sábado, 30 de janeiro de 2016

A Europa volta a crescer

Fazendo aquilo que nosso Banco Central não faz

Juros baixos, aumento do consumo interno, aumento do turismo e câmbio favorável. Estas são as principais variáveis que estimularam a retomada do crescimento econômico dos principais países da Comunidade Europeia. A queda dos preços de petróleo também dá uma mãozinha...

A informação está no Estadão de hoje, lá no meio do caderno de Economia, na página B8, em mais uma boa matéria do correspondente em Paris, Andrei Neto.

Vejam que dados importantes:

1 - Alemanha confirma o aumento de seu PIB em 1,7% em 2015.

2 - Na França, a aceleração foi a mais forte em quatro anos, de 1,1%.

3 - Na Itália, três anos consecutivos de recessão foram encerrados com um crescimento de 0,7%.

4 -O destaque é a Espanha, o índice foi o mais impressionante: 3,2%, após 1,4% em 2014.

5 - A previsão é que o crescimento médio da União Europeia será de 1,5%.

Olhem os detalhes:

1 - Impulsionados pelo preço do petróleo em baixa e pelo câmbio mais favorável em relação ao dolar em 2015, os países do sul da Europa consolidaram sua retomada. É importante observar que foram os países do sul da Europa que mais sofreram com a crise financeira de 2008...

2 - A Espanha teve sua taxa de desemprego reduzida de 25% para 20,9% de desempregados! O Brasil da crise que a imprensa diz que está levando o país à falência, o desemprego, embora seja ruim, não chega a 10%.

3 - Os fatores que fizeram a Espanha crescer foram: AUMENTO DA DEMANDA INTERNA, e o crescimento do turismo.

4 - Na França, o crescimento foi impulsionado PELOS INVESTIMENTOS PRIVADOS e pelo aumento do consumo interno. Fatores que os neoliberais e o Banco Central dizem que não funciona...

5 - A Itália tem mais dificuldade para acelerar, principalmente pelo alto endividamento público, de 132% do PIB. No Brasil, toda vez que o nosso Banco Central aumenta a taxa Selic, automaticamente aumenta o endividamento público. Enxugando gelo...

Todos os países acima usam taxas de juros baixas e estimulam o consumo interno. Será que todos eles estão errados e somente nosso Banco Central e os neoliberais brasileiros estão certos?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

BTG demite 305 funcionários

18% dos bancários foram demitidos

E 25%  das despesas do banco no Brasil.
É sempre muito triste ver demissões em massa.
Quantos dos demitidos abriram mão de outros empregos para poder trabalhar num banco que todos os dias estava na imprensa como o melhor banco de investimento do Brasil?
Quantos se endividaram comprando casa ou apartamento, trocando de carro ou de escola dos filhos?
Tudo isto dói muito... Qual será a indenização que cada funcionário demitido receberá?

Por mais que faça parta da economia de mercado e do nosso capitalismo, o Brasil tem tradição de ser mais tolerante com demissões em massa do que outros países da Europa e mesmo da América Latina.

Já que estamos falando de notícias ruins, na mesma página do jornal Valor onde aparecem as demissões no BTG, há também noticia sobre o prejuízo do Deutsche Bank, tradicional banco alemão. Como o prejuízo foi de 6,8 bilhões de Euro, o banco cancelou o BONUS que a alta direção teria direito.

Mas, além das notícias ruins, há notícias boas.
O Bradesco lucro R$ 17 bilhões em 2015. Significa quase 1,5 bilhão de reais por mês. É mole? O Santander já apresentou seu resultado e o Itaú deve soltar na próxima semana.

O Brasil é maior do que a crise, mas é fundamental se tomar decisões que levem à redução do desemprego e ao crescimento econômico.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Chico, Bethânia e a Mangueira em São Paulo

Pena que seja apenas uma noite

Todo mundo que viu ficou encantado. Eu, como não vi, mas li a deliciosa matéria de Julio Maria, repórter do Estadão, que teve o prazer de estar presente, fiquei animadíssimo e resolvi reproduzir a matéria, mesmo deixando outros assuntos importantes para depois. O mais interessante foi chegar no trabalho e descobrir que nossa colega foi com a família, mas não antecipou que ia. Ficaram encantados.

A gente adora Chico Buarque, gosta muito de Bethânia e da Mangueira, mas, tudo isto com uma pitada de bom texto de Julio Maria, faz tudo parecer que vivemos numa cidade maravilhosa, sem violência e sem preconceito.

Vejam que artigo  estimulante!

O memorável encontro entre Bethânia e Chico Buarque

JULIO MARIA - O ESTADO DE S.PAULO - 28 Janeiro 2016 | 10h 41

Festa da Mangueira reúne, em São Paulo, músicos que não se apresentavam juntos desde 2001

A festa da Mangueira em São Paulo começou com uma promessa: “Tenham certeza de que vocês vão ver um dos maiores shows que já passou por esta casa”, anunciou o apresentador. Chico Buarque era o maior esperado, ao lado da homenageada da escola na avenida em 2016, Maria Bethânia. 

Seguindo a mesma forma mostrada na noite anterior, no Rio, a apresentação no Tom Brasil teve uma série de convidados. Se antes a noite batizada pela agremiação carioca como Show de Verão da Mangueira era fechada, com ingressos vendidos apenas para convidados, a estratégia deste ano em São Paulo foi abrir para venda. Deu certo. Em uma tarde, eles já estavam esgotados. 

