domingo, 28 de fevereiro de 2016

Tragédia no Teatro Municipal de São Paulo

Sem ar condicionado, maestro passa mal

Depois de anos sem assistir às apresentações do tradicional regente John Neschling, mudamos nossa assinatura da Sala São Paulo para o Teatro Municipal. Queríamos ver Óperas e Neschling. Hoje seria nossa estreia...

Fomos de taxi para evitar pagar caro pelos estacionamentos e também pela segurança. Há centenas de moradores de rua no entorno do teatro...

Quando chegamos, fomos avisado que o Teatro continuava sem ar condicionado. Soubemos que isto ocorre há três meses... Que fazer? Voltar para casa? Resolvemos arriscar e correr o risco de passar mal.

Já no bar tivemos que insistir muito para receber uma garrafa de água. O concerto começou com as portas abertas por causa do calor. Os músicos estavam de manga de camisa, por causa do calor. O barulho da rua e o cheiro adentravam o ambiente.

Mesmo assim o regente e os músicos davam o melhor que podia. 
Chegamos ao intervalo e o calor continuou....

Quando Neschling começou a reger a sinfonia de Tchaikovsky o calor ainda continuava. 

De repente, o regente começou a procurar a partitura, folheando-a. Havia algo errado...

De repente, ante o calor insuportável e o olhar de todos, o corpo do regente cedeu e ele caiu sobre o tablado da regência. 

Uma das cenas mais triste que vi nos meus cinquenta anos que acompanho música.

Assisto concerto no Municpal desde os anos setenta, acompanhei a construção da Sala São Paulo e sempre acompanho a história dos músicos, das orquestras e de suas salas.

Não tive coragem de fazer uma foto da tragédia shakespereana, com a orquestra em pânico. Mas, ainda no intervalo, da janela do teatro, tinha tirado uma foto do Anhangabau. Lugar também que marcou minha vida com muitas histórias..

O concerto foi suspenso e cancelado, ante os apupos de parcela do público que culpava o prefeito e outros que pediam calma. Ninguém precisava passar por tal constrangimento.

Toda nossa solidariedade a John Neschling e aos músicos do Municipal. 
Sem ar condicionado, é melhor suspender as atividades, 
A expor a vida profissional dos artistas e de seu público.

Vejam as flores do Anhangabau...


Que a música e as flores voltem a conviver no Centro de São Paulo.

Flores de Fevereiro e Março

Renascem as Esperanças...

Três exemplos de que o tempo anda mudando:

1 - As belas flores das mariazinhas;



Lindas como sempre...

2 - As Lágrimas de Cristo estão voltando a nascer brancas e vermelhas, graças à chuva.



Até parece que estão homenageando os 36 anos do PT...

3 - Já achei na Vila Madalena três pés de Ipês Amarelos floridos.... Não consegui fotos.
O normal seria florir em Abril ou Agosto.

Com chuvas e com sol as plantas mudam, os pássaros e insetos também mudam. Está também chegando a hora de as pessoas mudarem para melhor. Um novo mundo é possível.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

A Força dos Fracos e a Fraqueza dos Fortes

O quê tem de pior no Brasil juntou-se contra Lula

Como hienas e abutres esperando o momento oportuno para comer os animais caçados por solitários leopardos, estamos vendo no Brasil atual a maior aliança entre fascistas, golpistas, oportunistas, invejosos e covardes. Todos querem se aproveitar da falta de escrúpulo do nosso judiciário e do cinismo da nossa imprensa para destruir Lula.

Lula, como Joana D'Arc, foi muito importante na redemocratização do Brasil. Eleito presidente, foi o melhor presidente da História do Brasil, tanto para os trabalhadores, como para a classe média e os ricos. Mas, da mesma forma que Joana D'Arc, depois de libertar a França, foi condenada à morte na Fogueira pela Igreja e pelos ricos da França, Lula agora está sendo escomungado e queimado vivo pela mesma classe média e pelos ricos que encheram as turras de ganhar dinheiro no governo Lula.

Qual foi ou qual é a fraqueza de Lula?

Ter acreditado que bastava ser um bom democrata, aliado dos ricos e da classe média, que seria suficiente para ser o queridinho do Brasil. Ser o nosso Mandela. Ledo engano, nossa elite medíocre quer voltar a reinar sozinha, quer voltar a ser vassala dos Estados Unidos. Não quer uma Nação, quer a servidão humana.

Lula na massa, nos comícios é imbatível. É um Sansão!
Na burocracia e na relação com os ricos, Lula é um fraco. Por isto que os ricos estão usando o poder judiciário para destruir Lula. Condenando-os por pequenos erros, exilando-o da política e do contato com sua base. Estão transformando Lula no Otelo brasileiro. A Justiça virou partido revanchista...

Os fracos politicamente, no aparelho do Estado, ficam fortes. No uso do Judiciário, tornam-se carniceiros e vingativos. Os fascistas podem vencer algumas batalhas, como Chang Kai Chek venceu Mao Tsé Tung na China, mas, com o tempo, o Brasil renascerá com suas flores, sua liberdade e sua dignidade.

Lula pode até não ser o nosso próximo presidente, mas, com certa, já faz parte do Panteão dos heróis do Brasil e do Mundo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O Brasil continua à venda

E cada vez mais barato...

Já venderam quase todas as universidades privadas aos Fundos de Investimentos estrangeiros, já venderam quase todos os grandes hospitais privados também para Fundos estrangeiros, já venderam quase todas as agências de publicidades para multinacionais estrangeiras. Já venderam quase todas as indústrias farmacêuticas aos estrangeiros. Já venderam as grandes usinas de cana-de-açúcar. Venderam até supermercados...

Já não temos uma indústria automobilística brasileira, são todas estrangeiras, embora sejamos o sétimo maior  mercado consumidor de automóveis do mundo.

