terça-feira, 31 de maio de 2016

Está com medo de Brasília?

Veja que lindo ipê florido em São Paulo

Presente de um amigo japonês que também adora flores. Inclusive faz lindos ikebanas. Mas falar que Japones gosta de flores é redundância.

Veja que belo exemplar de ipê florido!


Além da beleza das flores, temos também o céu azul e branco. 

Em qualquer bairro de São Paulo podemos encontrar ipês floridos...

BRF está comprando ou vendendo?

Abilio Diniz joga nas duas frentes?

Os jornais de hoje dão ampla cobertura aos negócios da BRF, grande empresa brasileira criada a partir do BNDES na época de FHC, Lula e Dilma, comprando empresas na Argentina e reunindo-se com o presidente Macri, gerando mais de dois mil empregos.

Ao mesmo tempo, o jornal Valor andou publicando matérias dizendo que uma grande empresa americana estava negociando a compra da BRF brasileira.

Afinal, a BRF está comprando? Ou está à venda? Ou as duas coisas?

Que anda passando na cabeça de Abilio Diniz?

Vejam a boa matéria do Estadão de hoje.



BRF irá investir R$ 1 bilhão na Argentina este ano

Estadão – Daniela Frabasile
31/05/2016

Abilio Diniz se reuniu ontem com Mauricio Macri para apresentar investimentos do grupo

A BRF, maior exportadora de carne de frango do mundo e uma das maiores fabricantes de alimentos processados do País, anunciou ontem que investirá este ano US$ 292 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) em sua filial na Argentina para expandir os negócios no país vizinho e consolidar a plataforma exportadora.

O anúncio foi feito após uma reunião dos diretores da empresa com o presidente argentino, Mauricio Macri, que assumiu o governo no fim do ano passado. “Confiamos no potencial da Argentina”, afirmou Abilio Diniz, presidente global do Conselho de Administração da BRF em um comunicado.

Parte do valor já foi aplicado nas aquisições das empresas Campo Austral, produtora de carne suína, por US$ 85 milhões, e Calchaqui, que produz frios, por US$ 105 milhões. O restante da quantia será usado para a ampliação e modernização de linhas de produção de outras unidades – a empresa opera hoje nove fábricas em quatro províncias do país vizinho.

“Estamos convencidos de que o caminho para os próximos anos é o de otimizar o livre-comércio de bens e serviços entre os membros do Mercosul e com outros parceiros comerciais, fazendo do Brasil e da Argentina uma plataforma de exportação para o mundo”, disse Pedro Faria, CEO Global da BRF, em nota.

 A BRF comercializa marcas icônicas na Argentina, entre elas, Paty, Campo Austral, Sadia, Danica, Vienissima, Bom Mark, Bocatti, Manty e Delicia.

No primeiro trimestre de 2016, a receita operacional líquida da divisão Latam totalizou R$ 438 milhões, 11,2% maior que o registrado em igual período do ano passado.

Multinacional. No fim do ano passado, a BRF anunciou três aquisições no exterior por uma soma total equivalente a US$ 500 milhões. As empresas compradas, sediadas na Tailândia, na Argentina e no Reino Unido, vão adicionar US$ 600 milhões ao faturamento da companhia brasileira em 2016 e dobrarão sua capacidade de produção no exterior para 8% do total.

Na época, em relatório, o BTG ressaltou que, com as novas operações, a BRF já teria investido mais de US$ 1,1 bilhão em aquisições no exterior nos últimos quatro anos. Com a compra da Campo Austral, Faria afirmou à época que a presença da BRF Argentina passaria a espelhar de uma forma bastante completa o que era a atuação da empresa no Brasil.

Em outubro, a companhia já havia comprado sete marcas argentinas de salsicha, hambúrguer e margarina da Molinos Rio de La Plata, por meio das suas subsidiárias no país, Quickfood e Avex.

A BRF adotou fortemente uma estratégia de expansão internacional em maio de 2013, quando o empresário Abilio Diniz assumiu a presidência do conselho da empresa de alimentos.

Desde então, a empresa vem investindo em sua globalização por meio de aquisições. Foram 12 movimentos importantes nos últimos dois anos no Oriente Médio (Emirados Árabes Unidos, Omã, Kuwait, Qatar), Ásia (Indonésia, Cingapura e Tailândia) e na Argentina.
Leia Mais:http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,aportes-da-brf-na-argentina-chegam-a-r-1-bi,10000054344
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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Os Ipês da rua Purpurina

As flores de maio

Hoje, quando passei cedo pela Rua Purpurina, na Vila Madalena, fiquei olhando as lindas flores do Ipê. Quase parei o carro para tirar fotos, mas o trânsito não recomenda. Mais tarde, quando abri o Facebook, vi a mensagem do dia 30 de maio de 2015, no ano passado, que a mensagem era sobre as flores dos ipês da Rua Purpurina. Estes cumpriram o calendário e floriram na mesma época. Pena que eu não tenha fotos. Mas estão lindos.

A cidade de São Paulo está colorida com as flores dos Ipês.
Mesmo o pé de Ipê do Anhangabau já começou a florir.
Apesar da poluição.

Eu gostaria muito que o Brasil também fosse previsível, que os políticos respeitassem seus eleitores e à sociedade, que a Justiça funcionasse com transparência e com equidade, que a imprensa fosse mais ética, que os movimentos sociais parassem menos o trânsito e que o Brasil tivesse mais trens e metrôs. Já pensaram a alegria de acreditar na gestão pública? Puder andar nas ruas sem medo dos bandidos? Puder ir ao cinema ou ao parque andando e deixar o carro em casa?

Quem sabe esteja na hora da virada?
Quem sabe as pessoas percebam que o problema é estrutural, que temos pessoas que roubam, mas que a estrutura do Estado brasileiro não serve mais para nós?

Vão vender a BRF?

Mesmo falando das flores e do Brasil, eu gostaria de registrar aqui que há acontecendo com a BRF, uma grande empresa de alimentos e derivados de carne. Abilio entrou como presidente e o jornal Valor andou publicando que há uma grande empresa americana interessada em comprá-la. Parece que o interesse aumentou, porque o meu blog começou a ser visitado sobre a venda da BRF.

