quinta-feira, 12 de maio de 2016

Brasil formaliza o golpe e se queima internacionalmente

Um governo patronal?

Com um ministério, até agora sem mulheres, o Brasil passará a ser governado por todos que participaram direta e indiretamente da organização do Golpe do Impeachment. Para os golpistas, a hora é de comemorações. Para os governistas de saída e para os movimentos sociais é um momento de muito tristeza e reflexão. Já o povo, assiste a tudo e aguarda para ver como vai ficar. Uma coisa é perder no voto popular, outra coisa é ver o governo ser derrubado por um Golpe.

Entre todos os ministros, destaca-se a presença de Henrique Meirelles, no ministério da Fazenda. Meirelles tem uma história de sucesso e de muita habilidade nas relações pessoais. Não faz parte dos políticos profissionais e, embora esteja num governo golpista, pode surpreender positivamente. Ou ficar pouco tempo, por incompatibilidade. Afinal, conviver com Serra dando palpite na economia não vai ser fácil.

As propostas apresentadas até agora pelos novos governantes, são majoritariamente conservadoras e contra os benefícios dos mandatos de Lula e Dilma. Este conservadorismo e as entrevistas dos representantes das empresas só reforçam a imagem de que, além de golpista e não eleito pelo povo, teremos um governo patronal.

Os fatos irão mostrar se esta coalizão, ou frente ampla da direita conservadora brasileira, será capaz de fazer um governo conservador sem hostilizar o povo, ou, se será mais um governo golpista que sairá desmoralizado e sem o respaldo do povo.

Caso supere os 180 dias de governo provisório, os golpistas precisarão enfrentar as eleições municipais de outubro deste ano, e mais tarde, as eleições gerais de 2018. Quero ver o governo agradar aos patrões e ao povo, ao mesmo tempo. Uma coisa é dar um golpe, outra coisa é governar. Mesmo tendo ampla maioria no legislativo, a palavra final caberá ao povo quando acontecer as eleições.

Eleições presidenciais que podem acontecer tanto em outubro deste ano, como em 2018, mas, pode ser antecipada como eleições gerais já em 2016 ou 2017. Quem definirá vai ser a economia e as disputas internas entre os golpistas.

A imprensa brasileira pode insistir em dizer que não houve golpe no Brasil, mas, a imprensa internacional tem mais liberdade e autonomia. Para o mundo, o Brasil andou para trás e voltou a ser um país de quinta categoria. Uma republiqueta da América Latina. Uma Honduras ou um Paraguai.

Tudo isto às vésperas de uma grande Olimpíadas em pleno Rio de Janeiro.
  

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