Agora os estrangeiros estão comprando até Escritórios de Advocacia.
Vão mandar até na OAB, como mandam já mandam na Anfavea e na CNI.

Ainda controlamos o setor financeiro. O Itaú e o Bradesco ainda controlam o mercado financeiro nacional. Os demais são bancos de investimento e pequenos negócios. Até quando?

Agora, com a aliança PSDB e PMDB, combinado com a fragilidade do governo Dilma, estão vendendo a Petrobras, o Pré-Sal e tudo que ainda der dinheiro. Vão fazer como fizeram com o Banespa e a Telesp. Mudam só o nome...

Todas estas vendas possibilitam que o PSDB continue fazendo o quê fizeram na época das privatizações de FHC: juntarão muito dinheiro no Brasil e no exterior, afinal, são bons consultores e assessores financeiros. Perto dos tucanos, os petistas são amadores. Até porque usaram muitos dos mesmos operadores... Só se esqueceram que o Judiciário também gosta de dar consultoria e que a imprensa, não cobra nada mas é a coisa mais cara do mundo.

Mas, como Deus escreve certo por linhas tortas, as multinacionais que vieram para o Brasil, mesmo comprando empresas a preço de banana, como foi o Banespa, muitas multinacionais também estão passando por dificuldades. O caso mais gritante é do Grupo Casino (francês), que comprou o Pão de Açúcar e agora está comento o pão que diabo amassou. É só ler o jornal Valor de hoje (25/02/2016).

Lutamos contra o capitalismo neoliberal e entreguista do PSDB, lutamos para que o governo Lula fizesse a maior inclusão social da nossa história, o melhor crescimento econômico com o povo comprando casa, mobilizando, cursando faculdade e comprando carros, sem contar as centenas de milhares de brasileiros que viajaram pela primeira vez ao exterior e os milhões que viajaram de avião pela primeira vez. Lutamos para eleger a primeira mulher para presidente do Brasil. Tivemos pleno emprego e milhões de inclusões sociais. Com a escolha de Levy para a Fazenda, o governo Dilma fez um cavalo de pau e passou a implementar o ajuste fiscal neoliberal, desorganizando a economia e seus apoiadores.

Somos a favor do capitalismo social de mercado para todos e todas.
Somos a favor de um país transparente e competitivo internacionalmente.

Não podemos e não devemos ser tolerantes com a corrupção, com a mentira e manipulação da imprensa, não podemos aceitar que o Judiciário e a Policia Federal sejam instrumentalizados por qualquer partido. Leiam o artigo de Jânio de Freitas na Folha de hoje. Estamos com Jânio de Freitas.

O Brasil está autoflagelando-se!
O Brasil está autodestruindo-se!
O Brasil precisa tomar coragem!
O Brasil precisa dar um basta!

Dignidade não se vende, nem se compra,
Dignidade é construída na vida e na luta.
Precisamos ter força, garra!

Sem medo de ser feliz!
Nosso projeto continua!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Guerra na Síria e no Brasil

Uma guerra militar e outra guerra jurídico-midiática

Todos os dias abrimos os jornais e vemos as notícias sobre as bombas que explodiram na Síria, lembrando as bombas da guerra civil espanhola que antecedeu a segunda guerra mundial.

Todos os dias abrimos os mesmos jornais e vemos as notícias sobre as armações criadas pelo Ministério Público Federal e a Polícia Federal. Se fossem armações feitas no governo Lula contra a burguesia, a imprensa estaria conclamando o golpe contra o comunismo de Lula e do PT. Mas o que vemos são armações de um poder judiciário que se aproveita da autonomia jurídica aprovada pelos governos petistas para condenar os próprios governos petistas. Caracterizando um governo sem governabilidade...

Nunca, na história deste país, vimos tanta manipulação de informações. Ao mesmo tempo a economia desintegra-se justificando perante o povão a necessidade da derrubada do governo e a condenação do partido. Estão comparando com a Era Vargas que o levou ao suicídio. Mas a história é diferente. Vargas tinha governabilidade, embora não tivesse apoio da imprensa e do governo americano, o que era fundamental.

O tempo vai mostrar quem está com a razão. Não temos medo da História. O tempo sempre foi nosso aliado.

Estão destruindo fisicamente a Síria, matando centenas de milhares de pessoas e levando milhões ao exílio e a imigração forçada.

Vamos torcer para que o Brasil não precise passar pelo que a Síria está passando.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Dúvidas e mais dúvidas

Uma lista para ser observada

1 - Se o capitalismo se resolve sozinho, porque eles reclamam tanto do Governo?

2 - Se o Grupo Casino, proprietária do Pão de Açúcar,  era tão competente, por que agora aparecem noticias nos jornais que há interessado em comprá-lo? Será que o Pão de Açúcar está à venda? Nas lojas a gente sente que a qualidade caiu. Lucro fácil?

3 - Por que será que a Natura teve prejuízo em 2015? A culpa será da presidente Dilma?

4 - Porque, mesmo com toda crise no Brasil e no mundo, a Inbev - Ambev continua ganhando dinheiro? Será porque com a crise o povo bebe mais cerveja?

5 - Agora o CityBank vai vender seu "varejo" no Brasil, na Argentina e na Colômbia. Tão competente e errou feio nestes três países? Quem vai comprar o varejo do City? O Itaú?

6 - Em todo litoral brasileiro encontramos centenas ou milhares de argentinos. Será que Miami ficou mais longe com a desvalorização da sua moeda, como no Brasil? Nossas praias estão agradecidas por ter mais brasileiros e argentinos que deixaram de ir para os Estados Unidos e Europa.

7 - Mesmo com tanta crise, os cinemas e restaurantes continuam cheios. Será que a crise é mais para os pobres? Quando receber as notas fiscais, vejam quem cobra mais imposto. O governo Federal ou o Estadual?

