sábado, 30 de janeiro de 2016

A Europa volta a crescer

Fazendo aquilo que nosso Banco Central não faz

Juros baixos, aumento do consumo interno, aumento do turismo e câmbio favorável. Estas são as principais variáveis que estimularam a retomada do crescimento econômico dos principais países da Comunidade Europeia. A queda dos preços de petróleo também dá uma mãozinha...

A informação está no Estadão de hoje, lá no meio do caderno de Economia, na página B8, em mais uma boa matéria do correspondente em Paris, Andrei Neto.

Vejam que dados importantes:

1 - Alemanha confirma o aumento de seu PIB em 1,7% em 2015.

2 - Na França, a aceleração foi a mais forte em quatro anos, de 1,1%.

3 - Na Itália, três anos consecutivos de recessão foram encerrados com um crescimento de 0,7%.

4 -O destaque é a Espanha, o índice foi o mais impressionante: 3,2%, após 1,4% em 2014.

5 - A previsão é que o crescimento médio da União Europeia será de 1,5%.

Olhem os detalhes:

1 - Impulsionados pelo preço do petróleo em baixa e pelo câmbio mais favorável em relação ao dolar em 2015, os países do sul da Europa consolidaram sua retomada. É importante observar que foram os países do sul da Europa que mais sofreram com a crise financeira de 2008...

2 - A Espanha teve sua taxa de desemprego reduzida de 25% para 20,9% de desempregados! O Brasil da crise que a imprensa diz que está levando o país à falência, o desemprego, embora seja ruim, não chega a 10%.

3 - Os fatores que fizeram a Espanha crescer foram: AUMENTO DA DEMANDA INTERNA, e o crescimento do turismo.

4 - Na França, o crescimento foi impulsionado PELOS INVESTIMENTOS PRIVADOS e pelo aumento do consumo interno. Fatores que os neoliberais e o Banco Central dizem que não funciona...

5 - A Itália tem mais dificuldade para acelerar, principalmente pelo alto endividamento público, de 132% do PIB. No Brasil, toda vez que o nosso Banco Central aumenta a taxa Selic, automaticamente aumenta o endividamento público. Enxugando gelo...

Todos os países acima usam taxas de juros baixas e estimulam o consumo interno. Será que todos eles estão errados e somente nosso Banco Central e os neoliberais brasileiros estão certos?

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