Enquanto as flores me dão alegria, a venda de empresas brasileiras aos estrangeiras me causam um verdadeiro constrangimento. Fico com a sensação de que os brasileiros não têm auto-estima...

Vamos ver como vão ser as flores de junho.

domingo, 29 de maio de 2016

As flores são melhores que a política

Ainda mais no Brasil

Com tanta mediocridade na política brasileira, fiquei folheando os dois grandes jornais de São Paulo - Folha e Estadão - e não me motivei a ler nenhum artigo ou notícia . Nem sequer a entrevista de Dilma a Monica Bergamo...

Alegria mesmo foi andar pelos bairros da cidade e ver a quantidade de Ipês floridos. Muitas flores, mas eu não consegui uma boa foto. Olhem vocês mesmos...

Mesmo não conseguindo fotos dos Ipês, consegui boas fotos dos Hibiscos de perto de casa. Coisas lindas...


De deixar qualquer abelha com água na boca!


Mais variedades


Tinha de outras cores, mas estas três fotos representam bem.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Reflexões sobre o Brasil e o mundo

Como reorganizar a vida?

Aos poucos vamos descobrindo que o Brasil e o mundo estão passando por profundas mudanças. Vejam estes exemplos:

1 - Obama é o primeiro presidente americano a visitar Hiroshima.
      - Realmente é um gesto importante. Porém, ao ler o livro de Churchill sobre a Segunda Guerra Mundial, Churchill mostra claramente o quanto os Estados Unidos estavam com ódio do Japão pelo ataque a Pearl Harbour, sem aviso prévio ou declaração de guerra, o que levou à morte de mais de dois mil americanos. Além disto, os japoneses se recusavam a desistir da guerra, mesmo após a capitulação alemã. Junto com estes dois fatores, as bombas atômicas serviram também para mostrar a Stalin quem era o mais forte. Os russos só desenvolveram a bomba atômica depois do fim da guerra. Quanto ao sofrimento humano, todas as guerras provocam muito sofrimento...

2 - Marcelo Odebrecht está próximo a fazer Delação Premiada (jornal Valor).
     - O bravo empresário brasileiro, preso, que resiste há nove meses à pressão da equipe do Lava Jato, parece que está fraquejando e vai aceitar às regras impostas pelos interrogadores e sua guerra psicológica. Quero ver se Marcelo vai condicionar a delação ao fato de constar todos os partidos beneficiários do dinheiro da Odebrecht. Vale lembrar que o PSDB foi quem recebeu mais dinheiro.

3 - Delação premiada do ex-presidente da Transpetro pode derrubar o senador Renan.
     - Delcídio Amaral, delator e ex-senador, avisa que vem muito mais notícias bombásticas contra Renan e que este deverá ser punido pela operação Lava Jato. Além de Renan, o ex-presidente Sarney também já foi citado. Tudo indica que agora estão querendo desestabilizar o PMDB e o próprio governo interino. Quem está por trás destas novas denúncias? Parece que a Rede Globo já se juntou à Folha para desmoralizar o governo interino e obrigar a convocar novas eleições.

4 - Enquanto o governo interino de Temer definha, a presidente Dilma cresce nas pesquisas.
     - Parece praga de cachorro magro. Tudo parecia que o golpe do impeachment seria um sucesso.  No entanto, tudo dá errado. Seja na economia, na política, na cultura e no social. Até os aliados começam a bater pesado no governo interino. Até o Ibope começa a mostrar que a presidente Dilma cresce perante a opinião pública, enquanto Temer se arrasta. Não cai nas pesquisas, porque nunca passou de 1%.

Para onde vamos?
Tudo indica que estamos caminhando para a convocação de Eleições Gerais.
O Brasil não pode continuar neste marasmo de incompetentes e corruptos. O governo é fraco e ruim; o Congresso Nacional está desmoralizado; o Judiciário está desacreditado; a Imprensa não sabe o que fazer com tanta mediocridade; o povo está cansado, desempregado e puto da vida.

Como superar esta crise?
Eleições Gerais, Já!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Inglaterra vai sair da União Europeia?

A melancolia no Brasil é a mesma na Inglaterra?

Os brasileiros estão morrendo de vergonha do governo que tem, morrendo de tristeza do Congresso Nacional que tem, morrendo de frustração pelo Judiciário que tem e lamenta diariamente ao ler tanta manipulação e mentira na imprensa brasileira. Que fazer?

De repente, ao pesquisar o noticiário internacional, encontramos na boa revista alemã, Der Spiegel, uma longa e ótima reportagem sobre a campanha do plebiscito na Inglaterra para o povo de lá decidir se continua ou não na União Européia.

Estamos vivendo, em qualquer parte do mundo, a mesma melancolia, decepção e tristeza com os governantes e seus projetos partidários. Estamos na hora de começar uma nova experiência de estruturação dos Estados e das Sociedades.

Mesmo estando em inglês, vejam que bela reportagem...

Embedded in Brexit: An Inside Look at the Anti-EU Movement
Der Spiegel – May 25, 2016

The Brexit movement tends to not be particularly open with journalists, so I joined them for a few weeks to get an inside look. What I found was a lot of enthusiasm and some cause for concern in the run-up to the June 23 vote.

Life as a euroskeptic isn't that bad. I tried it myself. You spend a lot of time in the fresh air, you meet a lot of new friends and brothers-in-arms and you get to take part in an anti-establishment rebellion. Some of my new friends have even called the effort to split off from the European Union a freedom fight. I call it Great Britain's biggest propaganda battle in decades.

An astonishing movement has developed ahead of the June 23 EU referendum -- from the right to the left, from Tories to Labor to non-voters, from blue-collar workers to hedge fund managers. The EU opponents are known as Brexiteers. They pass out flyers in city centers, hold podium discussions and write op-eds for the newspapers. Some of them have been working for years to get Britain out of the EU, while others only just joined the movement a short time ago. Most emphasize that they value the Continent, as a vacation destination, but they don't want to be governed from there.

