segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Eduardo Cunha desmoraliza o PSDB

Diz-me com quem andas...

Na redemocratização do Brasil, após a posse de Sarney em 1985, os paulistas viveram uma disputa política que influenciou o Brasil:

- Existiam os progressistas, liderados pelo PSDB e pelo PT; os conservadores, liderados por Paulo Maluf e o PFL/DEM; e os centristas liderados PMDB. Os demais partidos acompanhavam estes maiores.

- Na medida que o PT foi crescendo e consolidando-se como alternativa de governo, o PSDB foi aliando-se aos conservadores e centristas, provocando a redução de tamanho dos partidos conservadores como o PFL/DEM e também a redução do PMDB - que passou a ser um partido que em determinado lugar ficava com o PSDB e em outro lugar ficava com o PT. Perdendo assim sua identidade governante.

- Com o PSDB centralizando a direita brasileira e o PT aliando-se com partes significativas do PMDB, dos Evangélicos e até do malufismo, o Brasil ficou sem representantes progressistas de peso. É como se no Brasil só existisse direita e centro. A esquerda ficaria com o PSOL. Mas o PSOL não cresceu como se esperava, abrindo espaço para Marina e sua Rede de apoio ao PSDB. Portanto, sem ser de esquerda, apenas camuflada como ambientalista neoliberal.

- Cansado de ser oposição federal, o PSDB decidiu partir para o Golpe - seja que tipo de golpe for - o importante é derrubar o PT. Aí o PSDB partiu para o vale tudo, virando um partido de direita neoliberal assumida. Perdendo o pudor. O maior exemplo desta perda de pudor foi a aliança com Eduardo Cunha e seus aliados nos partidos conservadores. Que agora são dezenas... Já que agora o Brasil tem 35 partidos políticos. Virou um grande balcão de negócios...

E o PSDB até aceitou ser subordinado ao PMDB, desde que o PMDB também apoie o golpe contra Dilma e o PT. Isto é, sem votos suficiente para ganhar uma eleição presidencial, o PSDB e o PMDB podem ganhar a presidência pelo golpe do impeachment. Passando de partidos progressistas e centristas para partidos de golpistas...

E elegeram Eduardo Cunha, como o operador-chefe dos golpistas.
Só que, de tanto se sentir poderoso, Cunha achou que poderia mentir e esconder seu passado... A direita nacional achou que poderia controlar Cunha e seus aliados. A própria Igreja Católica achou que poderia fazer uma aliança com Cunha e seus evangélicos do vale tudo pelo poder e pelo dinheiro. A imprensa transformou Cunha naquele que podia derrotar o PT. Mesmo que fosse abusando da legalidade e da legitimidade. É como se Cunha fosse o Franco da velha Espanha pré Guerra Civil.

Mas o povo Brasileiro, a nova e a velha Classe Média, começou a perceber que algo estava errado. Que, em vez de se combater a corrupção, o PSDB e seus aliados, estavam colocando a luta contra o PT acima da luta contra a corrupção. Era como se tudo fosse uma briga entre bandidos. E o povo honesto estava sendo usado como bucha de canhão. E quando chamaram o povo para respaldar um dos lados, o povo não compareceu. Para esta direita golpista, sem o povo, só resta o tapetão...

Esta semana pode definir o futuro do Brasil.
Serão os políticos que definirão nosso futuro?
Não. Eles não estão à altura desta missão.

Quem pode definir o futuro do Brasil é o Poder Judiciário.
Os juízes ainda representam o pouco de esperança em nosso Brasil.
Mesmo cometendo alguns erros, os juízes estão errando bem menos do que os políticos.

Dia 16 teremos dois fatos relevantes:

1 - O Judiciário definirá o rito processual do julgamento e da procedência do impeachment;

2 - O povo irá às ruas contra o impeachment, contra o golpe, contra Eduardo Cunha e, principalmente, contra a política econômica recessiva de Joaquim Levy, ministro da Fazenda.

Se o Judiciário der mais uma oportunidade a presidente Dilma e se o povo for às ruas em número maior do que a direita foi neste domingo passado, a presidente fica na obrigação de pressionar para tirar Eduardo Cunha da presidência da Câmara Federal - mesmo que seja mais uma vez pelo Judiciário -  e a presidente Dilma também fica com a obrigação de trocar este ministro da Fazenda, neoliberal e incompetente. Mesmo com carta branca, Levy não conseguiu resolver os desafios econômicos. Pelo contrário, jogou o Brasil numa brutal recessão, causando desemprego e paralisando a economia.

Já que não podemos contar com os políticos, 
Vamos contar com o Judiciário
e com o Povo nas Ruas no dia 16 de Dezembro.

O Brasil não precisa de golpe, de impeachment e de fascistas,
O Brasil precisa de mais Democracia, 
mais respeito às regras democráticas,
e, principalmente, mais respeito ao Povo e ao Judiciário.

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