segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Brasil está igual à Inglaterra de 1965

O Futuro ainda é o Passado?
Ou o Futuro é agora?

Quando pensamos que estamos superando grandes desafios de condições de vida e da própria estrutura da democracia capenga que o Brasil vem passando, descobrimos, por relatos dos estrangeiros que moram no Brasil, que a qualidade de vida que temos, chegou há um bom tempo atrás em outros países. Se chegou lá, também pode chegar aqui.

Leiam este relato interessantíssimo!
Se quiserem mais detalhes sobre o padrão de vida na Europa depois do pós guerra, pode comprar o bom livro: A Europa no pós-guerra.


Minha primeira geladeira e 
por que o Brasil de hoje 
lembra a Inglaterra dos anos 60 
– Tim Vickery - BBC

Acho que nasci com alguma parte virada para a lua. Chegar ao mundo na Inglaterra em 1965 foi um golpe e tanto de sorte. Que momento!
Na minha infância, nossa família nunca teve carro ou telefone, e lembro a vida sem geladeira, televisão ou máquina de lavar. Mas eram apenas limitações, e não o medo e a pobreza que marcaram o início da vida dos meus pais.

Tive saúde e escolas dignas e de graça, um bairro novo e verde nos arredores de Londres, um apartamento com aluguel a preço popular – tudo fornecido pelo Estado. E tive oportunidades inéditas. Fui o primeiro da minha família a fazer faculdade, uma possibilidade além dos horizontes de gerações anteriores. E não era de graça. Melhor ainda, o Estado me bancava.

Olhando para trás, fica fácil identificar esse período como uma época de ouro. O curioso é que, quando lemos os jornais dessa época, a impressão é outra. Crise aqui, crise lá, turbulência econômica, política e de relações exteriores. Talvez isso revele um pouco a natureza do jornalismo, sempre procurando mazelas. É preciso dar um passo para trás das manchetes para ganhar perspectiva.

Será que, em parte, isso também se aplica ao Brasil de 2015?
Não tenho dúvidas de que o país é hoje melhor do que quando cheguei aqui, 21 anos atrás. A estabilidade relativa da moeda, o acesso ao crédito, a ampliação das oportunidades e as manchetes de crise – tudo me faz lembrar um pouco da Inglaterra da minha infância.

Por lá, a arquitetura das novas oportunidades foi construída pelo governo do Partido Trabalhista nos anos depois da Segunda Guerra (1945-55). E o Partido Conservador governou nos primeiros anos da expansão do consumo popular (1955-64). Eles contavam com um primeiro-ministro hábil e carismático, Harold Macmillan, que, em 1957, inventou a frase emblemática da época: "nunca foi tão bom para você" ("you’ve never had it so good", em inglês).

É a versão britânica do "nunca antes na história desse país". Impressionante, por sinal, como o discurso de Macmillan trazia quase as mesmas palavras, comemorando um "estado de prosperidade como nunca tivemos na história deste país" ("a state of prosperity such as we have never had in the history of this country", em inglês).

Macmillan, "Supermac" na mídia, era inteligente o suficiente para saber que uma ação gera uma reação. Sentia na pele que setores da classe média, base de apoio principal de seu partido, ficaram incomodados com a ascensão popular.

Em 1958, em meio a greves e negociações com os sindicatos, notou "a raiva da classe média" e temeu uma "luta de classes". Quatro anos mais tarde, com o seu partido indo mal nas pesquisas, ele interpretou o desempenho como resultado da "revolta da classe média e da classe média baixa", que se ressentiam da intensa melhora das condições de vida dos mais pobres ou da chamada "classe trabalhadora" ("working class", em inglês) na Inglaterra.

Em outras palavras, parte da crise política que ele enfrentava foi vista como um protesto contra o próprio progresso que o país tinha alcançado entre os mais pobres.

Mais uma vez, eu faço a pergunta – será que isso também se aplica ao Brasil de 2015?
Alguns anos atrás, encontrei um conterrâneo em uma pousada no litoral carioca. Ele, já senhor de idade, trabalhava como corretor da bolsa de valores. Me contou que saiu da Inglaterra no início da década de 70, revoltado porque a classe operária estava ganhando demais.

No Brasil semifeudal, achou o seu paraíso. Cortei a conversa, com vontade de vomitar. Como ele podia achar que suas atividades valessem mais do que as de trabalhadores em setores menos "nobres"? Me despedi do elemento com a mesquinha esperança de que um assalto pudesse mudar sua maneira de pensar a distribuição de renda.

Mais tarde, de cabeça fria, tentei entender. Ele crescera em uma ordem social que estava sendo ameaçada, e fugiu para um lugar onde as suas ultrapassadas certezas continuavam intactas.

Agora, não preciso nem fazer a pergunta. Posso fazer uma afirmação. Essa história se aplica perfeitamente ao Brasil de 2015. Tem muita gente por aqui com sentimentos parecidos. No fim das contas, estamos falando de uma sociedade com uma noção muito enraizada de hierarquia, onde, de uma maneira ainda leve e superficial, a ordem social está passando por transformações. Óbvio que isso vai gerar uma reação.

No cenário atual, sobram motivos para protestar. Um Estado ineficiente, um modelo econômico míope sofrendo desgaste, burocracia insana, corrupção generalizada, incentivada por um sistema político onde governabilidade se negocia.