8 - A imprensa agora mostra que o desemprego chegou à classe média e que muitos estão indo embora do Brasil. Os brasileiros descobriram o mundo como turistas e agora vão mudar para morar e trabalhar. Será fácil?

9 - A ombusdman da Folha só falou da Odebrecht. Estou esperando quando alguém da Folha explique porque eles resolveram "dedurar" FHC e o Estadão dedurou Serra. Será que o "furo jornalistico" da Folha não mereceu uma linha de comentário?

10 - Agora começam a prender os marqueteiros. Mais uma vez, somente os do PT. Isto é que é Justiça?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Folha entrega FHC e Estadão entrega Serra

Irmã da ex-amante de FHC trabalha com o senador Serra

O Estadão, depois de comer bola, ou dar um barrigada, por não ter dado a entrevista que a Folha deu sobre o caso ex-conjugal de FHC, resolveu dar destaque na edição de hoje, em negrito, que a irmã da ex-amante de FHC, portanto, ex-cunhada de FHC, trabalha no senado para Serra.

Botaram Serra no meio... Ou o Serra já estava no meio desde o início?
É sempre assim, onde está Fernando, também está José...

E o Alckmim e o Doria?
É claro que eles, como grã-tucanos, também sabiam de tudo e estavam calados. Será que foram eles que abriram o bico? Já que FHC e Serra estavam em campanha para Matarazzo?

Não sei não. Tucano com raiva e ciúme é um perigo. São piores do que amantes abandonadas... Mirem-se no exemplo, como cantava Chico Buarque.

Voltando a irmã da ex-amante de FHC que trabalha com Serra.
Os jornais estão dizendo que ela bate o cartão no senado mas não trabalha lá. Serra diz que ela "trabalha em casa". Realmente tem certos trabalhos que fazer em casa é melhor do que fazer em sofás de escritórios ou mesas cheias de papeis...

Até Eliane Cantanhede, no Estadão, adverte: 

"amantes podem fazer muito mal não apenas à saúde e aos casamentos, mas ao bolso,à imagem e às carreiras políticas".

E ainda tem gente que acha que o Brasil está parecendo "um puteiro de beira de estrada"!
Vamos respeitar as casas legalizadas e públicas. Medo mesmo são dos casos com políticos de todos os partidos...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Porque a Folha entregou FHC?

Não foi mero jornalismo

Amante, empresa laranja, conta nas Ilhas Cayman (Lembram da denúncia de Maluf?), abortos, filho com amante, jeitinho com a Globo para transferir funcionária para o exterior, uso da apoio de políticos e rede diplomática... São tantas coisas. Ainda bem que dona Ruth não está mais aqui para ver estas coisas.

O mais estranho disto tudo é porque a Folha, que já sabia de quase tudo, agora resolveu fazer a entrevista com a ex-amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Um jornal tão puritano, expor um príncipe tão puritano, num momento onde por muito menos Renan renunciou, ACM renunciou, gente foi presa e humilhada publicamente. É muito estranho...

É claro que a PF sabia de tudo. O ministério público de São Paulo e do Brasil também sabiam. Mas ninguém contava nem publicava. Uma questão de elegância, solidariedade de classe e de governança.

O quê mudou para a Folha fazer isto?
Será que são as eleições municipais?

Estão dizendo que a ex-amante está sem dinheiro. Mas isto sozinho não faria a Folha publicar a entrevista. Já vi caso empresa querer publicar matéria paga e a Folha não aceitar. Imaginem queimar FHC...

Não adianta perguntar ao judiciário.
Só quem pode esclarecer é a Folha.

O Brasil precisa de transparência e regras democráticas iguais para todos e todas.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

PMDB não está morto... Viva Picciani!

Agora começa o ano de 2016

Da mesma forma que os Estados Unidos e Europa não conseguem viver sem os países pobres e subdesenvolvidos, o Brasil ainda não consegue sobreviver sem o PMDB.

O PT elegeu Lula e Dilma por três vezes graças ao apoio relevante que teve do PMDB em todo Brasil. Mesmo sendo um partido pulverizado, cheio de lideranças regionais e clientelistas (refletindo o Brasil real), o PMDB ainda é o fiel da balança. É o retrato do Brasil!

Cunha não era nada, representava o baixo clero negocista, aliou-se aos golpistas do PSDB e da imprensa para inviabilizar o governo Dilma, e hoje sofreu a derrota mais relevante de sua vida. Perdeu para um correligionário do seu próprio estado - o Rio de Janeiro. E perdeu feio!

37 votos para Leonardo Picciani; 
30 votos para Hugo Motta - porta voz de Cunha;
2 votos em branco.

Cabe agora ao STF e ao Congresso Nacional afastarem Cunha da presidência da Câmara. Ele depõe contra a dignidade nacional. Os mercenários foram derrotados, afetando agora o oportunismo de Aécio Neves.

Agora começa de fato e de direito o ano de 2016. 

Não foi apenas o fim do Carnaval que selou o início do ano produtivo.
Agora o PMDB, o Congresso Nacional, os governadores, os empresários e os trabalhadores vão começar a trabalhar de verdade, recuperando a capacidade da nossa economia e de nossos recursos naturais.

Além da vitória de Picciani, Pezão e seus gloriosos companheiros, Lula obteve importante demonstração de apoio dos movimentos sociais e das redes na internet. Os trabalhadores continuarão a luta em defesa de seus direitos e de suas conquistas.

Não se iludam...
Mexeu com Lula,
Mexeu com a Classe Trabalhadora brasileira.

O Brasil recuperou um pouco da sua dignidade.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Trump é louco, mas não é burro!

