terça-feira, 3 de maio de 2016

Resistir ao golpe e à ditadura

Enfrentar a maré conservadora

Quando houve o golpe militar em 1964, o mundo vivia no clima da guerra fria e o pos-Revolução Cubana. Ficou fácil justificar o golpe.

O novo golpe que está acontecendo no Brasil também conta com o mundo em crise, cheio de guerras e de desgovernos. No entanto, aqui no Brasil a direita perdeu o pudor e formou uma ampla aliança conservadora que começa pelos partidos políticos, passa pelo judiciário, conta com a ação implacável da imprensa e a retaguarda dos empresários e latifundiários.

É um golpe contra o povo que foi valorizado pelos governos Lula e Dilma. Este golpe é mais uma reação conservadora. Como sempre, os ricos comemoram o golpe e o povo assiste passivamente esta disputa pelo aparelho do Estado.

O Estado vai voltar a ficar a serviço dos conservadores e o povo lentamente vai sentir os efeitos nefastos deste golpe. Os que silenciaram ou se locupletaram também sentirão os efeitos negativos, mesmo que demore um pouco.

Quanto ao movimento popular e sindical, precisam manter suas organizações, precisam investir em formação de lideranças e investir em comunicação. O Brasil precisa ter uma rede de comunicação voltada para os interesses da Classe Trabalhadora. 

Precisamos reconstruir a nossa democracia. 

Enquanto os golpistas estiverem no poder, teremos uma ditadura branda, como disse o dono da Folha. Será uma ditadura civil, com eleições manipuladas pela imprensa e pelo judiciário. Os conservadores querem que o povo aceite um governo para os ricos, querem a tal da meritocracia conservadora.

Reconstruir nossa democracia não é coisa para um mês, é um processo de formação, organização e superação.

Se superamos o golpe de 1964, também superaremos mais este golpe dos conservadores brasileiros. O tempo  está do nosso lado...

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