Os convidados chegavam, cantavam e apresentavam o próximo convidado. O formato clássico deu ritmo à noite. Mariene de Castro veio primeiro, cantou Mel com Toque de Iansã e A Dona do Raio e do Vento. Mas fez sua melhor entrega com Oração da Mãe Menininha e passou o palco para Tantinho da Mangueira, que deixou clara sua homenagem cantando a canção Maria Bethânia, seguida por Mora na Filosofia. Mais aplaudida foi a próxima, Mart'nália, que chegou lembrando Rita Lee com Baila Comigo. 

Com licença da Mangueira, a filha de Martinho da Vila (Isabel) lembrou Noel Rosa, mais ilustre representante da comunidade, e cantou Último Desejo. Depois, apanhou o pandeiro para fazer Sonho Meu, de Dona Ivone Lara. Pretinho da Serrinha subiu a temperatura com Alguém me Avisou e Maricotinha. Deixou o palco então nas mãos de Sombrinha, ex-Fundo de Quintal, que tentou levantar a plateia com Gota D’Água e Apesar de Você. 

Angela Ro Ro veio mudando o clima, falando de Maria Bethânia e cantando Gota de Sangue e Fogueira, lembrando de como Bethânia fez bem à sua carreira quando gravou está sua canção, lançada em 1984.  Angela saiu do palco apresentando a cantora Rosemary. Aí já não era mais um show de escola de samba, e talvez não fosse essa a intenção da produção. Sua parte incluiu as românticas Eu Preciso de Você, As Canções que Você Fez Pra Mim e Fera Ferida, lembrando gravações bem radiofônicas de Bethânia. 

A portuguesa Carminho, apresentada com entusiasmo por Rosemary, cantou primeiro Andaluzia e quase emendou com Teresinha. Esta foi uma parte comovente. Ao final, a plateia se levantou para aplaudi la e fez isso por um bom tempo. Sua saída foi com Sangrando, ao lado de Alcione, a próxima convidada.
Alcione é um susto, um espanto. Pobre das cantoras que dividiram palcos com ela. Em Sangrando, apareceu no meio da música para arrebentar e engolir o canto da portuguesa. Fez depois, sozinha, Lama e Explode Coração. E, enfim, chamou Chico Buarque.

Havia numa certa expectativa pela forma como Chico seria recebido. Seria hostilizado por suas posturas políticas, como tem acontecido nas redes sociais? Não. O público de Chico não o condena por nada, apenas o reverencia. Até homens foram vistos gritando “lindo” quando Alcione o anunciou como o “guri da Mangueira”. 

De branco, cantou Anos Dourados reclamando do retorno no início. Windows de microfone baixo, ou de voz pouco segura, seguiu com Olhos nos Olhos, que não faria sentido se não fosse cantada, ali, com Maria Bethânia. E foi assim. Uma mudança de tom e Bethânia assumiu a segunda parte da canção. Um encontro memorável. 

Chico e Bethânia cantaram ainda Noite dos Mascarados. E então, Bethânia ficou só para agradecer a escola que vai cantá-la na avenida neste ano, com o enredo A Menina dos Olhos de Oyá, e encerrar com Carcará, Vento de Lá, Reconvexo e O Que é Que é. O samba de enredo da escola Mangueira fechou a noite com a bateria da escola de samba. 

Uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio, fundada em 1928, a Mangueira realiza esse show há 14 edições, para levantar recursos para seu desfile (estima-se que, com os shows, tenham entrado R$ 250 mil nos cofres verde-e-rosa). Este ano, deixou de lado exaltações à própria história e se voltou à de Bethânia. 

BTG vai demitir 25% dos funcionários

Sobrou para todo mundo...

Os jornais de hoje estão informando mais uma vez a grande contradição dos bancos no Brasil:

Enquanto os bancos apresentam lucros assombrosos, de deixar qualquer um vermelho, o BTG, depois de ver seu presidente preso por envolver-se com a operação lava jato, agora informa que deverá demitir 25% dos funcionários no Brasil.

Como dizia Maria da Conceição Tavares: O Brasil tem um capitalismo de merda... Os donos quando têm lucros querem ficar com tudo, mas quando têm prejuízos, repassam imediatamente para os empregados. E o governo geralmente se omite, dizendo que faz parte do mercado capitalista.

Durma com mais um barulho deste.
Se é para fazer merda, que vendam o banco para o Itaú ou Bradesco. Estes estão demitindo, mas ainda estão grande e distribuindo PLR...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

E o Conselhão de Prefeitos e Governadores?

Estamos todos no mesmo barco

As "forças vivas e produtivas" do Brasil estarão reunidas amanhã no novo Conselhão de Dilma. Todos querem contribuir para tirar o Brasil do buraco e retomar o trabalho, a produção, as vendas e as exportações.

O Brasil teve o ano de 2015 perdido economicamente. Serviu como lição para todos. Aprendemos nos erros, já que setores investiram no "quanto pior melhor".

Se o desemprego aumentou, também aumentou a crise econômica e caiu a arrecadação de todos os poderes públicos. Municípios e Estados estão atrasando pagamentos, cortando despesas e passando vergonha com os credores e com seus representados.

Uma das causas desta crise toda é que os prefeitos e governadores deixaram os deputados federais e senadores fazerem política contra o governo Dilma, deixaram que eles parassem a economia do país e com isto, além de moralmente estarem desacreditados, os próprios políticos também começam a ficar sem dinheiro político. Os salários eles recebem mas políticos não fazem política com dinheiro de salários...

Se os prefeitos e governadores querem efetivamente organizar as receitas e despesas de suas administrações, precisam fazer como os empresários e sindicalistas, que estarão reunidos amanhã no Conselhão de Dilma.

