terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Conselhão: Uma chance para o Brasil

Mais uma oportunidade para presidente Dilma

A elite produtiva brasileira faz parte do novo Conselhão organizado pela presidente Dilma e que se reunirá nesta quinta-feira em Brasília. Os principais banqueiros, os principais representantes da indústria e da agricultura, os principais representantes dos trabalhadores e trabalhadoras, e alguns bons representantes da cultura e da academia nacional. Todos estarão presente!

Se as "forças vivas e produtivas" estão no Conselhão, o quê impede que este pessoal discuta e elabore uma pauta mínima para ser implementada no Brasil? Talvez os maiores obstáculos sejam o Congresso Nacional, o Judiciário e a Imprensa.

O Brasil está num impasse.

O Congresso abriu mão de seu papel histórico e transformou-se em aparelho de políticos inescrupulosos; O Judiciário está refém das manipulações do pessoal do Lava Jato; e a Imprensa transformou-se em principal articulador do golpe do impeachmente e do quanto pior melhor contra a presidente Dilma e contra o PT.

Mas este Conselhão não pode ser mais um muro de lamentações.
Afinal, homens como Trabuco, presidente do Bradesco, e Roberto Setúbal, presidente do Itaú, têm mais o que fazer do que participar de reuniões improdutivas. O mesmo vale para todos os participantes.

Então, o Conselhão, por ter 90 pessoas participando, pode definir uma pauta básica e, a partir dela, constituir subgrupos de trabalho para construírem o Consenso Progressivo. Isto é, construir formas básicas de implementação de acordos mínimos a serem construídos a partir de consultas e pesquisas. Cabendo ao Congresso Nacional, ao Judiciário e à Imprensa levar em consideração as propostas elaboradas pelos grupos e aprovadas no Conselhão. Este Conselhão não pode substituir as instituições nacionais, da mesma forma que estas instituições não podem ignorar as "forças produtivas nacionais".

Quando o mundo sente a retração econômica da China e sente também a queda do preço do barril de petróleo, contaminados pela crise bélica e religiosa no Oriente Médio; quando o Brasil começa ver as filas de desempregados aumentarem em todos os estados e cidades; ninguém tem direito de jogar gasolina no incêndio, ninguém pode defender o "quanto pior, melhor".

É hora de colocar o Brasil em primeiro lugar e ouvir o clamor de cada segmento social. A violência está aumentando rapidamente. Jovens matam pessoas para roubar bicicletas e motos. Logo, logo, adultos estarão matando para comer....  

É preciso dar mais uma chance ao Brasil.
E a presidente Dilma tem mais uma oportunidade
de acalmar o Brasil e seus agentes econômicos e sociais.

Nesta quinta-feira, na reunião do novo Conselhão,
teremos mais uma oportunidade de começar de novo,
dar as mãos e pensar numa economia de mercado,
com inclusão social, capacitação  educativa individual e coletiva.

Como dizia Lô Borges, Fernando Brant e Milton Nascimento:
É preciso ter força, é preciso ter garra, sempre.

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