Republicanos atacam George W. Bush em debate na TV americana

Com o título acima, a boa jornalista do Estadão e correspondente em Washington, Cláudia Trevisan, informa na edição de ontem, domingo, 15/02/2016, página A9, a última novidade de Donald Trump, candidato ultraconservador e republicano à presidência dos Estados Unidos.

Vejam que curioso:

"Nós nunca deveríamos ter ido ao Iraque.
Nós desestabilizamos o Oriente Médio", afirmou Trump.

"Eles mentiram.
Eles disseram que havia armas de destruição em massa e não havia nenhuma. E eles sabiam que não havia nenhuma", ressaltou, repetindo uma crítica que costuma ser feita por democratas e não por republicanos...

"Se não havia armas de destruição de massa, nós nunca deveríamos ter ido.
E eu não acredito que os Estados Unidos devem se envolver em guerras civis",
concordou John Kasich, governador de Ohio.

Sábias palavras!
Nada melhor do que o tempo para mostrar quem falava a verdade e quem mentia.
Parabéns para Cláudia Trevisan pela bela reportagem.

A imprensa brasileira apoiou as mentiras de Bush.
Como apoia as mentiras e as provocações dos golpistas contra Dilma, Lula e o PT...

O ideal é que as mentiras sejam desmascaradas sempre o mais breve possível para evitar guerras e sofrimentos desnecessários. Agora o mal está feito e a verdade não recupera as vidas perdidas...

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Síria e Oriente Médio viram Herança Maldita

Europa, mais uma vez, espera pelos Estados Unidos

Bush invadiu o Iraque provocando a desorganização do Oriente Médio, Obama autorizou a guerra civil na Síria, achando que a Turquia seria suficiente para servir de retaguarda contra o governo Sírio. Estas duas guerras transformaram-se em Herança Maldita para quem ganhar as próximas eleições americanas.

Ao mesmo tempo, a crise econômica começada em 2008 volta para dentro dos Estados Unidos, somando com as guerras e estimulando candidatos alternativos da direita e da esquerda (se é que existe esquerda nos Estados Unidos).

Tudo isto também sobra para a Europa... Que contou com o poder bélico e econômico americano mas não percebeu que politicamente Obama não gosta de lidar com guerras, preferindo a Paz. Mas, qual paz?

Agora os governos europeus condenam falta de estratégia e omissão de Washington na guerra civil síria. “Há muitas palavras, mas ações são outra história”, reclamou o Ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius. A insatisfação com a Casa Branca, além da França, é cada vez mais comum em Londres, Berlim, Istambul e nas capitais do mundo árabe.

Para um número crescente de diplomatas e de analistas em geopolítica, a suposta omissão do governo Obama é uma das grandes responsáveis por esse cenário ruim. Um dos principais alvos de críticas é o secretário de Estado, John Kerry, cuja posição pró-acordo de paz resultou em sucessivos fracassos, enquanto a Rússia organizava sua estratégia de apoio ao governo sírio.

A Turquia que apostou todas as fichas na queda de Assad, é cada vez mais mera observadora do conflito, arca com 2,5 milhões de refugiados em seu território e ainda viu grupos curdos ganharem poder no norte sírio, no Iraque e em seu território. As condições para o surgimento do País Curdo estão dadas. A Jordânia e a Arábia Saudita estão vendo seus adversários crescerem em sua volta e o Irã avançar em quatro capitais da região: Bagdá, Damasco, Sanaa e Beirute.

Os dados acima foram copiados do bom artigo do excelente jornalista Andrei Netto, correspondente do Estadão em Paris.

Enquanto o Oriente Médio continua em chamas, afetando a Europa, as eleições presidenciais dos Estados Unidos avançam com as prévias mostrando que a disputa não está definida. Apesar das análises conservadoras da Folha, Eleonora de Lucena continua se diferenciando do jornal e apresenta mais um ótimo artigo na edição deste domingo sobre o avanço do candidato socialista, Bernie Sanders, que disputa pelos democratas e tenta ganhar de Hillary Clinton. O título do artigo é: “Pré-candidato “abraçou” Occupy Wall Street, afirma autor”.

Da mesma forma que Obama foi um marco histórico nas eleições americanas por ser o primeiro negro eleito na história do país, podemos ver o eleitorado ser mais exigente ainda e eleger um presidente progressista, autodeclarado “socialista democrático” e que pode basear-se em Roosevelt com sua política de combate a pobreza e estímulo a inclusão social. Além de incluir no governo toda uma geração que reivindicava “Paz e Amor”, igualdades civis lideradas por Martin Luther King e os jovens e intelectuais do Occupy Wall Street.

Enquanto todo mundo olha assustado para o Oriente Médio, algo de novo nasce dentro das entranhas do grande império do século XX.  Pelo voto, o povo americano pode, mais uma vez, surpreender a humanidade. In God, we trust!

sábado, 13 de fevereiro de 2016

TV a cabo perde clientes e audiência cai nos canais abertos

Está acabando a mamata da reserva de mercado

Sinto-me roubado quando vejo quanto eu pago pela Net e vejo os canais e filmes disponíveis... 90% é só porcaria. Canais que só passam violências e bobagens que nem adolescentes gostam. Eles tentam compensar a má qualidade com a quantidade de bagulhos disponíveis. Mais de 300,00 por mês e a sensação de estar sendo roubado.

Assinei também a Netflix mas ainda não vi grande proveito. Escolho os filmes que quero ver, mas ainda sinto falta de filmes bons. Tem muito bagulho americano. E alguns filmes bons.

Na verdade, o Brasil precisa abrir para o mercado internacional tanto o acesso ao canais de TVs como  rádios e jornais. Nada justifica a reserva de mercado brasileiro para esta imprensa corrupta, manipuladora e mentirosa...

A democracia precisa ser plena. E a imprensa brasileira atual não tem autoridade para falar em liberdade, honestidade e democracia.