I joined the Brexit movement as an activist, even though SPIEGEL reporters generally aren't allowed to go undercover and some colleagues were skeptical. But the strategists behind the largest anti-EU initiatives only allow journalists limited insight into their campaigns. Furthermore, I hoped that being on the inside might help me understand that which seems incomprehensible from the outside: The fact that a country wants to turn its back on Europe during one of the most intense crises in decades. Finally, I was curious how it would feel on the other side.

I have long been a euphoric European. For me, Europe wasn't just an idea from Brussels or a political project; it was both reality and a sanctuary at the same time. When I was 17, a friend of mine and I traveled on Interrail tickets from the Ruhr Valley to England, Ireland, France and Spain -- and we simply couldn't get enough of this Continent. Europe was the antithesis of a provincial backwater. It was an expansion of our horizons and an opportunity to leave dull Germany far behind and transcend frontiers.

A lot has happened since then. Europe is fraying into nation-states, the fences are returning and Greece still stands at the edge of the abyss. The euphoria has evaporated and now, when I think about the Continent, I do so with a feeling of melancholy and decline. I am afraid that Britain could loosen a few bricks and the entire European structure could come crashing down. The British, after all, may be the greatest skeptics, but they are far from the only ones. What is happening on the island could soon happen elsewhere as well. That was the fourth reason for joining the Brexit movement: To take a closer look at the worst-case scenario.

Organizing the Troops
My service as a Brexiteer begins in an office building at Lambeth Bridge, across from the Palace of Westminster. It is the middle of February and Prime Minister David Cameron has just flown back to London from Brussels and, stands at a podium in front of 10 Downing Street, explaining the "deal" he has reached with the rest of the EU member states. Included in the agreement is Great Britain's exemption from the formulation "ever closer union," that the power of euro-zone member states will be limited outside of the common currency zone and that EU immigrants will not be allowed social benefits for up to four years. Cameron is hopeful that the deal will convince his countrymen to remain in the European Union.

On the very next day, a Sunday, the Vote Leave initiative starts a telephone campaign and the battle against Europe escalates. My job is to collect supporters in opposition to Cameron. Among Vote Leave's supporters are several politicians belonging to the country's largest parties, including Secretary of State for Justice Michael Gove and former London Mayor Boris Johnson.

When I walk through a glass door on the building's seventh floor, John stretches out his hands as though I were his long lost brother. "Had breakfast already? Tea, coffee, croissants, fruit?" John heads up the Vote Leave call center. Inside the room are long tables covered with two- to three-dozen computer screens. The Thames can be seen out the window. The organization's leaders have their offices next door, including the lobbyist Matthew Elliott, who coordinates Vote Leave initiatives around the country. It is here that the movement develops its strategies and organizes the troops. Ten volunteers, almost all of them in their late twenties or early thirties, have shown up on this morning. John assigns me a monitor and says that our first task is to call Tory city councilmen across the country to ask if they are interested in helping Vote Leave.

Back in 2013, Matthew Elliott began the process of making contacts, finding rich donors and uniting the country's euroskeptic elite in organizations like Business for Britain. Some of those Elliott brought together have been waiting for the referendum for years. He poured the movement's foundation.

Now, it is time to organize town councilors along with small-business leaders and other sympathizers. The mood in the room is relaxed and nobody seems particularly surprised that a German is interested in helping out the Brexit camp. Next to me sits Harry, who is just as vehemently opposed to the EU as everyone else here. Harry says that he is most bothered by people who complain to him about Europe but who then say they aren't sure how they are going to vote in June.

Money, Chocolate or Flowers
I pick up the phone. The text that I am to recite appears on the screen: "Good morning, I am calling from Vote Leave, the campaign for Britain to leave the EU. The prime minister just returned with a deal from Brussels. But we don't believe that he has achieved the fundamental reforms that this country needs." The telephone computer connects me with Kent, South Wales, Somerset -- with 40 or 50 places. Every few seconds, someone in the room calls out: "Fantastic!" The message is that everything is going well -- that Cameron may have a deal, but it's not worth the paper it's printed on.

I am surprised that some of the town councilors I reach on this morning haven't yet made up their minds. A Tory from southern England, a member of the euroskeptic campaign Conservatives for Britain, says that he is favor of the EU. Before I can ask him why, then, he is involved with the skeptics, he ends the call. Another asks me what I'll offer him to vote for Brexit: Money, chocolate, flowers?

Harry is also having difficulties. "You're still undecided? Somehow everyone is saying that at the moment." While I can only see a tiny slice of the national mood on this morning, there seems to be cause for optimism for a European such as myself. That is the first surprise. What if the majority of the British can come to terms with Europe?
After two hours, I'm exhausted. John says I can come back any time and that he's here every day. Good, I answer. Fantastic!

Brexit is fun: That is the second surprise. My companions seem strangely exuberant, as though they are on an emotional high. They are fighting a war of conviction and talk of freedom and independence -- which lends their words the additional pretense of moral legitimacy.

As with any political movement that seeks to topple the status quo, the anti-Europeans have to be louder than their opponents. They have to explain why it is worth it to leave the EU. My impression is that the Brexiteers are fighting a proxy war. Their enemy isn't Europe, but the powerful elite in London and Brussels. They feel as though they have been shoved aside and cheated; they feel overwhelmed by immigrants, globalization and the question as to when they actually lost their old England. Brussels is only a metaphor for their feeling of loss of control.

The Brexiteers see themselves as being part of a popular revolt against the establishment -- as part of a citizens' rebellion. This feeling is amplified by the fact that the pro-European campaign Britain Stronger in Europe is being funded by high finance: by Goldman Sachs, J.P. Morgan and other banks. The anti-EU movement, by contrast, collects its money in the form of small contributions and from rich private doners.