O melhor exemplo de transparência e de responsabilidade tem sido o governador do Rio de Janeiro. Leiam a ótima entrevista de Pezão no jornal Valor de hoje. Pezão, humildemente, pede ajuda e abre os números do estado. O Brasil precisa de mais pessoas como Pezão.

Estamos todos no mesmo barco e o Brasil é maior do que a crise.
Vamos criar um Conselhão de governadores e prefeitos?

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Conselhão: Uma chance para o Brasil

Mais uma oportunidade para presidente Dilma

A elite produtiva brasileira faz parte do novo Conselhão organizado pela presidente Dilma e que se reunirá nesta quinta-feira em Brasília. Os principais banqueiros, os principais representantes da indústria e da agricultura, os principais representantes dos trabalhadores e trabalhadoras, e alguns bons representantes da cultura e da academia nacional. Todos estarão presente!

Se as "forças vivas e produtivas" estão no Conselhão, o quê impede que este pessoal discuta e elabore uma pauta mínima para ser implementada no Brasil? Talvez os maiores obstáculos sejam o Congresso Nacional, o Judiciário e a Imprensa.

O Brasil está num impasse.

O Congresso abriu mão de seu papel histórico e transformou-se em aparelho de políticos inescrupulosos; O Judiciário está refém das manipulações do pessoal do Lava Jato; e a Imprensa transformou-se em principal articulador do golpe do impeachmente e do quanto pior melhor contra a presidente Dilma e contra o PT.

Mas este Conselhão não pode ser mais um muro de lamentações.
Afinal, homens como Trabuco, presidente do Bradesco, e Roberto Setúbal, presidente do Itaú, têm mais o que fazer do que participar de reuniões improdutivas. O mesmo vale para todos os participantes.

Então, o Conselhão, por ter 90 pessoas participando, pode definir uma pauta básica e, a partir dela, constituir subgrupos de trabalho para construírem o Consenso Progressivo. Isto é, construir formas básicas de implementação de acordos mínimos a serem construídos a partir de consultas e pesquisas. Cabendo ao Congresso Nacional, ao Judiciário e à Imprensa levar em consideração as propostas elaboradas pelos grupos e aprovadas no Conselhão. Este Conselhão não pode substituir as instituições nacionais, da mesma forma que estas instituições não podem ignorar as "forças produtivas nacionais".

Quando o mundo sente a retração econômica da China e sente também a queda do preço do barril de petróleo, contaminados pela crise bélica e religiosa no Oriente Médio; quando o Brasil começa ver as filas de desempregados aumentarem em todos os estados e cidades; ninguém tem direito de jogar gasolina no incêndio, ninguém pode defender o "quanto pior, melhor".

É hora de colocar o Brasil em primeiro lugar e ouvir o clamor de cada segmento social. A violência está aumentando rapidamente. Jovens matam pessoas para roubar bicicletas e motos. Logo, logo, adultos estarão matando para comer....  

É preciso dar mais uma chance ao Brasil.
E a presidente Dilma tem mais uma oportunidade
de acalmar o Brasil e seus agentes econômicos e sociais.

Nesta quinta-feira, na reunião do novo Conselhão,
teremos mais uma oportunidade de começar de novo,
dar as mãos e pensar numa economia de mercado,
com inclusão social, capacitação  educativa individual e coletiva.

Como dizia Lô Borges, Fernando Brant e Milton Nascimento:
É preciso ter força, é preciso ter garra, sempre.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Lembranças de um Brasil que deu certo

Lô Borges e a Saudade do Brasil

O Brasil que nós ajudamos a construir está sendo desconstruído. 
Lutar contra a ditadura militar comprometeu a vida de muitas pessoas. Os artistas e os jovens foram fundamentais neste processo de redemocratização do Brasil. À sua maneira, Milton Nascimento, Lô Borges e a Turma da Esquina, também participaram de forma decisiva desta luta contra a ditadura, meso sendo apenas adolescentes cheios de sonhos e esperanças. Afinal, eram jovens de Minas Gerais...

Convivemos atualmente com uma imprensa esquizofrênica. 
Os grandes jornais, rádios e TVs, cada vez mais assumem uma postura fascista, mas ainda preservam uma margem de liberdade e de divergências, principalmente nos cadernos de Cultura. O Estadão, por exemplo, vem degringolando-se diariamente, assumindo um papel de panfleto dos golpistas. E estão contaminando o caderno de Economia e Cultura. Há dois fins de semana que a Folha está bem melhor que o Estadão. Ao ponto de aumentar a vontade de cancelar a assinatura do Estadão. Mas aí ajudamos a matar o Caderno 2 e o Aliás...

O Caderno Ilustríssima da Folha de hoje, traz duas matérias imperdíveis! Uma é de duas páginas centrais sobre a Guerra Civil Espanhola e o Laboratório Nazista. E a outra é um depoimento de Lô Borges, simplesmente divino. Digno dos meninos de Minas Gerais... 

Deleitem-se! Nem tudo está perdido...
Memórias de Mar Azul - Niterói, 1972
LÔ BORGES - 24/01/2016  02h08 - Folha

Um dia o Bituca –assim chamamos o Milton Nascimento– me procurou em Belo Horizonte e eu imaginei que ele quisesse mais uma música para um novo trabalho dele. Tínhamos composto em parceria a canção "Clube da Esquina nº 1" e ele já tinha gravado outra canção minha, "Para Lennon e McCartney".

Para minha surpresa, ele me disse: "Chega de uma música aqui, uma música ali, eu quero é dividir um álbum duplo com você!". Eu teria que me mudar para o Rio, onde ele passara a morar, epicentro da cena musical na época. Topei, e chamamos o Beto Guedes para embarcar nessa. Faltava convencer a minha família, o que não foi fácil: eu tinha 19 anos, minha mãe queria que eu cursasse uma faculdade, o convite de Bituca era tido como uma aventura, ainda mais em plena ditadura militar.