Ter 500 canais de TVs é muito bom, ainda mais se tiver vários canais de cada país... Seremos cultos, poliglotas e internacionalistas.

Se podemos ter montadoras de automóveis de todos os países, também podemos ter informações e cultura de todos os países. Viva a economia de mercado social e internacional.

A Terra é nossa Pátria.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Bancos europeus em crise?

Um novo 2008?

"Os mercados globais viveram ontem mais um dia de pânico, registrando fortes quedas nas ações de bancos europeus, americanos e asiáticos. O temor é o de uma nova turbulência bancária nas economias avançadas, por razões distintas da crise de 2008, mas não preocupante quanto aquela". Este é o primeiro parágrafo da manchete do jornal Valor.

Incerteza com os juros dos Estados Unidos, queda contínua no preço do petróleo, desaceleração da China, associada à tentativa de manipulação do yuan pelo país asiático, implica  crescimento mais lento da economia mundial.

Os temores se realimentam...  as medidas tomadas por outros bancos centrais produziram consequências negativas e inesperadas. A queda na confiança da eficácia dos bancos centrais em lidar com essa situação realimenta o ciclo de desconfiança com que os mercados se defrontam.

Novamente os bancos e as grandes empresas procurarão os governos para salva-los...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Imprensa e Guerra Híbrida

Pimenta nos olhos dos outros é refresco

Com o fim da guerra fria, o uso do maniqueísmo, onde o culpado é sempre o outro, fica mais complexo. O mundo deixou o embate entre ser capitalista ou comunista. O único modelo econômico vigente é o capitalista. Com pequenas variações. Mudaram os discursos e as aparências. Já não cabe o discurso da guerra bélica. Surgiu a necessidade de um novo tipo de “combate”.

Aparentemente a direita ficou democrata neoliberal e a esquerda ficou social democrata.

Antigamente as forças políticas eram facilmente identificadas em seus diversos segmentos: 1 – extrema direita (Fascistas); 2 – direita (agronegócio, grande comércio e finanças); 3 – centro direita (Burocracia do Estado e Pequenas e Médias Empresas); 4 – centro (Acadêmicos, Funcionalismo Público e Religiosos); 5 – centro esquerda (Sociais democratas); 6 – esquerda (Socialistas); e 7 – extrema esquerda (Comunistas e Trotskistas). Aparentemente acabou a polaridade. A principal consequência do fim da identidade partidária é a fragilização da democracia. O povo tem que escolher entre candidatos e governos que geram empregos e candidatos e governos que não conseguem gerir e manter empregos. É como se a ideologia e os projetos deixassem de existir. Ledo engano...

O mundo está passando por um período de guerras pulverizadas, por transições de hegemonias regionais, onde a Alemanha, a China e a Rússia conseguem fazer algum contrapeso ao poderio econômico e militar dos Estados Unidos, e os demais países tentam sobreviver dentro do possível. Como no século 19, as disputas aparecem mais nas periferias, onde se disputa acesso aos recursos naturais e aos mercados consumidores. Assim, o Oriente Médio, a África, a Ásia, o Leste Europeu e a América Latina transformam-se em palcos de disputas armadas ou não. A guerra aberta só chega aos países principais mais tarde, como foi na Primeira Guerra Mundial, que provocou também a Segunda. O mundo está sendo redesenhado... O Século 21 ainda são se definiu.

O Brasil e a América Latina também fazem parte desta guerra, só não sabiam o nome dela

A América Latina vinha tendo um grande avanço dos setores mais progressistas, promovendo grandes transformações sociais e incluindo milhões de famílias como consumidoras e tendo acesso às políticas públicas. Estava surgindo a tal da Nova Classe Média. Isto sem ameaçar a hegemonia conservadora. A  direita não estava sendo ameaçada, ao contrário, também ganhava muito dinheiro. Até mais do que os milhões de pobres e da classe média. Isto enquanto a economia mundial vinha crescendo continuamente. Com a crise econômica de 2008, faltou dinheiro para manter a festa consumista e os grandes lucros. Acabando com a trégua entre os conservadores e o povo da América Latina. Sem petróleo e sem commodities os governos progressistas viram-se sem dinheiro para as políticas de distribuição de renda com crescimento econômico.

Com a crise econômica, abriu-se a porta para a crise política e depois a crise social. O Brasil, por ser um país continental, sentiu mais o impacto da crise das commodities e da frágil sustentação político parlamentar. Um país com 35 partidos políticos, um governo federal frágil e a recessão chegando forte, estimulou que a direita se reaglutinasse não em torno do malufismo, mas em torno do PSDB, que se transformou na Nova Direita brasileira, representando o neoliberalismo aliado dos Estados Unidos. Faltava o apoio popular a esta Nova Direita, falta que foi resolvida com o uso intensivo da guerra da imprensa articulada com o Poder Judiciário  e tudo que foi possível aglutinar no vale tudo.

Passou a ser o Vale Tudo para derrotar o governo e o PT, que representavam os milhões de incluídos. Esta nova guerra desenvolvida pela imprensa, o judiciário e a direita articulou-se à guerra internacional coordenada por setores dos Estados Unidos, a OTAN na Europa e o Japão na Ásia. Os simpatizantes do PT chamam esta guerra movida pela imprensa e seus aliados como “a guerra dos golpistas”. Nesta semana de Carnaval, lendo uma tradicional revista alemã, a Der Spiegel, descobri que, para eles, esta guerra tem nome:

GUERRA HÍBRIDA.

Vou mostrar a seguir algumas informações sobre como esta guerra híbrida é desenvolvida aqui no Brasil, na América Latina, na Europa e onde for necessária. A guerra fria deixou de existir formalmente, para renascer como guerra híbrida, a guerra do vale tudo antes de transformar-se em guerra civil ou guerra de invasão, como foi no Iraque e em todo Oriente Médio.

