sábado, 23 de abril de 2016

Golpe do impeachment e o trono manchado de sangue

Quando os fins justificam os meios

O mais difícil a direita já fez: 
Rompeu com a legalidade e a constitucionalidade.

Todos que contribuíram para aprovar o golpe contra Dilma e o PT estão com as mãos manchadas de sangue. Vivemos uma tragédia shakespeariana.

Desde a Folha de São Paulo e os juízes do Lava Jato e também os juízes do STF, passando pelos empresários e pelos parlamentares, todos eles estão com as mãos sujas de sangue.

O rei foi assassinado e o trono usurpado. 
Quando o reino voltará a ter legitimidade?
Somente depois que houver eleições gerais.
Que estão previstas para 2018.

Na peça, para que o trono voltasse a ter legitimidade, muita gente morreu e muitas famílias foram destruídas. No Brasil, para que voltemos a ter legitimidade, precisaremos "passar este país a limpo". Por mais que este jargão seja utilizado por uma pessoa que defende o "vale tudo", beirando ao fascismo. Nossas instituições estão desacreditadas e dirigidas por pessoas como Eduardo Cunha.

As instituições nacionais foram maculadas. 

A imprensa perdeu a imagem de neutralidade e assumiu o golpe conservador;
A justiça perdeu o pudor e deixou-se ser guiada por Gilmar Mendes;
Os partidos, que nunca foram ideológicos, assumiram seu lado oportunista;
O governo, que no segundo mandato perdeu-se na economia, desfaz-se diariamente;
As Igrejas, que tomaram partido contra ou a favor do golpe, aguarda a distribuição das benesses;
Os empresários que contribuíram financeiramente e dando ordens, cobram sua parte conservadora;

Os movimentos sociais, os acadêmicos e os artistas,
sabem que o mundo e a história já reconheceram o GOLPE;
como sabem que o governo conservador e neoliberal de Temer
vai pagar caro como retribuição ao apoio da direita e dos fascistas.

A direita brasileira já reconheceu que:
"Os fins justificaram os meios e um golpe a mais não vai destruir o Brasil,
embora destrua a imagem da nossa democracia".

Até 2018, muita água vai passar debaixo da ponte.
E, da mesma forma que na Europa choraram quando o nazismo chegou,
muitos deverão chorar quando este país pegar fogo.
E aí será tarde demais...

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