quarta-feira, 2 de março de 2016

Que mudou entre a Folha e Abílio Diniz?

Folha se refaz com Abílio Diniz?

Quem acompanhou a fase de negociação entre Abilio Diniz e o grupo francês Casino, que adquiriu o controle acionário do Grupo Pão de Açúcar, lembra muito bem que a Folha de S.Paulo, de forma remunerada ou não, tomou partido favorável ao Grupo Casino. Durante meses, bombardeou Abilio e enalteceu o Grupo Casino...

Passou o tempo e o Grupo Casino está batendo cabeça no Brasil e não está conseguindo ter a competitividade que pretendia. Já surgiu até notícias que estariam vendendo a parte de supermercados para ficar com a rede de lojas e de atacado.

Enquanto isto, enquanto muitos achavam que Abílio era carta fora do baralho no mercado nacional e internacional, Abílio comprou parte do Carrefour no Brasil e na França, comprou milhões de ações da BRF, controladora da Sadia e Perdigão, transformando-se em seu presidente e mandante internacional, além de comprar outros inúmeros negócios.

Como ninguém é de ferro, em notinha de rodapé da coluna Painel de hoje, aparece a informação de que a Folha convidou Abílio para almoçar no jornal com seus articulistas. Será que Abílio vai voltar a ser bem visto na Folha? Deus queira que sim...

Vejam a nota do Painel de hoje:

“Visita à Folha Abilio Diniz, presidente do conselho de administração da BRF e da Península Participações, visitou ontem a Folha, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Renata Catelan Rodrigues, vice-presidente da Península Participações, e Sérgio Malbergier, consultor de comunicação.”

Já que estamos falando de Brasil à venda, agora o governo vai autorizar a internacionalização das empresas aéreas comerciais. Vejam também a nota no Painel de hoje.

Governo permitirá que estrangeiros sejam donos de aéreas no Brasil; medida ajuda a salvar a Gol

Venham a nós O governo edita nesta quarta (2) uma medida provisória permitindo que um estrangeiro adquira o controle de uma companhia aérea brasileira desde que seu país de origem autorize empresas daqui a fazer o mesmo lá. Na prática, será possível comprar integralmente uma companhia nacional se houver acordo de reciprocidade. Para os demais casos, o governo elevará de 20% para 49% a participação de capital externo nas aéreas nacionais. A medida salva a Gol da bancarrota.

Aberto Os europeus estão interessados. A Ryanair, de baixo custo, já demonstrou apetite por operação própria no Brasil — acima até do novo limite de 49%. Isso será possível agora, mas mediante acordo prévio com a União Europeia.

Observação do blog:

O Brasil continua se abrindo para o mundo.
Falta abrir a imprensa.

Se tudo já está internacionalizado, porque o governo e o Congresso Nacional não aprovam lei abrindo o mercado de TV, Rádio e Jornais para as empresas multinacionais? E a liberdade de imprensa?

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