Mas deu certo. Chegamos ao Rio e eu sempre soube que a companhia do Beto Guedes seria essencial. Havia entre nós uma interlocução musical muito forte, compartilhávamos certa fixação pelos Beatles. Já a turma do Bituca estava mais ligada na bossa nova, no jazz... Beto fazia com que eu não me sentisse um estranho no ninho.
Perambulamos por alguns apartamentos na capital carioca, mas o melhor ainda estava por vir: o empresário do Bituca alugou uma casa em Mar Azul para que nos concentrássemos nas composições que integrariam o álbum duplo "Clube da Esquina" (1972).

Mar Azul é uma enseada situada num canto da praia de Piratininga, em Niterói. Um balneário surpreendente, uma vila de pescadores bastante rústica então. Eu, Bituca, Beto e Jacaré (primo do Bituca) nos hospedamos numa casa gigantesca, um sobrado com vários quartos, fincado na areia, com uma vista linda. Levei meus instrumentos para um quarto que elegi como meu e passava o dia inteiro compondo. O Bituca, no quarto dele, não largava o violão.

O Beto ia de um quarto a outro, acompanhando o que cada um fazia. Ali ele não estava empenhado em compor, talvez por saber que o "Clube da Esquina" seria um disco centrado nas composições minhas e do Bituca.
Porém a presença dele foi fundamental, importância que se manteve quando chegou a hora de gravar: basta pegar a ficha técnica e ver que o Beto participou ativamente do disco, ele tocou em várias faixas.

Vivíamos um momento único.
De noitinha, mostrava ao Bituca o que eu havia composto, ouvia o que ele tinha feito e aprendíamos os temas que iam nascendo. Claro que dedicávamos alguns dias a simplesmente curtir Mar Azul, senão teríamos feito um álbum quádruplo!
Lembro-me de acordar cedo e ajudar os pescadores a recolher a rede na pesca da tainha –um peixinho garantido para o almoço.
Músicos, letristas, cineastas, amigos e familiares nos visitavam com frequência. Minha família, muito numerosa, vinda de Belo Horizonte, chegou a passar uma semana lá; era uma grande alegria.

Uma das vivências mais legais era quando a gente recebia a visita de um letrista: era uma canção que a gente ganhava naquele dia. Ronaldo Bastos, por ser niteroiense, era assíduo, e fizemos "Nuvem Cigana" em Mar Azul. Na verdade, a maioria das músicas do "Clube da Esquina" foi concebida lá.
Márcio Borges e Fernando Brant vinham de BH, mal chegavam e saíam fazendo a letra, no mesmo dia uma obra estava finalizada.
Ficamos mais de quatro meses em Mar Azul. De vez em quando batia uma saudade "siderúrgica" de Belo Horizonte. Um apego à terra, ao quadrilátero ferrífero –mineiro tem dessas coisas.

Ficava dois ou três dias e voltava para mais um mês na praia –"Um Girassol da Cor de seu Cabelo" compus numa dessas fugidinhas para Minas.
Entramos em estúdio imediatamente depois dessa temporada.
Curioso é que o álbum foi feito sem ensaios. Eram músicos muito competentes –entre eles, a galera do Som Imaginário, base da banda do disco.
Apresentávamos uma ou duas músicas por dia, os arranjos eram criados na hora e as gravações aconteciam em seguida. A febre criativa em Mar Azul marcou a história do Clube da Esquina.


LÔ BORGES, 64, músico mineiro, autor de "Nuvem Cigana", entre muitas outras canções, participa do show que comemora os 60 anos de carreira de Alaíde Costa, em parceria inédita, no Sesc Pompeia na sexta (29). 

sábado, 23 de janeiro de 2016

Flores e chuvas

Amanhã vai ser outro dia...

Como já cantava Chico Buarque, apesar do cinismo da imprensa, do judiciário e do PSDB, amanhã vai ser outro dia.

Vejam a beleza destas flores depois da chuva:


Gerânio molhados...


Navegar é preciso, viver?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Laja Jato e manipulação dos fatos

Jânio de Freitas, mais uma vez,  enfrenta as feras

Da mesma forma que a imprensa exigia que o Banco Central aumentasse a taxa de juros (Selic), esta mesma imprensa exige a condenação dos petistas e o impeachment de Dilma.

Se na política econômica, os economistas e  opositores ao neoliberalismo financeiro consequem convencer o Banco Central, em relação a Imprensa e ao Judiciário, a democracia e a verdade ainda estão perdendo feio. A imprensa e parte do Judiciário, continuam manipulando os fatos e as notícias.

Ainda bem que ainda temos pessoas dignas como Jânio de Freitas. Não sabemos até quando a Folha o deixará escrever livremente. Mas somos todos gratos a este grande brasileiro.

Leiam a íntegra do artigo de Jânio de Freitas, na edição da Folha de hoje.
Marcelo Odebrecht continua resistindo com bravura. Se inventarem mentiras para prender o Lula, o debate deixará de ser somente através da imprensa, irá para as ruas e instituições…  Com a palavra Jânio de Freitas.

Umas palavras (e outras)

21/01/2016  Janio de Freitas – Folha S.Paulo

Ainda com a carta pública dos 104 advogados fervilhando entre apoiadores e discordantes, a também discutida retenção de Marcelo Odebrecht na prisão dá margem a mais um incidente processual do gênero criticado na Lava Jato. Em princípio, trata-se de estranha omissão ao ser transcrita, da gravação para o processo, da parte da delação premiada de Paulo Roberto Costa que inocenta Marcelo de participação nos subornos ali delatados. Mas o problema extrapolou a omissão.