Fixated on Money
It is March when the Brexit movement ignites the next stage and takes to the streets. On a cool Saturday morning I find myself in the pedestrian zone of Oxford and pull on a red T-shirt bearing the Vote Leave logo. Ten activists have assembled around a folding table -- including three women, which surprises me. Thus far, Brexit had seemed to be largely a masculine movement. James, the coordinator, says we should distribute brochures and ask passersby to approach the table, where they can add themselves to an address list.
There are two flyers. The first one says that Britain could build a new hospital every week for the amount of money the country contributes to the EU. On the second, it says: "There are 35 million potholes in Great Britain. But your money is being spent on bridges like this one in Greece." It is illustrated with a picture of the Rio-Antirrio Bridge on the Gulf of Corinth.

I have always been surprised by the degree to which euroskeptics are fixated on money. The net sum of £8.5 billion that Great Britain sent to Brussels last year is a significant sum, but it is only just over 1 percent of the country's entire budget.

Many people shake their heads when they see the flyers: Thanks, but no thanks. One older woman says that she was born in the 1930s and doesn't want to see Europe break apart again. A young woman says that her great-grandfather fought in World War I and her grandfather in World War II -- Europe stands for peace! I find their support for the EU encouraging: Oxford is more cosmopolitan than its surroundings. Later, I sit down in a café with David and Mark, who likewise helped distribute flyers. Mark is a 26-year-old anarchist who works at an emergency hotline, while David is in his late 50s, a Tory voter and the owner of a small real estate company. They have little in common aside from their fight for limited government, low taxes and a country that is subject to few outside influences.

The battle against the EU unites anarchists with entrepreneurs; it pairs defenders of democracy with those skeptical of state power; it brings critics of the state together with patriots. It is an alliance of the dissatisfied, a confederacy of people who have little and feel as though they have been left behind together with those who have a lot and want to hang on to it. They have in common a significant portion of schadenfreude. "Europe is shitting their pants about us leaving," says David. "One less country to pay for the French farmers."
The more time I spend among the Brexiteers, the more convincing their arguments begin to seem. By now, I'm almost beginning to believe myself that Brussels is full of corrupt imperialists who spend their days thinking of new strategies of repression. One of the favorite arguments advanced by Brexit supporters is that Britain's departure would send shockwaves across the Continent and force the EU to become more efficient. As such, rejecting Europe would be beneficial to all. It is tempting to believe them.

A Snotty Club
Great Britain was always a half-hearted member of the European club. They joined because of the free-trade zone, but the country always distrusted the federalist ambitions of the Brussels elite and of the founding states. Libertarianism has a long tradition on the island. The first Brexit initiative emerged in 1969, before Britain even joined the European Economic Community, the precursor to the EU. Since then, dozens of groups, think tanks and networks have been nourishing euroskepticism, which is another reason why the Brexit movement was able to become so strong.

Simon Richards is traveling through the country on behalf of Better Off Out, a Brexit initiative that has been fighting against the EU for 10 years. It is mid-April and the intense third phase is underway. Richards is sitting in a train heading for Haywards Heath in southern England. For the last eight years, he has been head of the Freedom Association, a lobby organization to which Better Off Out belongs. He is a Brexit veteran who has spent much of his life fighting against Brussels. I tell him that I am a journalist from Germany.

He relates to me that his anarcho-capitalistic tendencies developed early and that, even during his school days, he used to protest against excessive state control and overly powerful labor unions. The real fight, though, began in 1990 when Margaret Thatcher was forced by her own party to resign. From Richard's perspective, it was a huge mistake that continues to have implications today. David Cameron, he says, took the Tories hostage and, together with his Eton friends, transformed the party into a snotty club that has no connection to the people. That, he says, is how UKIP came to be. In fact, the rise of the populist United Kingdom Independence Party has come thanks to both its use of xenophobic language as well as the fact that Cameron has maneuvered the Conservative Party toward the center.

The great thing about doing battle against Europe is that you can learn something new every day. For example that the EU is to blame for the war in Ukraine and is likewise to be blamed for the fact that Britain was unable to protect itself from recent floods. That, at least, is what it says on the flyers passed out by the local UKIP chapter in Haywards Heath.
Not only that, but I have also learned in the last few weeks that the EU plans to swallow up the British Isles and make them part of a super-state. The EU, say Brexiteers, increases the danger of terror attacks, makes British beef 36 percent more expensive and is making it possible for 76 million Turks to soon be allowed to come to Europe. If Britain decides to stay in the EU, says Secretary of State for Justice Michael Gove, then "we're voting to be hostages locked in the back of the car."

Coming Out
In Haywards Heath, Richards is applauded enthusiastically for his anti-EU speech, with only a 95-year-old world war veteran daring to contradict him. Finally, I am asked what I, as a German, think of the Brexit debate. I say what I have been thinking the entire time: that it would be a catastrophe if Great Britain were to leave. It is my coming out. The British bring cosmopolitanism to Europe and also act as an antipode to France. We Germans, we Europeans, need you, I hear myself saying.
The room is filled with around 30 people, and they fall silent. Then, a woman hisses: "You just want our money."

It's probably pointless. They aren't likely going to be convinced of Europe by a million pounds. The Brexiteers' fight is bigger than the EU. They want to stop time because they are afraid of the future.

Should Europe break apart, it is here where the first cracks are visible -- in Haywards Heath, in the pedestrian zone of Oxford, at Lambeth Bridge. I was surprised by the vehemence and resolve with which the Brexit movement glorifies the retreat -- with which it glorifies isolation. At the same time, I also experienced significant resistance in those places where I campaigned for leaving the EU. 

My hope is that the Brexiteers will become quieter if Britain decides to stay in the EU on June 23.

The mood in Haywards Heath is buoyant. Then a speaker asks who in the crowd is in favor of Europe. Behind me, three hands are raised, including that of the war veteran. Only three.


quarta-feira, 25 de maio de 2016

O Brasil deixou de ser sério

O golpe do impeachment desorganizou o país

Quanto mais aparecem gravações de conversas de políticos, empresários, juízes e advogados, mais confuso o Brasil fica e, cada vez mais, perdemos a confiança nas pessoas e nas instituições.

Se o governo de Dilma não prestava, imaginem este governo interino de Temer e seus companheiros de golpe. Eduardo Cunha era profissional da malandragem e fazia o Congresso Nacional funcionar. Agora, o governo interino não funciona e tudo indica que o Congresso Nacional vai parar de funcionar novamente.

