quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2015 - Um ano para não ser esquecido

Alguns motivos:

1 - Com a escolha errada para o Ministério da Fazenda, o governo Dilma ajudou a fazer de 2015 um mau ano para nossa história;

2 - Com os erros iniciais do segundo mandato de Dilma, a direita brasileira perdeu o medo e o pudor, saindo do armário e mostrando seu lado fascista e preconceituoso;

3 - As ruas, que até então eram monopolizadas pelos progressistas e pelas esquerdas, passou a ser ocupada pela direita organizada, mobilizada e convocada pela imprensa nacional;

4 - O Congresso Nacional, que até então mantinha uma aparência de seriedade, perdeu também o pudor e passou a ser dirigido pelo simbolo maior do "vale tudo" nacional: Eduardo Cunha. A imprensa o elegeu como herói nacional;

5 - O Judiciário, que até então ainda não tinha entrado na política, tomou partido abertamente, acusando e prendendo somente àqueles que eram identificados como "amigos de Lula"; Políticos do PSDB são deliberadamente "não vistos" ou "não relevantes nas listas de recebedores de dinheiro";

6 - Nunca na história deste país, a imprensa manipulou tanto a verdade e os fatos. Nem em 1964 a imprensa foi tão golpista. é só fazer a retrospectiva das capas dos jornais e revistas;

7 - Tudo isto alimentado por um Pacote Fiscal suicida que arrochava salário, aumentava a inflação, aumentava a taxa de juros, causava desemprego e as empresas entraram em crise. Tudo em vão;

8 - O desemprego e a crise jogaram a imagem do governo na lona. O governo, ao perceber a incapacidade do ministro da Fazenda dar resultados positivos, começou a por limites na economia. Fechando o ano com um bom reajuste de salário mínimo;

9 - A direita tentou o impeachment de todas as formas e, quando achava que estava fácil, foi pega com seu porta-voz sendo acusado de ter dinheiro na Suíça, além de ser um manipulador grosseiro. Eduardo Cunha também passou a ser visto como corrupto, manipulador e mentiroso. O povo não perdoa...

10 - O STF retoma o papel de palavra final e julga com maestria o processo de impeachment aberto pelos golpistas da Câmara Federal, dando aula de ética, de comportamento e de justiça. A dignidade nacional começa a ser restabelecida;

11 - Os movimentos sociais e sindicais resistiram como puderam. Foram às ruas defender um governo que não ajudava muito e, aos poucos, foi retomando a capacidade de mobilização. Fechando o ano de 2015 com grandes manifestações em todo o Brasil. O impeachment começou a fazer água;

12 - O Brasil, cansado de tudo e de todos, começa a concluir o ano de 2015, tendo a impressão que não vai ter golpe, a mudança do ministro da Fazenda recupera a esperança de que os improvisos econômicos acabarão, o governo paga as pedaladas vencidas, aumenta o salário mínimo e o povo passa um Ano Novo com mais esperança e exigindo mais humildade por parte de todos os representantes sociais, incluindo aí os políticos, a imprensa, os juízes, a PF, os sindicalistas, o movimento social e do próprio governo.

2016 será bem melhor do que 2015. 
Mas 2015 jamais deverá ser esquecido. O brasileiro cordial virou passado. Agora todos reconhecemos que aqui também tem luta de classe, tem conflitos sociais e tem a necessidade de aprender a conviver com as diferenças. Cidadania é plural. Democracia também é plural. 

Os pobres passaram a ser Classe Média e não aceitarão voltar a ser pobres e excluídos. Seja em governo de esquerda ou em governo de direita.

Que venha 2016!

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