A revolta contra tudo isso se sente na onda de protestos. Mas tem um outro fator muito mais nocivo que inegavelmente também faz parte dos protestos: uma reação contra o progresso popular. Há vozes estridentes incomodadas com o fato de que, agora, tem que dividir certos espaços (aeroportos, faculdades) com pessoas de origem mais humilde. Firme e forte é a mentalidade do: "de que adianta ir a Paris para cruzar com o meu porteiro?".

Harold Macmillan, décadas atrás, teve que administrar o mesmo sentimento elitista de seus seguidores. Mas, apesar das manchetes alarmistas da época, foi mais fácil para ele. Há mais riscos e volatilidade neste lado do Atlântico. Uma crise prolongada ameaça, inclusive, anular algumas das conquistas dos últimos anos. Consumo não é tudo, mas tem seu valor. Sei por experiência própria que a primeira geladeira a gente nunca esquece.

Algo estranho em São Paulo

Por que hoje é segunda-feira?

Trânsito totalmente parado hoje, muita chuva no domingo e o Corinthians de férias antecipadas, plantas cheias de gotas d'água, o esocial continua difícil e os computadores com dificuldade de acessar a internet. Faz parte dos desafios por morar em São Paulo.

O trânsito anda difícil há vários dias. Um dos motivos é o clima de final de ano. Como meu estacionamento é no Anhangabaú, sofremos com o quase um milhão de pessoas que vêem diariamente para a Rua 25 de março fazer compras.

Também temos boas notícias, por exemplo, o filho do nosso colega, Gilberto Salviano, vai defender tese de doutorado em astrofísica na Universidade Federal do Rio de Janeiro. É mole? O pai foi cassado por ser sindicalista na época da ditadura militar. Já o filho, estuda muito e vira Doutor em astrofísica e Mestre em astrobiologia. Sinais dos tempos...

Já a Fetec-SP, também criada para organizar os bancários do estado de São Paulo, por mais direitos e mais conquistas, fez seu Congresso em Atibaia e elegeu nova diretoria, sendo uma mulher como presidente, Aline Molina. Mais garra, mais olhar feminino e mais conquistas.

Apesar de todo o clima destrutivo, um novo mundo vai sendo construído.
Já que o Bamerindus voltou ao noticiário, gosto sempre de lembrar da propaganda da Poupança Bamerindus:

"O tempo passa, o tempo voa...
E a Poupança Bamerindus continua numa boa!
É a Poupança Bamerindus!"

Que venha 2016!

sábado, 28 de novembro de 2015

Chico Buarque em filme

Chico - Artista Brasileiro

A Folha e o Estadão desta semana publicaram ampla reportagem sobre a presença de Chico como protagonista de um novo filme nacional. Já é um sucesso! Todos estão falando da novidade com Chico. Li todas as matérias e, como sempre, quanto mais se conhece Chico Buarque e Família, mais se gosta destes personagens da História do Brasil.

Além de ser lançado nos cinemas, se for lançado em DVD, poderá será o grande presente de Natal...

O interessante é que o diretor do filme, Miguel Faria Jr. é amigo de Chico há 50 anos. E amigo dos bons, porque foi isto que deixou Chico mais à vontade para falar de sua vida e de seus sonhos...

Num momento em que o Brasil está sendo destruído, devassado, manipulado e vendido aos estrangeiros, nada melhor do que poder voltar às "Raízes do Brasil", justamente com nosso símbolo de brasilidade inclusiva e solidária. Este Velho Chico continua "gente humilde" e gente muito boa.

Ainda temos o Chico Buarque e tantos outros artistas e personagens que fazem o lado bom da nossa história.

Que venha 2016!
E 2015?
Vai passar!


terça-feira, 24 de novembro de 2015

As sombras e as luzes

O mundo fica mais tenso, mas ainda temos as flores

A história vai se repetindo como os períodos iniciais dos séculos. A primeira guerra mundial começou na região da. Turquia e Servia. As guerras atuais estão se espalhando a partir da Síria e Turquia. Napoleão e Hitler perderam suas guerras quando invadiram a Rússia. A Turquia errou ao derrubar o avião russo. O que vai acontecer?

A crise econômica mundial transforma-se em crise política que pode fortalecer democracias ou pode levar a novas guerras. A América Latina também está no olho do furacão.

Mas ainda temos as flores.


Flores que já foram gravetos secos...


O tempo passa e os direitos humanos progridem.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

São Paulo na chuva

Agora chove todo dia

O trânsito pára, mas a cidade comemora a chuva.


Por mais que seja durompara quem estuda ou trabalha à noite. 
Todos precisamos da chuva.... E das flores.


domingo, 22 de novembro de 2015

Domingo marcante!

Corinthians é campeão e na Argentina ganha oposição 

Além de ser campeão, ganhar do São Paulo de seis a um, no Itaquerão, é um presente muito especial.

Já acompanhar o resultado eleitoral das eleições na Argentina é constatar que o povo argentino estava cansado da crise. Crise econômica , política e de perspectiva. Acabaram elegendo um neoliberal que não declara que é neoliberal. Vamos ver como vai ser o governo. 

