domingo, 20 de março de 2016

O Brasil de 1962 e de hoje

Sabres Especiais

Como os dias atuais andam em clipe de golpe e derrubada de governo, além de vigilância sobre as pessoas, resolvi matar a saudade de um tempo em que o golpe de 1964 ainda não estava na pauta ou na ordem do dia. Quando cheguei no sacolão da Vila Sonia, tinha tantas e belas pinhas que não resisti e comprei uma para saborear neste domingo. As pinhas em São Paulo são caríssimas. Vinte reais o quilo!

Hoje pela manhã, depois de fazer a caminhada no Parque Villa Lobos, ao chegar em casa sentei no quintal, em frente à mesa  e fiquei olhando aquela pinha que me lembrava uma viagem à Miguel Calmon, cidade de meus avós... Lá tinha pinha de monte, especialmente no quintal da nossa tia Terezinha. Naquele tempo, até nossa pobreza rural era alegre e deixava todos felizes e esperançosos.

As frutas e as viagens são como as musicas, ficam sempre na nossa memória, trazendo boas ou más lembranças. 

Vejam que foto saudosista!


A pinha pronta para ser saboreada e a moringa com água fria e natural. 

Vejam mais fotos...


A pinha mais de perto e as sementes da pinha.


Depois de dois anos, em 1964, veio o golpe e a ditadura. 
Em 1968 a liberdade acabou e a violência correu solta...
Com o tempo, a luta pela a reconquista da liberdade venceu.
Pensávamos que não teria nem golpe nem ditadura nunca mais,
E eis que tanto o golpe como a ditadura estão chegando novamente.
Porque será?

Um comentário:

  1. aqui chama fruta-do-conde.
    no chile tem uma fruta parecida, chirimoya - um pouco maior, sabor mais forte, com certa acidez. uma delícia. os chilenos dizem que é "la reina de las frutas". dá pra achar no mercado municipal de sp, mas é mais cara ainda.

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