Os peritos referem-se a "guerra híbrida" como uma guerra sem uma declaração formal, regras ou fronteiras. O beligerante é anônimo, não se identifica e, muitas vezes opera de forma invisível. Em vez de armas, o combate é feito com palavras. A Internet é o campo de batalha mais importante. As armas bélicas só quando necessárias. Primeiro usa-se a desconstrução das representações e da verdade.

Como diz o ditado, a verdade é a primeira vítima da guerra.

Especialistas em segurança acreditam que a ampliação de suas campanhas de propaganda contra o adversário do neoliberalismo nos últimos anos, tem levado a grandes vitórias, mostrando a importância de manipular a opinião pública, incitar conflitos e desestabilizar as sociedades. Estes grupos articulados internacionalmente estão usando truques do manual da agência de inteligência para conduzir a política. Os "velhos métodos"  - desinformação e desestabilização - são abertamente exibidos.

Estes métodos já eram evidentes a partir da crise do Iraque. Implantam-se estações de televisão e trolls chamados para espalhar propaganda sobre as calúnias na internet e elenco na mídia. A propaganda política cai em solo fértil onde há crise econômica e desemprego, onde a desconfiança dos políticos e da mídia é generalizada. Muitos acreditam que os meios de comunicação estabelecidos estão desacreditados e estão retendo a verdade. Os governos viram frágeis estruturas, sem respaldo social.

Agitando Ressentimento

A crise econômica, combinada com a crise moral, fornece um trunfo que é ainda mais adequado para dividir a sociedade. A propaganda  mostra o governo como tendo sido infiltrado por muitos corruptos, tornando-se incapaz de garantir a segurança dos seus cidadãos. Isto desperta ressentimento contra os políticos que apoiam o governo além de  minar a confiança nas instituições democráticas e os meios de comunicação que não fizerem parte da guerra híbrida.

Os Estados Unidos e a OTAN veem isso como necessário para salvaguardar os seus interesses e de suas empresas. Desde a invasão do Iraque, os Estados Unidos tem estado na defensiva. O Ocidente ganhou a disputa com a União Soviética na década de 1990, tanto militar através da expansão para o leste da OTAN, e em termos de propaganda retratando democracia ocidental como a única forma atraente de governo. Mas isto não tem sido suficiente para consolidar o projeto econômico neoliberal no mundo, tornando-se necessária uma campanha abrangente e estratégica. É como se, para salvar o capitalismo, fosse necessário impor o neoliberalismo no mundo.

Os peritos referem-se a essa estratégia como "guerra de híbrida" - guerra sem uma declaração formal, regras ou fronteiras. O beligerante é anônimo, não se identifica e, muitas vezes opera de forma invisível. Em vez de armas, o combate é feito com palavras. A Internet e a imprensa são o campo de batalha mais importante.

A nova natureza da guerra de propaganda

Agências de segurança têm alertado há algum tempo que o alvo é a opinião pública nos países onde for necessário. Os agentes divulgam notícias e vídeos on-line em Inglês, russo, espanhol, francês e árabe e com grande eficácia. Estes agentes se articulam no Facebook e nos demais espaços das Redes Sociais, conseguindo recursos financeiros através de patrocinadores explícitos ou não. E também há muitos provocadores escondidos fazendo seu dano na Internet, bem como outras organizações.

As distinções entre a guerra e a paz são cada vez mais sutis, no século 21. As guerras não são mais declaradas, mas estão simplesmente começando e, em seguida, já não seguem modelos tradicionais. Como aconteceu nas Primaveras Árabes e no Leste Europeu, nenhum país está garantido. Como já vimos, dentro de alguns meses e dias, um país anteriormente estável poderia tornar-se a arena de um conflito armado amargo e vítima de intervenção estrangeira.

O exemplo europeu

Tanto a NATO como a União Europeia têm-se concentrado nesta questão por cerca de um ano. Gabor Iklody está muito familiarizado com ambas as instituições. De 2011 a 2013, o diplomata de carreira húngaro trabalhou na sede da NATO em Bruxelas, onde ele se dirigiu "novos desafios de segurança." Agora, ele lidera a Gestão de Crises e Planejamento do Serviço Europeu de Ação Externa. Sua equipe, juntamente com outros especialistas na sede da NATO, tem a tarefa de analisar a nova situação de ameaça. De acordo com um documento confidencial da NATO, os adversários estão tentando explorar as vulnerabilidades de cada país.

A OTAN estabeleceu um Centro de Excelência na capital da Letônia, Riga, onde as estratégias na guerra de propaganda são analisadas ​​e contramedidas desenvolvidas. O esforço contra as comunicações estratégicas de Moscou, por exemplo, é chamado de "Stratcom Defesa", mas ainda está em sua infância. O centro tem apenas cerca de 20 funcionários e está temporariamente alojado num edifício antigo pátio no centro de Riga.

O aspecto pérfido da estratégia desta guerra híbrida é que por espalhar tantas mentiras, ela tem um efeito multiplicador imprevisível. Ela borra as linhas entre o que é real e o que é manipulado. Ao invés de tentar bater o seu adversário na luta pela verdade, esta guerra híbrida simplesmente sabota todo o jogo. "A propaganda não coloca para fora uma versão de uma história, mas muitas, e ao fazê-la polui o domínio da informação", disse uma fonte da UE. "No final, as pessoas já não acreditam em qualquer versão" - incluindo a que é verdade.

Esta é uma fraqueza das sociedades democráticas, pluralistas e populares. Em uma democracia, o Estado organiza os recursos para a verdade aparecer, em vez de passar exclusivamente sua versão de verdade. O sistema é baseado na confiança e no poder de persuasão, e é relativamente impotente para proteger-se contra os abusos. As sociedades democráticas não têm outra escolha senão continuar a defender a busca da verdade.