A imprensa que liderou o golpe denuncia a turma do PMDB. Será que a imprensa só apoia o PSDB? Mas, e os tucanos que estão no governo, como estão se sentindo? Confortáveis? Ou só querem a boquinha, já que ficaram fora de cargos ministeriais por treze anos?

Não sei, não. Estou muito confuso. Não consigo entender o que a imprensa está mostrando.

Minha sensação é que o melhor para o Brasil seria cancelar este processo fajuto de impeachment e condicionar que haja Eleições Gerais para restabelecer a credibilidade na Presidência da República e no Congresso Nacional. Quanto à imagem do Judiciário, eu creio que só vai melhorar quando se fizer uma Nova Constituinte para redefinir as atribuições e responsabilidades de todo mundo.

No Brasil, os poderes viraram podres poderes.
O Brasil deixou de ser sério...

Precisamos de novos poderes, nova estrutura de Estado e Sociedade. A palavra final deve ser do povo brasileiro. Democracia sem respeito ao povo, não é democracia. É ditadura disfarçada. Ainda mais depois de um golpe de impeachment tão chifrin...

Que se abram todas as gravações
e vamos mostrar toda a verdade
que este políticos e juízes estão escondendo.

Eleições Gerais, Já!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Os Ipês estão florindo

Na Rua Consolação já são vários

Hoje cedo fui descendo a rua da Consolação e surpreso fui vendo os pés de Ipês floridos. Todos rosas, uns com poucas flores, outros com muitas. 

O curioso é que já estamos no final de maio. 
No ano passado eles floriram no início de maio. 
Antes floriam em abril. 

É resultado da mudança climática!

Ainda não tenho fotos dos ipês deste ano. 
No final de semana que passou vi dois pés de ipês floridos 
perto de casa, mas não deu para tirar fotos.

Da mesma forma que as flores estão sentindo a mudança climática, o Brasil vai sentindo os efeitos do golpe do impeachment. Os pacotes econômicos começam a aparecer, tirando direitos e conquistas dos trabalhadores e dos aposentados. Queria escrever sobre isto mas meu computador travou e não consegui. Sendo obrigado a usar o I-pad, que tenho mais dificuldade.

Assim, hoje só vou falar dos ipês . 
Amanhã falo dos pacotes econômicos neoliberais dos golpistas.

O que seria do Brasil se não tivéssemos as flores?

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Golpe do impeachment desmoralizado

Agora só cancelando o processo do impeachment

Deu pânico na turma golpista! 

Alguém da polícia federal ou do ministério público orientou mais um meliante a fazer uso de gravações secretas para incriminar os parceiros. O pior é que estas gravações estão desmoralizando a todos: judiciário, legislativo, executivo, imprensa e empresários.

Não adianta tirar apenas o Jucá, 
é preciso destituir este governo golpista e interino.

É preciso que Dilma volte à presidência e que, na medida que este Congresso Nacional está desmoralizado e que manter os parlamentares atuais inviabilizaria o governo Dilma, torna-se necessário a convocação de Eleições Gerais ainda neste ano.

O judiciário também está sob suspeita publica, 
reforçando ainda mais a necessidade de eleições gerais
E uma Reforma do Estado brasileiro, 
com nova Constituinte e reformas política e tributária.

Ao falar em reformas, torna-se também necessária a reforma do sistema de comunicação nacional. Com amplo direito de investidores privados e movimentos sociais poderem ter acesso à TVs e Rádios.  
Não podemos ter a TV nas mãos de seis ou sete famílias, além de Igrejas. Comunicação é fundamental em qualquer país e faz parte dos princípios democráticos.

Pelo fim imediato do governo golpista de Temer!
Pelo volta da presidente eleita, 
Com o compromisso de se convocar 
Eleições Gerais.

Todo poder ao povo!
Na Democracia, a última palavra é do povo!

domingo, 22 de maio de 2016

Não vou falar de política

Vou falar de flores

Caminhando hoje no Parque Villa Lobos, encontramos um pé de Jasmin totalmente florido.

Vejam que belezas...


Outro ângulo...


Agora uma foto de perto.


Com tanta beleza, para que falar da mediocridade política 

sábado, 21 de maio de 2016

O Brasil merece este governo e este Congresso?

Imprensa ridiculariza o governo interino

Além de, a todo momento o presidente interino ter que desautorizar cada ministro que fala o que quer, evidenciando que não há projeto econômico nem social, existindo apenas o projeto politico de dar o golpe para tirar Dilma e o PT do governo, agora vemos cenas na imprensa que desmoralizam ainda mais o governo golpista.

É evidente que este golpe foi articulado a partir de São Paulo, bancado financeiramente pelos empresários de São Paulo e os grandes latifundiários, contou com o apoio implícito do governo americano, é só ver o silêncio de Obama, e contou muito mesmo com o apoio do judiciário e da imprensa. Todos articuladinhos...

Todo este poder de São Paulo não dá autoridade para a própria imprensa de São Paulo ficar ridicularizando o governo interino.

O problema é que a imprensa de São Paulo, e seus empresários, querem que o governo seja do PSDB. E o PSDB não gosta de ser coadjuvante, só gosta de ser mandante... Mesmo que tenha muita gente no governo e nas estatais.

Vejam as fotos dos jornais de hoje!

A Folha ridiculariza o ministro mais importante, que é o da Fazenda.

1 - Vejam que foto ridícula!



2 - Agora vejam esta onde fica claro que é a capa do Caderno Mercado, da Folha.


E pensar que Henrique Meirelles é uma liderança reconhecida 
pelo trabalho no Bankboston, no Viva o Centro e no Banco Central...

3 - Agora vejam a manchete do Estadão, onde FHC ameaça sair do governo interino...


É por isto que este governo interino está ficando pior do que o governo Itamar e mesmo o governo Sarney. Um governo refém de Eduardo Cunha e tudo que tem de ruim no Congresso Nacional. É por coisas com esta que acabam dando razão ao oportunismo de FHC e seus coleguinhas tucanos.