Já como transcrição na Lava Jato do que disse e gravou o delator muito premiado, consta o seguinte: "Paulo Roberto Costa, quando de seu depoimento perante as autoridades policiais em 14.7.15, consignou que, a despeito de não ter tratado diretamente o pagamento de vantagens indevidas com Marcelo Odebrecht" –e segue no que respeitaria a outros.

As palavras de Paulo Roberto que os procuradores assim transcreveram foram, na verdade, as seguintes: "Então, assim, eu conheço ele, mas nunca tratei de nenhum assunto desses com ele, nem põe o nome dele aí porque ele, não, ele não participava disso".

É chocante a diferença entre a transcrição e o original, entre "não ter tratado diretamente com Marcelo Odebrecht" e "nem põe o nome dele aí por que ele, não, ele não participava disso". A reformulação da frase e do seu vigor afirmativo só pode ter sido deliberada. E é muito difícil imaginar que não o fosse com dose forte de má-fé. Do contrário, por que alterá-la?
Não é o caso de esperar por esclarecimento da adulteração, seu autor e seu propósito. Seria muita concessão aos direitos dos cidadãos de serem informados pelos que falam em transparência. No plano do possível, a defesa de Marcelo Odebrecht, constatada a adulteração, requereu a volta à instrução processual, do seu início e com a inclusão de todos os vídeos da delação, na íntegra e não só em alegadas transcrições.

O juiz Sergio Moro decidiu contra o requerido. Considerou os pedidos "intempestivos, já que a instrução há muito se encerrou, além das provas pretendidas serem manifestamente desnecessárias ou irrelevantes, tendo caráter meramente protelatório". E, definitivo: "O processo é uma marcha para frente. Não se retornam às fases já superadas".

Não é a resposta própria de um magistrado com as qualificações do juiz Sergio Moro. É só uma decisão. Baseada em vontade. Resposta, mesmo reconhecendo-se a situação delicada do juiz Sergio Moro, seriam as razões propriamente jurídicas (se existem) para negar o pedido.
"Intempestivos" os pedidos não são. Se apenas agora foi constatada a transcrição inverdadeira, não havia como pedir antes qualquer medida a partir dela. Logo, tempestivo este pedido é.

Uma instrução está "encerrada" quando não há mais o que precise ou possa ser apurado, como complemento ou aperfeiçoamento. Se há uma transcrição infiel, ou qualquer outro elemento incorreto, as provas que o corrijam são "necessárias e relevantes" porque o erro prejudica a acusação ou a defesa, ou seja, compromete o próprio julgamento de valor entre culpa e inocência. Se está demonstrada a necessidade objetiva de correção, não há "caráter protelatório", há o indispensável caráter corretivo.

"Processo" é, por definição, um movimento que implica todas as variações, de ritmo, de sentido, de direção, de avanço ou recuo, e mesmo de intervalos de paralisação. Processo não é só "marcha para a frente". E, no caso dos processos judiciais, se o fossem, não haveria –talvez para alegria da Lava Jato– segunda e terceira instâncias de julgamento, que são diferentes retornos às entranhas dos processos.


Como se tem visto, o decidido, decidido está. Mas o provável é que não sobreviva à instância superior, se lá chegar e seja qual for a posição de Marcelo Odebrecht entre a inocência e a culpa

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Paulo Moreira Leite e a Operação Lava Jato

O Judiciário ainda se omite 

A imprensa tenta passar a ideia de que há uma unanimidade no Brasil quanto à lisura da operação Lava Jato. Esta mesma imprensa sempre se cala e minimiza quando os acusados são do PSDB e seus aliados. 

Mas ainda temos bons jornalistas que resistem... Paulo Moreira Leite é um deles. Como Nassif, Jânio de Freitas, Mino Carta e tantos outros.

Hoje Paulo Moreira Leite está lançando seu novo livro sobre a famigerada operação Lava Jato. O lançamento é na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Local onde Suplicy foi atacado por pessoas conservadoras. Provavelmente os conservadores não estarão neste lançamento.

Aos poucos este livros e reportagens sobre as manipulações do judiciário e da imprensa irão desmontar esta falsa imagem. Aos poucos a verdade vai prevalecer. Afinal, o problema não é a importância em se combater a corrupção, o grande problema é a apuração ser partidária e manipulada.

O tempo está do nosso lado, mesmo passando por este período degradante do nosso judiciário.

Parabéns! Paulo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Banco Central: Autonomia não é sinal de estupidez

Aumentar os juros da Selic para que?

Como se não bastasse a crise política e econômica que o Brasil vive, a Imprensa conseguiu criar mais uma.

Como vai decidir o Copom, Conselho de Política Monetária do Banco Central e do Governo?

A imprensa já plantou o dilema:

Se aumentar os juros, o Bacen estará fazendo o jogo dos banqueiros e dos rentistas, aumentando a dívida pública, aumentando o desemprego e a recessão. O Banco Central tem uma tendência a ser mais conservador do que os políticos e governantes, mas não precisa ser estúpido!

Se baixar a taxa de juros, o Bacen estará agradando ao governo e aos movimentos sociais, buscando aumentar a liquidez financeira, a capacidade de empréstimos das empresas e dos consumidores, recuperando a margem de emprego e de salários. Tudo isto diminuindo a recessão.

Se o Banco Central tiver um pouco mais de juízo, nem aumenta, nem diminui a taxa de juros. Aguardando um pouco mais para ver como fica a inflação. Assim não faz o jogo nem dos banqueiros, nem dos movimentos sociais, deixando para o ministro da Fazenda tomar as providências que estimulem a retomada do crescimento econômico.

