domingo, 15 de novembro de 2015

Imprensa no Brasil: entre o fascismo e a cultura

Fascismo totalitário ou apenas na política?

Este tem sido o dilema da nossa imprensa.

Por exemplo, as revistas semanais todas viraram fascistas, mentindo e manipulando os fatos... 

Os jornais vivem manipulando a parte política, mas ainda deixam um pouco de liberdade e diversidade nos outros cadernos. O caderno de economia cada vez mais fica refém do neoliberalismo e do fascismo. Mas ainda tem um pouco de liberdade. Na política, só a Folha ainda mantém articulistas como Janio de Freitas. O Estadão já acabou com vozes diferentes na política.

Durante a semana eu quase que não folheio mais o Estadão. Vai direto para o lixo.
Olho as capas e me desanimo. Todos os dias tenho vontade de telefonar e cancelar minha assinatura. Mas algo me segura. 

Por exemplo, neste domingo, mesmo com os atentados terroristas na França, eu só consegui ler um artigo na Folha, enquanto li três artigos no Estadão. O artigo de Guille Lapouge, nosso velho correspondente em Paris. Um ótimo artigo de Sergio Rodrigues sobre o futebol de Neymar, com o título " A insustentável leveza de um golaço " e, por ultimo, um bom artigo do crítico de cinema Luiz Zanin Oricchio, sobre Kurosawa e o filme Kagemusha - A sombra do samurai. 

Se eu cancelar minha assinatura do Estadão, perco estas preciosidades. Mesmo contribuindo para manter os fascistas do primeiro caderno. O de política. 

Já a Folha, no único artigo que li, ainda encontramos a posição do jornal, chamando o presidente da Síria de Ditador. Quem é a Folha para decidir quem é democrata e quem é ditador? Será que a Folha tem sido democrata no trato com a política brasileira? Porque a Folha não chama os governantes chineses de ditadores? Ou lá é democracia igual a dos Estados Unidos, que é o parâmetro da Folha? Mesmo quando os Estados Unidos invadem os países, destituem os governantes e acabam com a democracia?

Como a ONU está deixando de existir, os parâmetros estão perdendo suas referências. As democracias estão desaparecendo para surgir um novo fascismo. O fascismo da imprensa e do judiciário. 

Onde fica o Povo? 
Vira mero coadjuvante?

Um comentário:

  1. Eu já deixei de assinar isso tudo, há muito tempo.

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