terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Banco BTG no olho do furacão

Como ficam os funcionários e os clientes?

Há momentos trágicos na vida dos bancários e dos clientes de bancos. Atualmente o risco é menor porque no Brasil há bem menos bancos. Mas, antigamente, quando tínhamos centenas de bancos, era comum acordar com a notícia de intervenção do Banco Central ou a venda deste ou daquele banco. Os funcionários perdiam empregos, perdiam dinheiro, assistência médica e a família passava privações. Os clientes faziam filas nas portas dos bancos tentando sacar seus depósitos e sofrendo o pouco caso das autoridades... Lembram do Comind? Do Nacional? Do Bamerindus? Do Banco Santos?

Todos os dias estamos vendo nos jornais as fotos e as notícias do BTG. 
Um grande banco de investimento. Um grande exemplo de sucesso da era FHC, onde seus ministros iam ser sócios e trabalhar. Um banco que dava orgulho trabalhar lá e ser seu cliente.

De repente, não mais que de repente, seu presidente e principal acionista vai preso e acusado de tentar   prejudicar as investigações judiciais contra outras pessoas envolvidas em outras operações fraudulentas.

De repente, não mais que de repente, os diretores do banco decidem substituir o presidente, por este estar preso, além de pressioná-lo para vender suas ações. Evitando assim a fuga dos correntistas e aplicadores. Fuga aqui no sentido de tirarem suas aplicações, não é a fuga pretendida pelo banqueiro e denunciada pelo filho do detido e envolvido em operações ilegais na Petrobras...

De repente, não mais que de repente, as pessoas evitam falar que trabalham no BTG ou que têm aplicações financeiras no BTG....

Mais uma vez volta a mesma pergunta de sempre:

Será que as empresas internacionais de auditoria e o Banco Central NUNCA desconfiaram de nada? Será que só ficaram sabendo depois que tudo virou notícia policial?

Como ficam os funcionários e os clientes deste Banco?
Como eles passarão o Natal e o Ano Novo?
Como será 2016 para eles?

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