Para onde vai o Banco Central?

Acompanhe o noticiários nos próximos dois dias...

domingo, 17 de janeiro de 2016

Hungria, Síria, Alemanha e Espanha: Uma história de migração

Depois da Rasteira, na Hungria
A odisseia de Osama, o sírio

Ter que migrar de seu país de origem, a Síria, tentando chegar à Alemanha, mas tendo que passar por países que foram comunistas, nem sempre a solidariedade se faz presente... O Caderno Aliás do Estadão de hoje (domingo), publica uma lindíssima reportagem de Ralf Hoppe, jornalista da revista alemã Der Spiegel. Vejam abaixo o endereço para abrir:

http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,depois-da-rasteira,10000007253

O mundo precisa tomar conhecimento desta reportagem. Pena que o Estadão anda tão ruim politicamente. Mas os cadernos de economia e cultura continuam valendo a pena, além das boas matérias internacionais.
Abram a matéria e leiam com carinho. O autor merece um prêmio muito especial.

Realmente "Um outro mundo é possível!"

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A beleza da chuva nas folhas

E até nas flores

Ante a mediocridade na política brasileira e no terrorismo no mundo, mostro hoje o reflexo da trégua da chuva...

Vejam estas folhas de Nandina:



Agora está outra foto...



As gotas da chuva nas folhas do Trevo.

E também nas pequenas flores...



Estas folhas e flores estão protegidas das manipulações da Lava Jato.
Quando teremos Paz no Brasil?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Delfim Netto, Bresser Pereira e Belluzzo como moderadores

 O Brasil precisa de mais diálogo

Estamos começando o ano de 2016 acompanhando a crise econômica na China contaminar o economia global. No Brasil, além de a imprensa e a direita continuarem tentando o golpe, o governo e o novo ministro da Fazenda estão investindo na construção de uma nova imagem e de um novo Conselhão. Enquanto isto, as disputas políticas continuam... 

Considerando que é possível melhorar a Economia, conter os aumentos da Selic e retomar o crescimento econômico, mesmo com a inflação ainda em patamar acima de 5%, quero aproveitar o artigo de Delfim Netto, na Folha de hoje, para recomendar que o governo pense em nomes como o de Delfim, do professor Bresser Pereira e de Belluzzo. Estes podem contribuir como moderadores no Conselho. 

Da parte dos trabalhadores, além dos representantes das Centrais Sindicais, é imprescindível a participação do Dieese. Como mesmo nos governos petistas, o Brasil continua cada vez mais capitalista, recomendo a leitura desta nova aula do professor Delfim. O Brasil precisa de mais diálogo e mais respeito aos acordos e às instituições. 

Quem diria, Delfim, com o passar do tempo, passou também a ser ouvido pelos trabalhadores. Os patrões vão ficar com inveja. Mas é uma boa inveja...

Acomodação
Delfim Netto – Folha S.Paulo
13/01/2016  02h00

O mais terrível desperdício que pode haver numa sociedade civilizada é o desemprego.
Cada vez que uma pessoa que pode e quer trabalhar não encontra um emprego, sente-se excluída da sociedade. A situação é ainda mais grave quando o desemprego se prolonga e ela perde o "capital humano" que adquiriu no simples ato de trabalhar: vai-se, com o tempo, a sua expertise, superada pelos avanços da tecnologia. Sofre um rebaixamento de seu status social e lhe resta, se tiver alguma sorte, a oportunidade de pertencer ao gueto dos que têm de aceitar salário abaixo de suas qualificações. No fim do dia, perdeu um pedaço da sua identidade e destruiu sua família.

Um nível de desemprego acima do mínimo suficiente para acomodar as mudanças estruturais e tecnológicas que ocorrem em toda a organização social dinâmica e produzem o aumento da produtividade do trabalho (cujo apelido é "desenvolvimento econômico") é a tragédia que revela a falsidade da conjecturada eficiência do capitalismo do "laissez aller", "laissez faire", "laissez passer", que alguns ainda supõem ter sido matematicamente demonstrada.

O "capitalismo" é um instante histórico na procura do homem por uma sociedade civilizada. Não é eterno, nem é "justo", mas é o melhor que se encontrou até agora. Sobreviveu adaptando-se ao enfrentamento do poder econômico do capital pelos trabalhadores com a criação do sufrágio universal a partir do século 19. Na urna, ele dá o mesmo poder a cada cidadão, não importa se vende (é trabalhador) ou compra (é capitalista) força de trabalho.

Quem defende o entendimento direto entre os comitês de fábrica com os empresários, sob a vigilância dos sindicatos (que também têm muito a aprender) para enfrentar as flutuações cíclicas ínsitas na economia de mercado, tem plena consciência das limitações e inconvenientes das levianas propostas de flexibilização "tout court" do mercado de trabalho. 

Tal teoria é apenas mais uma conjectura contra a qual pesam sérios exemplos empíricos levantados em 2005 (no livro "Fighting Unemployment", de David Howell) e confirmados em 2012 (em "Macroeconomics Beyond the NAIRU", de Servaas Storm e C. W. M. Naastepad).

O que se propõe é que trabalhadores e empresários, sentados numa mesa com informações relevantes e transparentes, possam discutir – caso a caso, livre e concretamente – qual a melhor forma de ambos enfrentarem as inevitáveis flutuações da conjuntura. Devem procurar a distribuição mais "justa" dos ganhos e dos seus inconvenientes, a segurança e a estabilidade do emprego além de respeitar todos os direitos constitucionais dos trabalhadores. Por si mesmo, esse entendimento aumentará o bem-estar de todos e mitigará as próprias flutuações cíclicas.