Já tem muita gente com saudade de Dilma. 
Bem que os senadores poderiam tomar juízo 
e arquivar este golpe de loucos que topam tudo por dinheiro...

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O golpe liberou os cínicos?

Querem destruir tudo?

A direita tentou quatro vezes ganhar uma eleição presidencial para impor uma política neoliberal contra o povo brasileiro. Perdeu quatro vezes seguidas. 

Inconformada, a direita resolveu partir para o golpe do impeachment. 
Manipularam o judiciário e a mídia, vendendo uma imagem de que o governo Dilma era o satanás e que eles eram os bonzinhos...

Como conseguiram passar o golpe do impeachment na Câmara e estão aprovando o golpe também no Senado, ao assumir como Governo Interino, estão falando tudo o que é manual neoliberal, dizendo que vão privatizar tudo, vender tudo, transferir tudo que for patrimônio público para o setor privado nacional e estrangeiro, além de reduzir ou acabar com as políticas públicas, privatizando saúde, educação, segurança, justiça e tudo mais...

Eles andam tão cínicos e loucos, que falam uma coisa em um dia e o presidente interino é obrigado a desautorizar no outro. Virou um festival de besteira que assola o pais. 

Será que eles estão testando a população para ver se tem resistência ou não? Se a resistência for pequena, eles mandam os projetos para o Congresso e estes vão querer aprovar tudo rapidinho para agradar aos empresários e aos Estados Unidos, que patrocinaram o golpe.

O problema é que, além de ainda não saberem o grau de reação do povo, os golpistas no governo interino precisam levar em consideração que em outubro temos eleições municipais. E quanto mais bobagens e provocações os golpistas fizerem, pior pode ser o resultado das eleições. O povo não rasga dinheiro, nem aceita traições.

Hoje, no final da tarde, ouvi na Rádio Bandnews uma entrevista de um golpista eufórico comemorando a vitória do golpe e "explicando" como enxugar a Petrobrás, isto é, como privatizar tudo que for possível.

Fernando Henrique Cardoso, privatizou muita coisa no Brasil, vendeu bancos como o Banespa a preço de bananas, ficou dez anos sem dar aumento ao funcionalismo público e das estatais, manipulou informações com o apoio da imprensa e desvalorizou o Real logo depois de ser reeleito. Sem contar o desemprego e o arrocho salarial. Lembram que o Salário Mínimo era de 80 dólares? Depois perdeu a eleição para Lula e não conseguiu mais o apoio do povo.

Agora, além do golpe, querem destruir Lula e o PT. 
É muito cinismo! 


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Abilio Diniz na gestão do Carrefour mundial

Dando a volta por cima

Depois de ter passado pelo inferno astral com a venda do controle acionário do Grupo Pão de Açúcar para o empresário francês e dono do grupo Casino, com sede na França, Abilio Diniz foi bombardeado por parte da imprensa brasileira (particularmente a Folha) e teve que recomeçar os negócios em outras paradas.

Além de investimentos em negócios onde não seria gestor, acabou entrando em grande empreendimento que foi a compra de milhões de ações da BRF, a qual acabou assumindo a presidência do Conselho de Administração, mesmo sendo um acionista minoritário.

Aos poucos e com muita motivação foi comprando também ações do Carrefour, concorrente do grupo Casino e do Pão de Açúcar. Depois começou a comprar ações da matriz do Carrefour, na França.

Vejam resumo da matéria publicada no jornal Valor de hoje:

"Abilio torna-se membro do Conselho do Carrefour

Na manhã de ontem, foi aprovada, por mais de 90% dos votos, a indicação do nome de Abilio Diniz para membro do conselho de administração do Carrefour no mundo.
Abilio também foi eleito membro do comitê de estratégia do Carrefour.
No Brasil, o Carrefour cresce dois dígitos em vendas, e 65% dos resultados vêm do Atacadão. A expansão global do Carrefour, em velocidade acima do rival Casino, tem a mão da subsidiária local. O Brasil é a segunda maior operação mundial do grupo.

Abilio é membro do conselho do Carrefour Brasil desde 2015 e tem 12% da subsidiária."

Enquanto muitos empresários brasileiros vivem vendendo suas empresas aos estrangeiros, Abilio, mesmo tendo cometido o mesmo erro, refaz-se de forma brilhante. O Brasil precisa de capitalistas competitivos mundialmente. Já temos vários empresários e várias empresas disputando o mercado mundial e provando que podemos ser um grande player...

Parabéns a Abílio Diniz por mais esta conquista!

Furacão em SP e suas consequências

Estão subestimando os fatos

Há quase 50 anos morando, nunca vi algo parecido com o que aconteceu nesta última segunda-feira. De repente o céu se fechou e vimos a maior tempestade relâmpago sobre a cidade e particularmente sobre o centro. Já mostrei as fotos da Praça Antonio Prado às 17:00 h. O caos e o medo tomaram conta do centro.

Aquilo não era uma mera tempestade, era um TUFÃO!

Quando fui pegar o carro no Anhangabaú para ir para a Vila Madalena, fui constatando a tragédia deixada pelo rastro do tufão. na área do metrô os grandes pés de eucaliptos estavam quebrados ou arrancados como se fossem plantinhas... Ao chegar à avenida Ipiranga, eram árvores e mais árvores quebradas ou caídas, parando o trânsito e provocando falta de luz.

Subir a avenida Ipiranga, depois a Consolação até a avenida Dr. Arnaldo tomou mais de três horas, além do desgaste emocional com os semáforos quebrados. Alguns guardas de trânsito ajudavam...

Ontem ouvi alguns jornalistas criticando a prefeitura pela demora no atendimento às podas das árvores e hoje vejo uma boa reportagem na Folha, porém apenas lá dentro do caderno Cotidiano.

Na verdade, a coisa é muito mais grave! 
Foi um tufão que apareceu pela primeira vez,
mas que pode voltar a acontecer na cidade.
Já presenciamos isto nos estados do sul do Brasil.

- Tivemos ventos de mais 100 km/h;
- Foram 189 árvores caídas ou quebradas;
- Foram várias mortes;
- Dezenas de ruas e bairros sem luz;
- Centenas de semáforos inativos.