O mundo está mudando, sofrendo e ficando inseguro. 
O mundo precisa de paz, retomada da economia e mais segurança. 
O resto é discurso!

sábado, 21 de novembro de 2015

Até tu, Nizan Guanaes?

Brasil vende tudo ao estrangeiro 

Até Nizan, um dos empresários com melhor discurso de Brasil Moderno, 
trocou sua modernidade por um bilhão de reais...

Já ando triste com a falta de gente com autoridade para botar ordem na zona que se transformou o Brasil. Comecei a ter um pouco de esperança com a união entre empresários e trabalhadores para mudar a política econômica e botar a economia para crescer e gerar emprego, renda e lucros. No outro dia, no dia da consciência negra, Nizan, que veio da Bahia, vende suas empresas aos empresários americanos.

O Brasil continua sendo uma terra sem leis, sem ordem e sem uma burguesia nacional que construa um capitalismo brasileiro. Os empresários continuam preferindo ganhar dinheiro rápido, em vez de construir multinacionais. Continuamos colônia...

Ainda bem que, ao lado da chamada de capa da Folha sobre a venda do Grupo ABC de Nizan, tem a notícia de Informando que Jorge Paulo Lemann defende o entendimento nacional e até que Lula e FHC criem juízo e priorizem o Brasil.

Enquanto isto não acontece, é este espírito de vira lata que faz com que apareçam políticos mercenários que querem privatizar a Petrobras. Depois vão querer vender o Itau e o Bradesco para os estrangeiros e depois venderão os jornais e TVs. 

Por ultimo e para facilitar, vão transformar o inglês em língua oficial e deixar o português como língua secundária. 

E o povo vai aceitar isto passivamente?
Só Deus sabe...

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

É preciso superar 2015

Para a frente é que se anda...

Ninguém aguenta mais a crise política, econômica e de valores que tomou conta do Brasil. Já passou da hora de se começar uma nova etapa. O desafio é dar o primeiro passo. Dia 3 de Dezembro, empresários e centrais sindicais tentarão unificar algumas propostas. Conseguirão ???

Só Deus sabe...

Enquanto o novo não surge, o Brasil continua vivendo refém da incompetência e da má fé dos políticos, do judiciário e da imprensa.

Já passou da hora de quem produz, trabalha e cuida da família exigir respeito.

Para a frente é que se anda...


terça-feira, 17 de novembro de 2015

A Paz começa com as Palavras

Steibruch dá um sinal

Mais um empresário sinaliza que o Brasil também precisa de Paz. 
A começar pelas palavras escritas e faladas... 
Leiam o bom artigo de Benjamin Steinbruch na Folha de hoje.

A era dos excessos

17/11/2015  02h00 – Folha – Benjamin Steinbruch

É difícil escrever sobre qualquer assunto num momento em que o mundo assiste petrificado ao avanço da barbárie e chora pelas vítimas de Paris. Mas, colocando foco em problemas brasileiros, lembro inicialmente uma frase atribuída a Paracelso, médico e físico do século 16: "A diferença entre um veneno e um remédio está só na dosagem".

O país precisa muito refletir sobre essa ideia, que está longe de se aplicar apenas à química e à medicina. Há um claro exagero em quase tudo no país: na polarização política, na ortodoxia econômica e monetária, nas críticas, no denuncismo e no pessimismo geral que deprime cada vez mais os brasileiros.

Nada é mais deprimente, por exemplo, do que o nível das discussões que se desenrolam nas redes sociais. Pessoas xingam-se e acusam-se mutuamente por discordâncias ideológicas ou religiosas, sem nenhum receio de cometer crimes de calúnia, injúria e difamação. É preciso diminuir a dosagem desses atritos para um nível civilizado de discussão de convicções e ideias.

Doses exageradas de crítica têm um nome: intolerância, atitude que, infelizmente, já saiu das redes sociais para a vida real. Todos vimos imagens lamentáveis do ex-ministro Guido Mantega, por exemplo, sendo hostilizado em restaurantes, chamado de muitas coisas ruins. Mantega foi ministro da Fazenda durante quase nove anos, teve momentos de acertos e erros, mas não é disso que se trata.

Assistimos, durante a Copa do Mundo do ano passado, à presidente Dilma ser xingada por grupos de torcedores com uma frase-palavrão que não dá para transcrever. Dilma também é responsável por acertos e erros, mas não é disso que se trata. Trata-se de educação, civilidade, boas maneiras, respeito às diferenças e tolerância, coisas que estão em falta no atual momento brasileiro.

O debate econômico está excessivamente radicalizado. Um exemplo: cansamos de ver, nos últimos anos, articulistas de todas as tendências defendendo a redução da carga tributária brasileira, em razão do pesado ônus que isso significa para o setor produtivo. 

Ou seja, as desonerações que beneficiaram vários segmentos da atividade eram necessárias e tinham apoio geral no país. Pode ter havido aqui também erro na dosagem, não no remédio. Mas não é porque existem problemas fiscais que vamos amaldiçoar as desonerações e jogá-las no fogo do inferno. O país ainda precisa reduzir sua carga tributária. Alguém discorda?

Esses excessos fazem muito mal ao país. O pessimismo é insuflado de forma estridente nas manchetes de jornais, no rádio, na televisão e, com ódio e intolerância, no dia a dia dos debates das redes sociais. Se você manifesta uma opinião um pouco diferente, é hostilizado imediatamente.

