quarta-feira, 1 de junho de 2016

Brasil do passado e do presente

Montoro, Covas, Ulisses Guimarães, Miguel Arraes, Brizola...

Hoje li a notícia da morte do ex-presidente da Fiesp, Mario Amato.

Mesmo sendo polêmico, Mario Amato sempre foi um gentil-homem, um verdadeiro brasileiro cordial. Embora ele tenha falado que, os empresários iriam embora do Brasil se Lula ganhasse as eleições presidenciais, ele sempre tratou Lula e os sindicalistas com muita educação e respeito.

Durante os debates da Constituinte, por várias vezes, eu e Meneguelli, tivemos reuniões acaloradas sobre o quê deveria ou não constar de uma Constituição. Mario Amato reclamava que tinham colocado "licença-paternidade" na Constituição. E eu reclamava que tinham colocado "imposto sindical" na Constituição, sendo o Brasil o único país do mundo que tinha imposto sindical na Carta Magna.

Aproveitando os debates sobre a nova Constituição, eu brincava com Mario Amato, perguntando se os empresários topariam fazer a nossa Constituição igual a americana, com poucos capítulos abrangendo somente princípios, e deixando o varejo para leis ordinárias. Tanto Mario Amato quanto nós concordávamos que, para aquele momento, era muito difícil fazer uma Constituição simplificada.

Agora os empresários, patrocinadores do golpe do impeachment, aproveitando-se de um Congresso Nacional extremamente conservador e corrupto, estão propondo mudar a Constituição naquilo que tem de proteção aos direitos dos trabalhadores e ao patrimônio nacional. Paulo Skaf, atual presidente da Fiesp, quer que o povo pague o Pato.

Ao se despedir de Mario Amato, lembro de grandes brasileiros que lutaram pela democracia e pela liberdade no Brasil. Como era bom conviver com pessoas como Montoro, Covas, Ulisses Guimarães, Teotônio Vilella, Miguel Arraes, Brizola e tantos outros.

Atualmente, com este governo interino, estamos vivendo num Estado policial, onde a PF e o Ministério Público vasculham a vida de todo mundo, fazem escutas telefônicas, mandam gravar conversas íntimas e as distribui para jornais, rádios e TVs achincalharem a vida das pessoas. Hoje, por exemplo, denunciam o Bradesco e seu presidente. Porque não denunciaram todos os envolvidos no mesmo processo?

Os direitos individuais desapareceram. 
O STF acovardou-se ou tomou partido a favor dos golpistas. A imprensa virou panfletos de baixa qualidade e os partidos políticos disputam espaço com o PCC e o Comando Vermelho.

Ante tanta impunidade e promiscuidade, é preciso homenagear os brasileiros democratas e éticos. Para que o Brasil volte a honrar estes brasileiros, está na hora de se convocar ELEIÇÕES GERAIS. Para que o povo soberanamente possa definir um novo presidente da República, definindo também um Congresso Nacional que esteja comprometido com o presidente eleito e que ambos tenham LEGITIMIDADE de fato e de direito.

Eleições Gerais, Já!

Uma nova Constituinte para honrar o Brasil!

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