Isto é CALAMIDADE PÚBLICA!

Ontem ainda tínhamos várias ruas com árvores caídas e o trânsito impedido. Pior do que enfrentar as árvores e o trânsito foi constatar que alguns bairros continuavam SEM ENERGIA ELETRICA!

O que impediu a ELETROPAULO de restabelecer a energia elétrica em bairros residenciais e comerciais? E quem tem filhos pequenos, como ficaram? E os comerciantes, escritórios e clínicas? Tudo sem luz!

Normalmente os Bombeiros e o SAMU são rápidos e prestativos. Porque a Eletropaulo, a Sabesp e a prefeitura, demoram tanto para restabelecer a ordem e a infraestrutura?

Creio que a resposta é mais ampla do que dizer que é má vontade dos funcionários da prefeitura. A resposta é mais estrutural. Precisamos ter uma Defesa Civil mais consolidada nas comunidades, nas Associações Amigos de Bairro e nas Ações Locais, como faz o Viva o Centro.

A verdade é que tivemos um TUFÃO, 
que a Defesa Civil e a Eletropaulo deixaram a desejar,
e que precisamos nos preparar comunitariamente
para enfrentar novas situações como esta.

A Imprensa poderia ajudar a fazer este debate. Este assunto merece mais destaque e mais atenção. Não é momento de tergiversar sobre a eficiência ou não dos poderes públicos e das concessionárias. É hora de pensar na cidade e nos seus moradores.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Entra Temer e sai Cauby

Sinais dos tempos

O primeiro grande sucesso de Cauby foi a música Conceição, em 1956. O grande sucesso do ano. No rádio, porque naquele tempo a televisão ainda não existia nos lares brasileiros. Neste domingo Cauby partiu para o outro lado. Foi cantar no céu com Caymmi, Tom Jobim e tantos outros.

Hoje, ao folhear os jornais, fui ficando deprimido com o noticiário político e econômico. Só tinha notícias ruins. Por exemplo:

- Extinguiram o MDA - Ministério de Desenvolvimento Agrário, que era responsável por milhões de agricultores familiares, que abastecem os lares brasileiros com frutas, verduras e tudo mais;

- Já declararam que vão cortar milhões de reais do Minha Casa, Minha Vida, deixando milhares de famílias pobres sem o sonho da casa própria;

- Extinguiram o Ministério da Cultura, como os nazistas e fascistas, não consideram a Cultura algo relevante;

- O novo ministro da Saúde declara em longa entrevista que vai cortar despesas com o SUS - Sistema Único de Saúde, que é um dos melhores do mundo;

- Há grande destaque para a reunião para se discutir a Reforma da Previdência e a idade mínima para aposentadoria. É a maldita mania dos ricos de achar que pobres que começaram a trabalhar com 14 ou 16 anos, devem se aposentar somente a partir dos 65 anos de idade.

- Mas o novo governo também já fala em liberar os cassinos, os bingos e tudo que facilite lavar dinheiro, tráfico de drogas e aumentar a prostituição...

Depois de tanta notícia ruim, pulei para os cadernos de Cultura, literatura, cinema, teatro e arte em geral, tudo que a direita não gosta. Lá, nos cadernos da Folha e do Estadão estavam grandes reportagens sobre Cauby Peixoto. Imperdíveis!

O Estadão, apesar de ter se transformado num jornal fascista, continua preservando o Caderno 2, de cultura. Neste caderno há ótimos artigos sobre Cauby. A Folha fez um bom artigo, com o cronograma da vida de Cauby. Muito bom.

Quando éramos pequenos, no início da década de 1960, morávamos em Serrinha, Bahia, numa casa sem forro e quando íamos deitar, ouvíamos do sistema de auto-falante do parque de diversõe, que ficava na praça da Igreja nova, a grande música de Cauby: "Conceição, eu me lembro muito bem..."

Crescemos, estudamos, todos fizemos faculdades, alguns fizeram mestrado e até doutorado. Percorremos o mundo, usufruindo do progresso do Brasil e de suas esperanças. Trabalhamos muito, desde pequenos. Nos sentimos parte deste imenso Brasil que deu certo.

De repente, quando todos já passamos ou chegamos aos sessenta anos, ao voltar à Serrinha para o aniversário da nossa mãe, que fez 93 anos de vida cantando, lendo e escrevendo, todos queriam saber como ficaria o Brasil com os novos golpistas e este governo ilegítimo. Minha resposta era que eles passarão, como todos passaram. Mesmo que deixem suas cicatrizes.

Acabo de ver no facebook, por mensagem de nossa sobrinha que mora em Paris, que a embaixada brasileira suspendeu a apresentação de um filme sobre as torturas no Brasil na época da ditadura militar. A ditadura civil não quer contrariar os militares.

Aí vocês entendem o porque eu li todos os artigos sobre Cauby Peixoto e não consegui ler os artigos sobre política e economia. Só que Cauby se foi e os conservadores golpistas estão apenas começando o novo governo de tragédias e cortes nas políticas públicas.

Sinais dos tempos...


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Furacão em São Paulo

Caos e mortes na cidade

Em plena tarde, de repente, um furacão tomou conta do Centro, destruindo tudo, derrubando árvores e parando tudo. Depois que parou a tempestade, demoramos mais de três horas para andar dez quilômetros... A avenida Ipiranga sentiu a destruição das árvores.

É a esquina da Ipiranga e São João , no Bar Brahmma, 
não tinha Cauby Peixoto. Ele foi cantar no céu .

Vejam as fotos da Praça Antonio Prado 17:00h.


Desespero e medo


A banca de revista foi pega de surpresa...

domingo, 15 de maio de 2016

A direita envergonhada

Depois de tanta violência

Como dizia Ulisses Guimarães : "A montanha pariu um rato". 

A direita golpista praticou tanta violência política, jurídica e midiática para derrubar o governo Dilma-PT que agora não sabe o que dizer ao povo. Um governo com a cara do Congresso Nacional! Um governo com a cara do BBB - bancada da bala, da Bíblia conservadora e dos bois. Sem a própria direita saber, também representam o que tem de pior no entreguismo privatista.

