sexta-feira, 10 de junho de 2016

Peru terá golpe igual ao Brasil?

O golpe que vale no Brasil, vale no Peru?

Da mesma forma que em 1964 o Brasil serviu de modelo de golpe militar contra as reformas de base, novamente o Brasil pode estar começando um novo ciclo na América Latina, onde os governos eleitos com maioria absoluta e sem maioria no legislativo, poderão ser derrubados pelos apoiadores do candidato derrotado.

Na América Latina não há Parlamentarismo, somente Presidencialismo, em função da influência dos Estados Unidos.

O novo presidente eleito no Peru, Kuczynski, teve apenas 0,24% a mais do que a derrotada, Keiko Fujimori. Estatisticamente o resultado foi 50,12% para um e 49,88% para outro.

O relevante é que o vencedor teve apenas 41.438 votos a mais do que a derrotada, num total de 17 milhões de votos. Sendo que a derrotada, Keiko Fujimori, conquistou a maioria do Legislativo. O partido de Kuczynski teve bem menos votos para o legislativo.

Partindo desta realidade peruana, temos duas hipóteses:

1 - Ou o presidente eleito vai ter que ceder ao conservadorismo do partido da candidata derrotada nas urnas;

2 - Ou poderá ser destituído ou sofrer impeachment como aconteceu no Brasil.

 - Caso o candidato eleito não faça acordo com a derrotada e queira fazer um governo liberal-progressista, estará abrindo as portas para o impeachament. Daí a conclusão de que, em qualquer alternativa, o Peru terá um governo conservador.


O mundo caminha para a direita, como caminhou para o Nazismo no século passado, ou temos condições de defender a Democracia, a Liberdade e as Conquistas da Classe Trabalhadora?

Enquanto a América Latina vai ficando refém de golpistas, os Estados Unidos caminham para uma eleição enigmática e a Europa espera a decisão do plebiscito na Inglaterra que vai decidir se sai ou não da União Europeia.

Churchill está fazendo falta, novamente...

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