Aqueles que cometem excessos por razões políticas, unicamente pela disputa do poder, e que apostam no "quanto pior, melhor" deveriam saber que o resultado dessa disputa é o desemprego, a desagregação de famílias, o sofrimento de mães e crianças, o aumento da criminalidade, a insegurança e a desesperança geral no país.

Acreditamos que a frase de Paracelso embute uma mensagem que se aplica perfeitamente ao Brasil de hoje. 

Todos temos a obrigação de dosar as críticas –para que elas sejam remédio e não veneno–, aceitar diferenças, evitar radicalismos e buscar entendimento.


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Dilma não dá carta branca a Henrique Meirelles

Deu no jornal Valor

Parece mentira ou gozação, mas o jornal Valor fez esta chamada de capa, nesta segunda-feira.

O último presidente que deu Carta Branca ao seu ministro da Fazenda foi Itamar Franco. Depois foi ridicularizado por seu ministro da Fazenda, que assumiu-se como "o pai do Plano Real", elegeu-se presidente e depois convenceu o Congresso Nacional a mudar a Constituição para o Brasil ter REELEIÇÃO presidencial e demais cargos executivos.

Conhecendo a história de Fernando Henrique Cardoso,
iria a presidente Dilma dar carta branca a Henrique Meirelles?

Há, porém, uma informação muito valiosa na matéria do Valor de hoje:
"a única certeza, no momento, é a saída de LEVY, ainda sem data marcada"

Meirelles, segundo o jornal, humildemente recomenda que, para ele assumir o ministério, Dilma deveria trocar o ministro do Planejamento e o presidente do Banco Central. O jornal ainda diz que havia outras exigências...  É mole?

A posição de Levy é considerada insustentável, diz o jornal. Mesmo assim, tudo indica que, pelo menos desta vez, Henrique Meirelles não assumirá o Ministério da Fazenda.

A presidente Dilma continua procurando um bom candidato ou candidata...
Enquanto isto, Levy continua em banho-Maria.
Pelo jeito, 2016 não será igual a 2015.



domingo, 15 de novembro de 2015

Imprensa no Brasil: entre o fascismo e a cultura

Fascismo totalitário ou apenas na política?

Este tem sido o dilema da nossa imprensa.

Por exemplo, as revistas semanais todas viraram fascistas, mentindo e manipulando os fatos... 

Os jornais vivem manipulando a parte política, mas ainda deixam um pouco de liberdade e diversidade nos outros cadernos. O caderno de economia cada vez mais fica refém do neoliberalismo e do fascismo. Mas ainda tem um pouco de liberdade. Na política, só a Folha ainda mantém articulistas como Janio de Freitas. O Estadão já acabou com vozes diferentes na política.

Durante a semana eu quase que não folheio mais o Estadão. Vai direto para o lixo.
Olho as capas e me desanimo. Todos os dias tenho vontade de telefonar e cancelar minha assinatura. Mas algo me segura. 

Por exemplo, neste domingo, mesmo com os atentados terroristas na França, eu só consegui ler um artigo na Folha, enquanto li três artigos no Estadão. O artigo de Guille Lapouge, nosso velho correspondente em Paris. Um ótimo artigo de Sergio Rodrigues sobre o futebol de Neymar, com o título " A insustentável leveza de um golaço " e, por ultimo, um bom artigo do crítico de cinema Luiz Zanin Oricchio, sobre Kurosawa e o filme Kagemusha - A sombra do samurai. 

Se eu cancelar minha assinatura do Estadão, perco estas preciosidades. Mesmo contribuindo para manter os fascistas do primeiro caderno. O de política. 

Já a Folha, no único artigo que li, ainda encontramos a posição do jornal, chamando o presidente da Síria de Ditador. Quem é a Folha para decidir quem é democrata e quem é ditador? Será que a Folha tem sido democrata no trato com a política brasileira? Porque a Folha não chama os governantes chineses de ditadores? Ou lá é democracia igual a dos Estados Unidos, que é o parâmetro da Folha? Mesmo quando os Estados Unidos invadem os países, destituem os governantes e acabam com a democracia?

Como a ONU está deixando de existir, os parâmetros estão perdendo suas referências. As democracias estão desaparecendo para surgir um novo fascismo. O fascismo da imprensa e do judiciário. 

Onde fica o Povo? 
Vira mero coadjuvante?

sábado, 14 de novembro de 2015

Paris encore? Paris Novamente?

O mundo parou por Paris

Que violência ! Que crime!

Sabemos que as primaveras árabes viraram tragédias; 
Sabemos que os Estados Unidos e seus aliados desorganizaram os países árabes;
Sabemos que as disputas religiosas são pretextos para as guerras econômicas e políticas;
Sabemos que a violência atrai violência.

Mas, quando acabaremos com tanta violência ?

Porque atacar logo Paris? Com tanta beleza e tanto charme?
Porque atacar sempre no final de ano quando o clima natalino está mais forte?
Porque combater o turismo francês?
Porque matar inocentes que estavam dançando ou vendo o futebol?

Mesmo assim, ainda temos Paris. 
Como no filme Casablanca.
Quando as esperanças se esvaem...
Ainda temos Paris com seus sonhos e suas lembranças.

