na quarta-feira (22) o apoio à proposta de um plebiscito para definir a convocação de novas eleições presidenciais a um maior respaldo da alternativa no Senado.

Em reunião com dirigentes de partidos aliados, no Palácio do Alvorada, a petista avaliou que não adianta encampar a proposta de maneira solitária caso ela não conte com um apoio mais significativo na Casa.

Para ela, além dos 22 senadores contrários ao seu afastamento, é necessário contar com o respaldo de pelo menos mais 13 parlamentares.

O número garantiria com folga a permanência da petista no cargo na votação final do impeachment, já que ela precisa de pelo menos 27 votos, e, na opinião dela, criaria condições para que a proposta ganhasse sustentação no Congresso.

Nesse sentido, orientou dirigentes partidários de legendas como PT, PCdoB e PDT a aumentarem a ofensiva sobre senadores ainda indecisos em relação ao impeachment, como Cristovam Buarque (PPS-DF) e José Reguffe (sem partido-DF).

A proposta do plebiscito, contudo, conta com resistência até mesmo entre aliados de Dilma no Senado e em seu próprio partido, o PT. Eles admitem que dificilmente seria aprovada no Congresso e avaliam que uma nova eleição presidencial não resolveria a crise política do país.

Além do apoio maior de senadores, a presidente afastada quer que a proposta seja encampada primeiro pelos movimentos sociais, evitando passar a mensagem de que a alternativa é sugerida em decorrência da perda de legitimidade da petista para governar o país.

Nos movimento sociais, no entanto, também há resistências, como no caso do MST (Movimentos dos Sem Terra).

No encontro, a petista também defendeu o aumento da ofensiva contra o governo interino de Michel Temer.

Para ela, é necessário elevar a munição contra a reforma previdenciária sugerida pelo peemedebista e a proposta de liberação da venda de terras a estrangeiros. 



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