terça-feira, 10 de novembro de 2015

O cansaço da crise no Brasil

Soluções pela direita e pela esquerda

O ano de 2015 está acabando e o Brasil começa a mostrar sinais de exaustão. Todos sentem o desgaste da crise política, jurídica, econômica e de comunicação. Há uma crise geral de credibilidade. Há uma carência de autoridade. O clima leva a desconfiar de todos. E com muita razão.

Qual será a saída?

Do lado dos empresários, a pessoa que apresenta melhores propostas tem sido Abilio Diniz. Os representantes empresariais nas entidades, ou não falam, ou o quê falam tem pouca consistência. Os empresários estão com medo da Lava Jato.

Do lado dos políticos, todos estão com medo de tudo que pode aparecer.
O país está refém da falta de credibilidade dos políticos e está vendo diariamente os representantes do judiciário extrapolarem suas atribuições e transformar o Brasil num Estado policial onde todos os brasileiros estão sujeitos a serem espionados, bisbilhotados, presos até prova ao contrário. Nem na época da ditadura militar a falta de direitos individuais e coletivos foi tão escandalosa.

Do lado da imprensa, esta, mais do que todos, investe no quanto pior melhor. Mesmo que tenha que mentir, manipular, desculpar-se e continuar mentindo e manipulando. Não há limite!

Do lado dos trabalhadores, cada vez que o desemprego cresce, a vida da família fica mais importante do que a política, facilitando o crescimento do fascismo.

Qualquer solução política, passa, necessariamente, 
pela retomada do crescimento econômico.

E não haverá crescimento econômico com Levy no ministério da Fazenda. Este é o enigma da presidente Dilma. Ou tira Levy e a economia melhora; ou deixa Levy e este, pela sua própria natureza, reforçará a recessão, o desemprego e o descontentamento. E não adianta fingir de morto para comer o urubu.

Hoje os jornais estão dizendo que o substituto de Levy tende a ser Henrique Meirelles. Gosto de Meirelles, mas não sei se ele consegue fazer uma dobradinha com Dilma. Eu gosto mais da ideia de um empresário ou um economista mais conciliador, que escute mais os segmentos da sociedade, que seja menos arrogante do que Levy.

O ideal é que comecemos o Ano Novo com ministro da Fazenda NOVO.
Não precisa ser, nem de direita, nem de esquerda.
Basta ser um bom brasileiro e que
coloque as necessidades do Brasil em primeiro lugar.
O povo sofrido agradecerá.

E que venha 2016, que já não aguentamos mais 2015.
O ano que não devia ter existido.

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