Quem não ama Paris?

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Quebra do sigilo bancário e dos telefones

O uso da lei conforme a conveniência

Nós que vivemos o tempo da ditadura militar, sabemos o que é ser seguido, grampeado, preso e cassado pela Polícia Federal da época. Os federais diziam que estavam "cumprindo ordens".

Com a redemocratização e a nova Constituição em 1988, todos ficamos com a sensação de que agora os direitos individuais e coletivos seriam respeitados pelo agentes do Estado (União, Estados e Municípios). 

Aos poucos, fomos percebendo que as Leis e as Instituições são usadas conforme as conveniências das pessoas e da tal "correlação de forças". 

Por exemplo: 

- Se um grande fazendeiro manda matar uma freira brasileira, mesmo prendendo quem atirou na freira, o fazendeiro não vai preso. Mas, se  a freira for americana ou da Europa, a probabilidade de o atirador e o fazendeiro serem presos aumenta muito. 

- Quando, já na democracia, os bancários decretam suas greves, os bancos, inclusive os públicos, entram na Justiça e ganham o tal "Interdito Proibitório", que proíbe a presença de trabalhadores que tentam obstruir a entrada dos fura-greves. A defesa  do interdito proibitorio é totalmente infundada, mas mesmo assim a maioria dos juízes aprova o pedido dos banqueiros.

- É cada vez mais comum a gente ver notícias de que os procuradores públicos e a Polícia Federal solicitaram à Justiça e conseguiram autorização para grampear telefones, ter acessos à internet e às contas bancárias de pessoas físicas e pessoas jurídicas. Acontece que tudo indica que os agentes do Estado sempre acessam estas informações e, quando acham algo que lhes interessa, formalizam o pedido à Justiça. Esta prática contra traficantes, assassinos e corruptos goza da simpatia da população. O problema é quando esta prática se generaliza contra adversários políticos.

- É público e notório que está havendo no Brasil uma campanha contra o PT e seus aliados. Tudo isto em nome da moralidade... Mesmo ignorando-se tudo que aparece em nome dos demais partidos e pessoas que não são do PT. Esta partidarização de agentes do Estado (Juízes, ministério público e policiais federais), como de agentes beneficiários de concessões públicas como Rádio e Televisão contraria os princípios básicos da democracia e dos direitos iguais perante a lei.

O mais curioso disto tudo é que a subversão das instituições públicas e das concessões públicas se dá num governo federal do PT, caracterizando uma situação onde o PT tem o cargo mas não tem a governabilidade. Principalmente porque foi eleito numa aliança com o PMDB e outros partidos, sendo que estes partidos resolveram jogar duplo, isto é, usufruem dos cargos do governo, mas votam contra o governo no Congresso Nacional. Caracterizando uma esquizofrenia ou um oportunismo incomum em nossa precária democracia.

Nos jornais de hoje temos duas notícias bem exemplares desta aberração institucional:

1 - Matéria paga da Odebrecht manifesta sua indignação com a indevida exposição a que vêm sendo submetidos seus integrantes... em razão dos reiterados vazamentos de documentos, dados e informações sigilosos.... Essa prática lamentável e abusiva que se tornou rotineira, a despeito das reclamações formais dirigidas às autoridades competentes, continuam.

O fato de a Construtora Norberto Odebrecht ter apoiado a Fundação iFHC, nunca constituiu segredo.

A Odebrecht espera que o bom senso das autoridades responsáveis pela condução da investigação predomine e o respeito aos Direitos e Garantias dos Cidadãos, inclusive dos investigados, seja incondicional. 

Enquanto a Odebrecht resiste com dignidade, os empresários brasileiros e suas instituições patronais se calam covardemente...

2 - Já na capa de outro jornal aparece a seguinte matéria:

"Moro quebra sigilo telefônico da sede do PT
O juiz Sérgio Moro, da Lava-Jato, autorizou a quebra do sigilo telefônico do PT na ação que investiga o ex-tesoureiro João Vaccari." (Capa dÓ Globo).
"Além da quebra do sigilo telefônico do partido, a Justiça autorizou interceptações de ligações feitas no Sindicato dos Bancários de São Paulo...  as quebras foram autorizadas na ação que investiga se a Gráfica Atitude, ligada à CUT e aos sindicatos dos Metalúrgicos do ABC e dos Bancários de SP..."

Tanto num caso como no outro, o que mais constatamos são abusos das autoridades e omissão das instâncias superiores, sejam elas do Judiciário ou do Executivo. Já o Legislativo, está totalmente desmoralizado...

Se os que deveriam zelar e proteger as leis, 
são os primeiros a desrespeitá-las, 
como fica a nossa frágil Democracia? 

A democracia foi criada para conviver com as diferenças e com a convivência pacífica, sem negar a existência da luta de classe. Mas, quando uma classe abusa de suas atribuições para impedir a governabilidade e o bem estar social, a sociedade precisa ser chamada a se manifestar contra estes abusos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Rito de Passagem Levy e Meirelles

 Rito de Passagem Levy e Meirelles: Só falta combinar com a lateral Todos os jornais de hoje noticiam a boa convivência entre o ministro da Fazenda atual, Joaquim Levy, e o can...