                                                                                                                           

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A crise chegou na competência das empresas

Incompetência ou boicote?

Vender impressoras sem vender tintas para imprimir, é incompetência da empresa ou a empresa está boicotando o governo? Depende como se vê...

Para os oposicionistas fanáticos, as empresas estão boicotando o governo Dilma e estimulando a crise, boicotando suas vendas para que o povo - o consumidor - fique com a impressão de que nada está funcionando. Faz sentido embora pareça estupidez.

Para o mero consumidor, tudo indica que seja incompetência das empresas. Sejam elas públicas ou privadas. Ri muito ouvindo um amigo contar as idas e vindas para fazer um financiamento na CEF para reforma sua casa. Nada dava certo e sempre os funcionários tinham várias respostas para o mesmo problema.

Quando ele disse que isto era um problema de empresa pública, eu respondi contando o caso da Impressora da HP e hoje um novo exemplo. E olhem que o exemplo de hoje é com a HONDA, industria automobilística japonesa que sempre primou pela qualidade...

Nosso carro apresentou um baralho anormal e resolvi levar na concessionária, assistência autorizada, para ver qual era o problema. A resposta foi direta: precisa trocar o amortecedor traseiro. Respondi que autorizava o serviço, mas o funcionário disse que tinha que marcar hora e precisava antes verificar se tinha a peça. Além de demorar um bom tempo, voltou avisando que NÃO TINHA A PEÇA! Mas é uma grande revendedora da mesma fábrica! Como não tinha a peça?

O funcionário mandou-me ir até o fundo da loja, onde tem um balcão e tive que encomendar a peça, sendo que, além de pagar antecipadamente, precisava esperar de três a cinco dias. Cinco dias? Mesmo pagando antecipadamente? Sim senhor.

Paguei e voltei para casa com o carro com o barulho e tendo que esperar até cinco dias.

Já não se faz japonês como antigamente!
Com certeza, a Honda não está fazendo boicote.
O nome disto é outro...
Incompetência!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

HP e Kalunga fazem consumidor de bobo

Vendem impressora mas não vendem tinta

Nosso capitalismo é realmente uma grança. No final do ano nossa antiga impressora, também da HP, começou a apresentar problema e, como ela não era "sem fio", resolvi comprar uma nova. Fui na Kalunga da Rua São Bento e vi uma bonita impressora, design moderno e barata, além de imprimir de celulares, I-pad e computadores... O capeta! Comprei a impressora e uma carga de tintas coloridas e uma preto e branco. Até aí o capitalismo estava funcionando...

Desfiz-me da impressora antiga e comecei a usar a nova. Modelo "Link Advantage 3636". Vejam que até o nome é chique! Passaram uns dias e a tinta preta acabou. Troquei o cartucho e voltei à Kalunga da Rua São Bento para comprar novos cartuchos. Lá tinha dezenas de cartuchos número 662, que não sei de que tipo de impressora é, mas não tinha o cartucho número 664, da nova impressora. Eles disseram que chegaria na próxima semana. Como tinha um cartucho na impressora, fiquei tranquilo.

Voltei na próxima semana e nada da tinta da HP nova. Voltei novamente e nada de novo. Pedi para o funcionário olhar em outras lojas. Nada da tinta. Fui no shopping Villa Lobos e perguntei em várias lojas e todas responderam que "estava em falta". Logo, o problema não era apenas com a Kalunga, a falta da tinta era um problema da HP.

Mas eu perguntei aos funcionários da Kalunga: Se não tem tinta, como vocês vendem a impressora? Os funcionários não souberam responder. Hoje fui no shopping Eldorado, onde tem Kalunga e perguntei tudo de novo e nada... Fui no Carrefour onde também vende a impressora modera e chique, mas não vende a tinta! Quando perguntei ao funcionário do Carrefour como eles vendiam impressora sem vender a tinta, eles também disseram que não sabiam.

Pensei em abrir um processo nas Pequenas Causas, mas fiquei imaginando quanto tempo eu vou perder com este processo e suas audiências. Aí lembrei-me das redes sociais. Meus amigos e parentes reclamam todos das telefônicas celulares que não funcionam direito e cobram uma fortuna. Como já fomos prejudicados com a compra de uma impressora ecológica na Kalunga, resolvi voltar a denunciar esta prática de se vender barato mas não se responsabilizar pela manutenção e abastecimento do produto vendido.

Como no Brasil tudo está uma zona, resolvi combinar a denúncia nas redes sociais com a campanha de que o brasileiro precisa superar sua subserviência aos governos, à imprensa, ao judiciário e aos comerciantes. É preciso aprender a exigir nossos direitos na prática. Caso contrário, 2016 vai ser pior do que 2015.

E a HP, que é uma multinacional americana, que tome vergonha e abasteça o mercado com suas tintas para suas modernas e bonitas impressoras. Pena que os japoneses deixaram de lançar novos produtos como antigamente.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Imprensa insiste na crise brasileira

Mesmo estando em recesso

O Brasil entrou em recesso desde o Natal. O Congresso está em recesso, o Judiciário está em recesso, os governantes estão trabalhando meia bouca e o pais está em recesso até voltarem as aulas para os filhos, e o serviço público voltar a pegar ritmo...

A imprensa também fez um recesso curto mas já voltou a guerra contra o governo e todos que dão apoio ao governo. Mesmo as edições dos jornais estando mirradinhas, se apertar sai sangue, igual ao Notícias Populares dos velhos tempos.

Acontece que o ano de 2015 já acabou. Foi traumático, mas acabou. Agora estamos em 2016... 

