sábado, 19 de dezembro de 2015

Balanço da Semana: Porque hoje é sábado!

Brasil ainda tem jeito

Tivemos uma semana com muito trabalho, muitos desafios e boas surpresas.
Ficamos com a sensação de que o golpe não passará; de que o Judiciário no STF voltou a funcionar com dignidade; o Congresso Nacional passou a ter que ouvir à sociedade e o judiciário; os movimentos sociais mostraram capacidade de resistência; os intelectuais também se manifestaram contra o golpe. E até a imprensa teve que desdizer-se e apresentar números decentes, obrigando a própria PM de Alckmin a dizer que 3 mil pessoas na Paulista não era verdade, que a verdade era muito maior. Até a presidente Dilma aproximou-se mais do povo, dos trabalhadores, dos empresários, dos jovens, dos índios e das mulheres...

Três fatos foram bem marcantes, positivamente:

1 - O povo na rua dizendo não ao golpe;
2 - O jeito civilizado e cidadão do STF decidir contra os abusos de Eduardo Cunha;
3 - A saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda e a sua substituição por Nelson Barbosa.

Tivemos ainda alguns fatos que com o tempo merecem mais explicações:

1 - Porque o banqueiro André Esteves foi libertado, mas o bancário João Vaccari continua preso?
2 - Porque alguns parlamentares são detidos por suspeita de propinas e outros continuam gozando das atribuições de seus relevantes cargos na Câmara e no Senado? São dois pesos e duas medidas?
3 - Porque alguns grandes empresários uniram-se aos trabalhadores na defesa da produção e dos empregos, enquanto o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, priorizou fazer campanha pelo golpe do impeachment:? A Fiesp virou aparelho partidário do PMDB de Skaf e Temer?

Estamos entrando na semana de Natal, 
e depois na semana de Ano Novo. 
Poderemos viver uma trégua na guerra suja que vivenciamos neste ano de 2015, onde as instituições foram tripudiadas e as verdades passaram a virar versões desqualificadas, ou poderemos começar uma nova fase de entendimento e respeito às instituições.

O Brasil é maior que a crise.
Nós somos maior que a crise.
O Brasil merece um Natal e Ano Novo mais fraterno.
Nós merecemos um país mais democrático, mais transparente,
mais honesto, mais trabalhador e mais solidário.

Tudo indica que 2016 não será igual a 1964.

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