Rito de Passagem Levy e Meirelles

Só falta combinar com a lateral

Todos os jornais de hoje noticiam a boa convivência entre o ministro da Fazenda atual, Joaquim Levy, e o candidato e pretendente, Henrique Meirelles. A Bolsa subiu, o dólar caiu e o mercado comemorou.

Acontece que quem define quem será o ministro é a presidente da república. Portanto, falta apenas combinar com a lateral.

Enquanto isto, o desemprego aumenta, a inflação não baixa e a economia continua ruim.

Que saia Levy até o Natal!
O Brasil merece este presente.

Ano Novo, vida nova.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A morte e a velhice que nos rondam

Como lidar com as perdas?

Ando fazendo vários exames de saúde, tentando descobrir e consertar alguns problemas que têm aparecido. Toma tempo, custa dinheiro e você descobre o quanto nosso sistema de saúde privado e público é precário.

Convênios Médicos, remédios e derivados da industria farmacêutica são verdadeiros absurdos e abusos. São grandes problemas e desafios individuais e coletivos a serem enfrentados e resolvidos.

Hoje cedo li as notícias sobre as mortes dos diretores e funcionários do Bradesco. Um deles tendia a ser escolhido como futuro presidente do Bradesco, como substituto do presidente atual. Uma grande tragédia! Todos ficamos chocados. Mais de 30 anos de dedicação ao banco e morrer exatamente no dia que os filhos fazem aniversário. É muito triste!

Doença, morte e velhice...
O que estamos fazendo para enfrentar estes desafios?

Nossos pais estão com 92 anos e temos várias cuidadoras, além dos convênios médicos. Ao legalizar tudo, em nome do respeito às pessoas e às leis, tornamos nossos custos abusivos. Principalmente quando incluímos as despesas com remédios.

Enquanto sofremos com tantas despesas e com o rigor das leis, lemos na imprensa especializada o quanto se sonega com os paraísos fiscais internacionais. Em breve vou fazer um resumo dos números apresentados pelo jornal Valor. São bilhões e bilhões de dólares...

Precisamos mudar a forma como o mundo e o Brasil estão funcionando.
Precisamos criar e organizar uma Nova Ordem Mundial.
Ficar velho, doente ou morrer não podem ser tragédias para as pessoas.
Isto faz parte da vida e a vida merece respeito.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O cansaço da crise no Brasil

Soluções pela direita e pela esquerda

O ano de 2015 está acabando e o Brasil começa a mostrar sinais de exaustão. Todos sentem o desgaste da crise política, jurídica, econômica e de comunicação. Há uma crise geral de credibilidade. Há uma carência de autoridade. O clima leva a desconfiar de todos. E com muita razão.

Qual será a saída?

Do lado dos empresários, a pessoa que apresenta melhores propostas tem sido Abilio Diniz. Os representantes empresariais nas entidades, ou não falam, ou o quê falam tem pouca consistência. Os empresários estão com medo da Lava Jato.

Do lado dos políticos, todos estão com medo de tudo que pode aparecer.
O país está refém da falta de credibilidade dos políticos e está vendo diariamente os representantes do judiciário extrapolarem suas atribuições e transformar o Brasil num Estado policial onde todos os brasileiros estão sujeitos a serem espionados, bisbilhotados, presos até prova ao contrário. Nem na época da ditadura militar a falta de direitos individuais e coletivos foi tão escandalosa.

Do lado da imprensa, esta, mais do que todos, investe no quanto pior melhor. Mesmo que tenha que mentir, manipular, desculpar-se e continuar mentindo e manipulando. Não há limite!

Do lado dos trabalhadores, cada vez que o desemprego cresce, a vida da família fica mais importante do que a política, facilitando o crescimento do fascismo.

Qualquer solução política, passa, necessariamente, 
pela retomada do crescimento econômico.

E não haverá crescimento econômico com Levy no ministério da Fazenda. Este é o enigma da presidente Dilma. Ou tira Levy e a economia melhora; ou deixa Levy e este, pela sua própria natureza, reforçará a recessão, o desemprego e o descontentamento. E não adianta fingir de morto para comer o urubu.

Hoje os jornais estão dizendo que o substituto de Levy tende a ser Henrique Meirelles. Gosto de Meirelles, mas não sei se ele consegue fazer uma dobradinha com Dilma. Eu gosto mais da ideia de um empresário ou um economista mais conciliador, que escute mais os segmentos da sociedade, que seja menos arrogante do que Levy.

O ideal é que comecemos o Ano Novo com ministro da Fazenda NOVO.
Não precisa ser, nem de direita, nem de esquerda.
Basta ser um bom brasileiro e que
coloque as necessidades do Brasil em primeiro lugar.
O povo sofrido agradecerá.

E que venha 2016, que já não aguentamos mais 2015.
O ano que não devia ter existido.

domingo, 8 de novembro de 2015

Break the Silence, Brazil

Caetano Veloso, tarda mas não falha!

Passei o dia pensando em como abordar o longo artigo de Caetano Veloso publicado no Caderno Ilustríssima da Folha de S.Paulo deste domingo. Quando houve a polêmica se Caetano e Gil deveriam ir ou não se apresentar em Tel Aviv, Israel, eu acompanhei os debates e fiquei em dúvida.