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Pois é, esta adaptação a partir do longo artigo publicado na Der Spiegel abordando “uma guerra híbrida” de Moscou contra a Alemanha, também pode muito bem servir para a realidade que vivemos na América Latina. Só que aqui “o urso” tem outro nome... Na verdade, os estrategistas usam os mesmos manuais de comunicação e de guerra. Isto é muito antigo.

Confesso que fiquei assustado ao ver este tipo de artigo numa revista tão séria como a Der Spiegel. Pelo menos eu aprendi que este tipo de guerra que estamos sofrendo aqui no Brasil tem nome e faz parte de uma grande articulação internacional. Eu já tinha ouvido falar de um tal  Instituto Milênio que é orientado pelos Estados Unidos. Mas aqui a imprensa está fazendo parte da guerra híbrida contra nós e não priorizando a transparência e a democracia. 

A liberdade, a igualdade e a fraternidade, por enquanto, fazem parte do passado. O presente está mais para o “salve-se quem puder”.

Para quem quiser ler o artigo original:

A Guerra híbrida: Propaganda Russa em Campanha contra a Alemanha
http://www.spiegel.de/international/europe/putin-wages-hybrid-war-on-germany-and-west-a-1075483.html
Der Spiegel - 05 de fevereiro de 2016

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Que faz Eleonora de Lucena na Folha?

Uma voz destoante no jornal

Hoje há duas entrevistas na Folha, que foram realizadas por Eleonora de Lucena. As duas são boas e esclarecedoras, destoando da visão neoliberal e maniqueísta da Folha atual. Não é a primeira vez que suas matérias se destacam no jornal.

Como fica a esquizofrenia da Folha? Além de Eleonora de Lucena tem jornalistas como Janio de Freitas e mais alguns... Os progressistas e desenvolvimentistas estão em baixa na Folha. Mas resistem. Talvez para passar uma imagem de que o jornal seja democrático e plural.

Apresentar entrevista de um dos fundadores do Podemos na Espanha e também de um professor de economia nos Estados Unidos, com visão mais progressistas, é uma forma de mostrar que há vários olhares sobre o mesmo mundo. Por que mostrar apenas um, como fazem os conservadores e manipuladores? 

Parabéns a Eleonora de Lucena!
Os assinantes da Folha comprometidos com a democracia econômica e social agradecem.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Brasil e China enfrentam a economia

Cada um a sua maneira

A economia chinesa teve um período excepcional de crescimento, com estabilidade monetária e financeira. Agora, o grande desafio para eles é fazer a economia se desacelerar de maneira relativamente ordenada, num modelo de desenvolvimento que não vai ser tão baseado no investimento. Vai ser mais baseado no mercado interno, consumo, menos exportação, mais serviço e menos em indústria.

O Banco Central chinês é chamado a fazer uma política anticíclica, BAIXANDO OS JUROS e os DEPÓSITOS COMPULSÓRIOS. Mas, ao mesmo tempo, a China vem sofrendo, além da desaceleração, uma fuga de capitais, que pressiona o balanço de pagamento e a taxa de câmbio.

O quadro internacional é delicado, frágil, por causa da China. Mas não é só a China. Com a queda do petróleo e o recuo quase generalizado das commodities, especialmente metálicas, há uma série de tensões rompendo em setores da economia ligados a petróleo e gás. Temos de lembrar que metade da economia mundial é composta pelos países emergentes e em desenvolvimento.

A recuperação americana não está tão forte assim. A Europa continua numa recuperação frágil. De uma semana para cá, a percepção de curto prazo sobre a economia mundial piorou. O Banco Central brasileiro está tentando comunicar isso para dentro do Brasil para que os agentes econômicos levem em conta essa variável quando forma as expectativas.

O Brasil teve um ajuste muito forte em 2015. 

Quando se tem a combinação da retração da demanda agregada interna com a depreciação muito forte do câmbio, a economia responde. Há substituição de importação por bens e produtos locais, e estímulo às exportações. Os ativos brasileiros ficaram baratos e isso estimula a entrada de capitais. Nossa posição de balanço de pagamento melhorou muito e as reservas estão intactas. Nossos problemas são internos, fiscais. A inflação está alta. O mais provável é que 2016 seja semelhante a 2015, com dificuldades em vários lugares e poucas fontes de crescimento na economia mundial.

O mar não está para peixe, mas não teremos um tsunami...


Estas sábias palavras acima fazem parte de uma boa entrevista dada pelo economista e vice presidente do Banco do BRICS, Paulo Nogueira Batista, publicada no caderno de economia do Estadão de sábado de Carnaval, 6 de fevereiro de 2016.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Que fazer com o Brasil?

Qual é o limite para a Imprensa?

A imprensa conseguiu fazer com que as pessoas passagem a sentir que o Brasil virou um prostíbulo de beira de estrada no interior do Brasil. É claro que, para a imprensa conseguir isto, contou muito com o apoio do Poder Judiciário e da Polícia Federal. Além da contribuição dos políticos, é claro.

Que a legislação partidária e parlamentar no Brasil é um atraso de vida, todo mundo sabe. Que os políticos gastam mais do que recebem de salário, todo mundo também sabe. Mas, mesmo com tantas benesses, os políticos também são chegados a exageros e relações incestuosas ou promíscuas com os empresários que patrocinam suas campanhas eleitorais e seus mandatos. Tudo dentro da lei, é claro.

A imprensa acusa Lula de misturar o público com o privado, dizendo que ele usou construtoras para reformar os imóveis que ele usa, em troca de benefícios públicos. Este debate entre o público e o privado merece uma discussão mais profunda, devendo ser objeto de aprendizado desde o primeiro ano de escola. Os familiares dos governadores e ministros usarem aviões e helicópteros para viagens é direito público ou privado? O uso de motoristas e carros para fins familiares é público ou privado? Lula errou? Pode ter errado. O debate é longo...