Voltamos a ser uma república das bananas latino-americana .

Tanta esperança e tantas conquistas com Lula e aos poucos a direita foi perdendo o medo de Dilma e do PT. É claro que a direita foi testando todos os abusos legais e ilegais, mas o governo Dilma deixou correr frouxo. A começar com a nomeação de Joaquim Levy para o ministério da Fazenda. A partir dali o governo perdeu o rumo. O ajuste fiscal passou a ser mais importante que o povo. Depois não soube segurar o PMDB... Por mais oportunista que esteja o partido. Por enquanto, o PMDB determina para onde vai o Brasil. Com este ministério, está indo para o brejo.

Ao serem perguntados o porque dar um golpe para ter um ministério chulo como este, até os tucanos respondem que não esperavam tanta pobreza e tanto atraso. Estão envergonhados...

Enquanto o povo não reage, ando preferindo falar de flores.
Vejam algumas:


Flores coloridas e diversificadas no Parque Villas Lobo


Romãs e lírio. Para dar sorte ao Brasil.
O Brasil não merece os políticos que tem.
Mas, quem votou neles?

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Cultura e Educação juntos para o DEM/PFL/Arena

Os fascistas sempre queimaram livros

No Brasil, desde a ditadura militar, o partido hoje chamado de DEM era o PFL, que foi a ARENA, da época da ditadura militar, originária do golpe militar de 1964.

Acordei preocupado com o fim do Ministério da Cultura e só mais tarde descobri que este ministério foi integrado ao Ministério da Educação e que este caberá à quota do DEM.

Fiquei pensando com meus botões, a direita fascista nunca gostou de cultura. Aqui no Brasil, com o novo governo golpista, este pessoal vai administrar a cultura e a educação?

Será a tragédia grega da atualidade cultural. 
Além do esvaziamento da cultura, teremos a implosão do pouco de bom que temos na educação pública. Aumentará a onda de privatização das escolas, universidades e, principalmente, dos saberes. Agora que vamos ter meritocracia de elite, sem politica de inclusão.

Além de faltar mulheres e negros no ministério,
temos mais este ato de violência contra a cultura popular
e os interesses do povo brasileiro.

E pensar que Cristóvão Buarque votou a favor do golpe?

Realmente nós vamos ter que começar a campanhas por Eleições Gerais, já!
Quando mais demorar para ter eleições gerais, maior será a destruição da nossa cultura, da nossa economia, das políticas públicas e dos direitos sociais.

E ainda vamos ter que suportar a imprensa golpista
fazendo propaganda do novo/velho governo
e alguns juízes fazendo e falando bobagens.

E ainda falam em valorizar as instituições...

Precisamos valorizar e respeitar é o povo brasileiro.


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Brasil formaliza o golpe e se queima internacionalmente

Um governo patronal?

Com um ministério, até agora sem mulheres, o Brasil passará a ser governado por todos que participaram direta e indiretamente da organização do Golpe do Impeachment. Para os golpistas, a hora é de comemorações. Para os governistas de saída e para os movimentos sociais é um momento de muito tristeza e reflexão. Já o povo, assiste a tudo e aguarda para ver como vai ficar. Uma coisa é perder no voto popular, outra coisa é ver o governo ser derrubado por um Golpe.

Entre todos os ministros, destaca-se a presença de Henrique Meirelles, no ministério da Fazenda. Meirelles tem uma história de sucesso e de muita habilidade nas relações pessoais. Não faz parte dos políticos profissionais e, embora esteja num governo golpista, pode surpreender positivamente. Ou ficar pouco tempo, por incompatibilidade. Afinal, conviver com Serra dando palpite na economia não vai ser fácil.

As propostas apresentadas até agora pelos novos governantes, são majoritariamente conservadoras e contra os benefícios dos mandatos de Lula e Dilma. Este conservadorismo e as entrevistas dos representantes das empresas só reforçam a imagem de que, além de golpista e não eleito pelo povo, teremos um governo patronal.

Os fatos irão mostrar se esta coalizão, ou frente ampla da direita conservadora brasileira, será capaz de fazer um governo conservador sem hostilizar o povo, ou, se será mais um governo golpista que sairá desmoralizado e sem o respaldo do povo.

Caso supere os 180 dias de governo provisório, os golpistas precisarão enfrentar as eleições municipais de outubro deste ano, e mais tarde, as eleições gerais de 2018. Quero ver o governo agradar aos patrões e ao povo, ao mesmo tempo. Uma coisa é dar um golpe, outra coisa é governar. Mesmo tendo ampla maioria no legislativo, a palavra final caberá ao povo quando acontecer as eleições.

Eleições presidenciais que podem acontecer tanto em outubro deste ano, como em 2018, mas, pode ser antecipada como eleições gerais já em 2016 ou 2017. Quem definirá vai ser a economia e as disputas internas entre os golpistas.

A imprensa brasileira pode insistir em dizer que não houve golpe no Brasil, mas, a imprensa internacional tem mais liberdade e autonomia. Para o mundo, o Brasil andou para trás e voltou a ser um país de quinta categoria. Uma republiqueta da América Latina. Uma Honduras ou um Paraguai.

Tudo isto às vésperas de uma grande Olimpíadas em pleno Rio de Janeiro.
  

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Imprensa golpista comemora com grosserias

Folha e Estadão estimulam violência 

Quando dois grandes jornais publicam fotos na capa, 
onde fica evidente a intenção de ridicularizar a presidente 
que está sendo derrubada do governo democraticamente eleito, 
através de um golpe civil, 
É demonstração evidente de que os golpistas perderam 
o pudor e o respeito às regras democráticas e de educação. 

Vejam as fotos das capas de hoje:


O jornal da ditabranda.... Temer chegando e Dilma despedindo-se.



E o jornal que já foi o maior e melhor jornal do Brasil. Hoje não passa de um panfleto.
Como assinante dos dois jornais, fico constrangido. 

O Brasil merece uma imprensa melhor do que esta.