Ir a Israel não significa ser a favor da política do governo atual de Israel. Eu já estive em Israel e não me arrependo. Eu sempre fui favorável a constituição dos dois países: Palestina e Israel, dividindo-se os territórios e obrigando a ONU a sair da covardia. Sou favorável a criação do Estado Palestino e do Estado dos Curdos, dois povos que precisam de seus países...

Caetano e Gil foram a Tel Aviv, fizeram um belíssimo show, voltaram, meditaram e Caetano solta seu documento que, como tudo que Caetano faz, vai entrar para a História. O documento tem o título "A paz que eu não quero?" e torna-se leitura obrigatória. Por exemplo, foi a primeira vez que li um artigo completo do caderno Ilustríssima. Tenho preferido o caderno Aliás, do Estadão.

O jornal Folha de S.Paulo é apoiador ostensivo de Israel e dos Estados Unidos. O quê levou o jornal a publicar artigo tão polêmico? Só por ter sido de Caetano Veloso? Tenho minhas dúvidas. O Estadão, que sempre foi um jornal conservador, sempre foi mais noticioso do que a Folha. O Estadão noticiava, a Folha publica versões. O Estadão atualmente virou sublegenda da Folha, particularmente no caderno de Política. Ambos disputam quem é mais fascista.

Adorei a parte do artigo que Caetano diz que Tel Aviv parece mais com uma Fortaleza habitada por cariocas. Quando lá estive, fiquei com a sensação que Jerusalém era São Paulo e Tel Aviv era Rio de Janeiro. Uma séria e sisuda e a outra profana e beira-mar.

Caetano também nos lembra que já houve em Israel um ministro da Suprema Corte que tinha tornado legal a tortura de indivíduos árabes para fazê-os falar e assim manter Israel protegido.

Aqui no Brasil também legalizaram as prisões preventivas e as torturas físicas e psíquicas com o objetivo de conseguirem "delações premiadas" de empresários, políticos e pessoas comuns. O mundo anda tolerante com os abusos e as transgressões. O mundo anda tolerante com o fascismo legalizado. O comunismo já não ameaça ninguém, portanto, é hora de diminuir os direitos dos trabalhadores. É hora de se combater as imigrações decorrentes de guerras motivadas pelos países como Estados Unidos e seus aliados europeus.

Caetano demorou mas falou.
Está na hora de os empresários, a OAB, os artistas e a sociedade brasileira exigir o fim dos abusos e o respeito à liberdade e à democracia.
Está na hora de romper o silêncio.

Break the Silence, Brazil!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A mentira como regra

Diferença entre Educar e enganar

Nesta semana, quando estava retornando para casa, ouvi no rádio uma reportagem dando notícia sobre um determinado assunto. Fiquei atento porque o assunto me interessava. Para minha surpresa, tudo que a repórter falou era versão que não correspondia aos fatos. Fiquei pensando se o erro era apenas da repórter ou se tinha também responsabilidade dos editores e da própria empresa proprietária do rádio e da TV...

No outro dia, os jornais publicaram a mesma versão, mas mostravam que a versão tinha sido apresentada por um representante do ministério público. Mesmo sendo uma versão não verdadeira, os jornais podiam dizer que esta inverdade era do procurador público e não do jornal. Mas os jornais fizeram questão de não mostrar a outra versão, por não interessar politicamente... Esta mesma imprensa apoiou a ditadura militar brasileira e apoiou a invasão americana no Iraque, além de outras violências.

Fiquei pensando sobre a importância da Educação e da formação, tanto para as crianças como para os adultos. Os governos podem priorizar educar suas crianças contribuindo para elas terem formação técnica, boa estrutura física e alta produtividade empresarial. Mas, e a formação pessoal, a formação de valores sociais e individuais? Como ficam, principalmente, numa sociedade como a nossa onde o ensino privado é tão grande que socialmente já é mais importante que o ensino público? As faculdades públicas - de melhor qualidade - são ocupadas pelos alunos que estudaram em escolas privadas; enquanto as faculdades privadas - de pior qualidade e pagas - são ocupadas pelos alunos oriundos das escolas públicas, de pior qualidade.

Crescemos ouvindo as "verdades" faladas por autoridades como nossos pais, nossos professores, os padres, os juízes, os livros, os jornais, as revistas, o Rádio e a TV. Depois de grande, vamos descobrindo que todas àquelas verdades são verdades relativas, que existem outras verdades, outros valores e outras crenças. Todas elas também verdadeiras...

Aprendemos também que há pessoas, grupos, famílias, comunidades e países que NÃO querem saber as outras verdades, que NÃO querem que sejam tornadas públicas e que estas devem ser proibidas e reprimidas... E, quando isto acontece, as verdades passam a ser mentiras, e quando não se pode negar a verdade, se manipula os fatos, levando as pessoas a entenderem errado e, portanto, a se autoenganarem.

O Brasil vive numa democracia... Mas esta democracia, com governo fraco e a economia em crise, leva as pessoas a terem mais facilidade em mentir e em enganar. Tudo isto de forma muito consciente.