E, apesar da imprensa, vamos superar os maiores problemas, vamos todos trabalhar muito para que o Brasil dê certo, para que a inflação diminua, assim como  o desemprego também diminua. Aumentando a produção, preservando os salários e as vendas.

Vamos torcer também para os Jogos Olímpicos darem certo. O Rio de Janeiro merece nosso apoio. Quem sabe assim diminui a violência e até a saúde melhora.

Se podemos investir na Paz, porque gastar tanto com a guerra?

O Brasil é maior do que a crise.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Ano novo com freio de mão puxado

Arábia Saudita, Irã, China e até Alemanha

Clima de guerra religiosa, China sentindo a crise econômica, Europa em ressaca e Obama preocupado. Será que tudo é culpa de Dilma e do PT? Ou é uma crise estrutural no mundo?

Quem viajou para o exterior e está gastando dinheiro vai sentir quando for pagar o cartão de crédito. Dólar a quatro reais e Euro a mais de cinco...

O negócio é ser cuidadoso, pagar as contas com desconto e se preparar para as vacas magras. Cabe ao governo e ao Banco Central não aumentar a taxa de juros. Se apertar muito a economia para.

E o BTG vai vendendo seus ativos... Agora o BMG vai comprar o banco Pan?

sábado, 2 de janeiro de 2016

2016 - O grande mal-estar vai continuar

Como contribuir para melhorar

Os jornais brasileiros ficaram sem matérias políticas e econômicas nacionais neste final de ano, e passaram a dar mais espaço para a imprensa internacional. Com isto diminuiu a mediocridade da nossa política e contribuiu para ter uma visão melhor do que está acontecendo no Brasil e no Mundo.

No dia 1o. de janeiro, ontem, o jornal Estadão mais uma vez veio melhor que a Folha.

Além de grande matéria sobre o fato de o banco Itaú ter comprado empresa e carteira de créditos vencidos do BTG por R$1,2 bi, o Estadão também publicou um ótimo artigo do prêmio Nobel de Economia, Joseph E. Stiglitz, com o título: O grande mal-estar continua, "http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-grande-mal-estar-continua,10000006023", é só copiar e abrir no computador.  Neste artigo, Stiglitz fala do Brasil, da China, dos EUA, da África e América Latina, da Europa e Ásia...

O interessante, entre tantos parágrafos sensatos, é o seu diagnóstico para a crise econômica mundial:

" A única cura para o "mal-estar" do mundo é o aumento da demanda agregada. Uma redistribuição de renda de longo alcance ajudaria, assim como uma profunda reforma de nosso sistema financeiro - não só para impedi-lo de causar danos ao restante de n´´os, mas para levar bancos e outras instituições financeiras a fazerem o que estão destinados a fazer: ajustar poupanças de longo termo a necessidades de investimento de longo termo."

Escolhendo os livros que deveria ler neste início de ano, ao olhar nossa pequena biblioteca, achei um livro de capa verde com o título: Globalização - Como dar certo, e curiosamente o autor é... Joseph E Stiglitz, editado pela Companhia das Letras. Ao folhear o livro, descobri que o mesmo tinha sido um belo presente em 08/12/2007. Portanto, de antes da crise de 2008, quando os bancos quebraram o mundo...

Vejam este parágrafo na orelha do livro: 
"Ao contrário do que seus arautos prometiam, a globalização, em geral, não foi benéfica para os países pobres do mundo. e a receita dominante de privatização total, liberalização radical e Estado mínimo trouxe mais problemas do que soluções. Ao mesmo tempo, as políticas que se concentram no combate à inflação e as que só levam em conta o PIB são insuficientes, pois muitas vezes o PIB vai bem, mas o povo vai mal."

Além de recomendar a leitura do bom artigo sobre o que se esperar de 2016, também recomendo que leiam o livro sobre a Globalização. Em ambos os casos encontraremos muitas coisas que têm a ver com a economia brasileira e a nossa política tão desmoralizada.

Finalmente, para ter um lado salomônico, hoje foi o dia de a Folha estar melhor do que o Estadão na parte de economia. Além de comentar o bom livro sobre o governo Roosevelt e a crise de 1929, Eleonora de Lucena apresenta outro bom artigo sobre economia.

Se a imprensa brasileira passar alguns meses sem publicar as baixarias políticas nacionais e destacar mais o cenário internacional, principalmente econômico, talvez os brasileiros encontrem uma saída melhor para nosso país. Ou talvez, a imprensa nacional aprenda a noticiar e informar sem manipulações e mentiras, contribuindo para que os brasileiros sejam parte dos cidadãos do mundo. Uma Terra onde todos os países e todos os cidadãos tenham direito às várias versões dos fatos e da história.

O grande mal-estar pode continuar, mas podemos contribuir para que não demore tanto... 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

2016 com flores e esperança

Pequeno exemplo de diversidade

A mesma planta - conhecida como Lágrimas de Cristo - apresenta um tipo de flor que varia conforme a idade e a temperatura. No inverno ficam apenas os galhos secos, depois brotam as folhas e as flores que já nascem juntas com as folhas. Vão crescendo e se multiplicando, formando uma linda trepadeira. Quando chega o verão, as folhas ficam escuras e depois secam. Repetindo o ciclo todos os anos...

Vejam estas três fotos da mesma planta:


Depois de muito tempo brancas, elas ficam assim como na foto acima.

Vejam este outro cacho de flores:


Acima vemos os três tipos de flores. 
Agora vejam a vermelhinhas, que brota de dentro da branca:


Estas são as flores do 1o. De Janeiro de 2016.
Também podemos fazer deste ano um ano de flores, paz e harmonia...