Agora, quando um procurador ou um policial federal usando do direito de acesso confidencial de dados e processos de pessoas físicas e jurídicas, com intenção política que extrapola sua função jurídica, repassa informações a jornalistas e empresas de comunicação com o objetivo de denegrir a imagem destas pessoas, estes profissionais servidores públicos estão contrariando as leis e fazendo política em vez de fazer Justiça.

Qual é o limite para esta promiscuidade?

Este mistura abusiva e ilegal de direitos entre o público e o privado é bem pior do que o que falam que Lula pratica. Vivemos um período histórico onde as instituições estão sendo desvalorizadas e violentadas. E, se os representantes dos poderes públicos, agem fora da lei, isto estimula para que qualquer cidadão se sinta no direito de fazer o mesmo. Desrespeitar a lei e levar vantagem em tudo.

Como restabelecer a ordem e a lei no Brasil?
Este é o dilema atual.
Podem prender todos que apoiaram ou fizeram negócios com Lula. Mas, se a lei vale para um, acabará valendo para outro e aí faltará cadeia para tantos presos. Precisando usar Estádios de Futebol como a ditadura militar fez no Chile de Pinochet. O mesmo aconteceu na Revolução Francesa...

A imprensa quer o retorno da ditadura no Brasil. Esta burocracia de procuradores, juizes e policiais federais está exercendo o papel de maior interessada e executora do arbítrio como "os garantidores da ordem e da lei". Os empresários estão acovardados. As instituições civil, incluindo a OAB, estão acovardadas. Parecemos o Governo Vichy na França ocupada pelos Nazistas...

Até quando aceitaremos tudo isto passivamente? 


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Lava Jato como instrumento de destruição política

Agora tem até pesquisa

Até o jornal Valor, que era o melhor do Brasil, também aderiu à campanha pela desconstrução e destruição da imagem de Lula, do PT e do governo Dilma. Uma pena...

Hoje o jornal publica uma pesquisa realizada por uma entidade pouco conhecida, onde um diretor com nome estrangeiro, para passar seriedade, faz uma série de declarações óbvias, tipo: Se tudo caminhar assim, até 2018 Lula estará morto eleitoralmente...

É tudo combinado: vazamentos de informações sigilosas para a imprensa, grandes reportagens baseadas em fontes policiais e de representantes do ministério público, repetição do noticiário à exaustão para fazer o povo acreditar na noticia e depois pesquisa para comprovar que a farsa virou verdade e que o povo já aceita a manipulação como verdade jurídica.

Este filme é velho...

Nossa imprensa esquece que o Brasil, além de ser um país com bom nível de conhecimento e de informação, também é um dos maiores usuários das redes sociais. A imprensa não monopoliza mais o saber e as informações. A imprensa pode mentir, pode manipular, pode esconder, mas não pode achar que é a dona da verdade.

O Judiciário pode ficar amedrontado e acovardado, mas os fatos virão à tona com o tempo. Não se apaga a história. O mesmo vale para a imprensa.

Tudo que estão fazendo com o Lava Janto não é movido pela honestidade, mas sim pelo intuito de destruir a boa imagem de Lula e seus companheiros de partido. Se fosse por honestidade, eles estariam prendendo todos os representantes de partidos políticos. Já que todos recebem dinheiro de empresas e instituições.

Quem viveu a ditadura militar no Chile de Pinochet e agora vê a democracia naquele país, encanta-se de ver como a verdade histórica está sendo restabelecida.

Aqui no Brasil, jornais como a Folha de S.Paulo e O Globo apoiaram o Golpe Militar de 1964 e agora estão participando ativamente de mais um golpe. Por enquanto ainda não militar, mas jurídico e midiático.

E pensar que este pessoal está usando as leis criadas nos governos petistas como instrumentos para prender os próprios petistas... Faltou experiências aos petistas para fazer leis que consolidassem a democracia e evitassem o abuso dos poderes. Nosso judiciário e nossa mídia precisam de normas constitucionais que evitem abusos de poder e garantam os direitos de defesa do cidadão.

Os movimentos sociais e sindical já estão organizando uma grande campanha nacional em defesa de Lula. Em defesa da Democracia e do direito de defesa dos direitos do cidadão.

Lula é o maior herói do povo brasileiro.
Mexeu com Lula, mexeu comigo.

Da mesma forma que os golpistas subestimaram a reação do povo quando Getúlio Vargas morreu, os golpistas atuais, que são da mesma classe dos anteriores, também poderão ser surpreendidos pela reação do povo em defesa de seu líder.

Não subestimem a capacidade de resistência da Classe Trabalhadora!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Meu quintal está cheio de estrelas

E nosso jardim colorido 

Ao chegar em casa à noite, quando fui até o quintal, deparei-me com um céu cheio de estrelas. Parei e fiquei  olhando os brilhos das estrelas. Não é comum em São Paulo ver tantas estrelas brilhando. Talvez esteja tendo Carnaval no Céu. Neste final de semana houve carnaval na Vila Madalena e tinha muitas crianças fantasiadas com os pais. Parecia festa no interior, como cantava Gal Costa.

Pensei em tirar fotografias das estrelas. Mas sempre que tentei tirar fotos da lua ou das estrelas, não sai nada, tudo escuro. 

Lembrei-me que no domingo pela manhã fiquei olhando as flores dos gerânios que temos em frente da casa. Além de bonitos e floridos, os contrastes com as cores das nandinas dava um toque especial. Ficava olhando e pensando como as flores ficavam bonitas tendo as folhas das nandinas como fundo. Separadas são bonitas, juntas ficam lindas. É o típico caso onde um mais um é maior que dois...

Vejam as fotos:


Verde e Rosa, parece escola de samba...


Mais rosa que verde. Conforme o gosto de cada um...