Quando vejo as mentiras e manipulações da nossa imprensa, fico sempre com a sensação de que nossa imprensa mais deseduca do que educa; nossa imprensa mais forma cidadãos passivos do que cidadãos livres e conscientes. E as pessoas que estão nos cargos públicos, como juízes, representantes do Ministério Público e da PF, quando usam seus cargos para fazer politicagem partidária e manipulações, além de deseducarem, ferem suas funções de servidores públicos.

Já passamos pela enganação da ditadura militar,
Estamos passando pela enganação da liberdade de imprensa e
da liberdade e autonomia do judiciário e da PF...
Pode ser que o final desta etapa seja mais uma ditadura da direita,
camuflada pelo discurso moralista dos evangélicos e dos tucanos...

A ditadura militar durou 21 anos,
Esta crise pode durar mais uns 10 anos,
mas a verdade sempre aparecerá.

O Brasil foi o último país a acabar com a escravidão.
Continua sendo um país que tem medo da verdade.
Mas, a verdade nos libertará!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Chuva nas plantas

A beleza das nandinas

Tem chovido muito em São Paulo. As plantas agradecem...



A água nas folhas da Nandina...



É muita beleza, apesar da baixaria política.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O Brasil e o Mundo buscam o novo

Do livro à internet

O mundo cada vez mais aproxima os países e os povos. Nesta semana, olhando os países que visitam nosso blog fiquei surpreso ao saber que chegamos a 123 países diferentes. O curioso é que estão presentes todos os continentes, todas as religiões e tipos de regimes políticos. O que será que o pessoal ver em meu blog?

Ao mesmo tempo que acessam pessoas de Israel, chegam também acesso da Palestina, da Turquia, dos Emirados Árabes e até do Iraque. Logo, tanto tem acesso da comunidade judaica como dos muçulmanos. Na internet, a democracia é universal.

Outro fator curioso é que há muito mais acessos da Europa do que da América Latina. Há sempre os campeões em acessos, como os Estados Unidos, a Alemanha, a Ucrânia, França, Rússia, China, Japão, Itália, Portugal e Reino Unido. Mas temos sempre gente da Irlanda, do Vietnã, de Angola, da Argentina, Uruguai, Moçambique e até Espanha...

São mais de 430 mil acessos, desde a criação do blog em 2010.

Quanto mais escrevo, mais fico angustiado com a degeneração da nossa imprensa e das nossas instituições. Parece que as pessoas têm vergonha de ser éticos, respeitosos e educados. Parece que ser cínico vale mais do que ser humilde.

Fico com a sensação de que caminhamos para uma grande tragédia...
Como se estivéssemos vivendo em 1929 na Europa. Em poucos anos o nazismo tomou conta da Alemanha e destruiu a Europa... Foi preciso que morressem dezenas de milhões de pessoas e que o mundo fosse reconstruído das trevas.

Quando aparecerá o novo?
Parece que todos os internautas buscam encontrar, em algum lugar do mundo, ideias e mensagens que sinalizem o novo. Cada um deve apresentar sua contribuição.

Ah se a ONU ainda servisse para alguma coisa...

Ladrões em toda parte

Desde a TIM até o trombadinha

O Brasil realmente está assustador...

1 - Hoje pela manhã quando fui entrar no Metrô da Rua Boa Vista ouvi um grito de mulher e um reboliço de várias pessoas tentando entender o quê estava acontecendo. Uma jovem assustada colocava à mão na orelha esquerda e gritava de dor. Ela teve seu brinco arrancado por alguém. Foi roubada em plena rua Boa Vista, cheia de gente, de taxistas e de policiais. A moça chorava e, com a amiga, foi até a farmácia fazer um curativo na orelha e ficou com apenas o brinco da orelha direita.

2 - Ao chegar ao trabalho, tentei por diversas vezes acessar minhas informações sobre minhas contas de celulares e Ipad na TIM. Há vários meses que estou sendo cobrado um absurdo e as funcionárias das lojas não conseguem explicar. Depois de mais de dez anos usando a TIM, ao ver minhas contas aumentarem abusivamente, mudei um dos meus celulares para a Vivo. A TIM, muito matreiramente, aumentou os custos de uma outra conta que eu tenho, mas que usava pouco, muito pouco. Assim, a conta que eu pagava muito foi diminuindo até acabar e a que eu usava pouco foi aumentando, fazendo eu pagar mais de dois mil reais por cinco meses de falso uso. Até o número do Ipad que uma funcionária da TIM disse-me que deixaria de ser cobrada, continua sendo cobrado até hoje.

Neste final de semana, voltei à loja da TIM no Shopping Villa Lobos para entender e fiquei mais confuso.  Cheio de números de protocolo, fui informado que o pessoal da TIM entraria em contato comigo. As contas continuam aparecendo para serem debitadas e o pessoal da TIM até hoje não entrou em contato comigo. Meu medo é que se eu não pagar, a TIM proteste as contas e eu tenha mais despesa e mais trabalho ainda. Quantos dias ainda terei que ir à loja da TIM? Quanto ainda terei que gastar com esta empresa decadente?

E as Agências reguladoras inventadas por FHC servem para que?
Mesmo nos governos do PT não funcionam!
Quanto custam por mês? Eu fecharia todas!

Este país está um verdadeiro absurdo.
Você é roubado em toda parte e ainda tem de pagar para ficar livre os abusos. Quando lemos os jornais, ouvimos rádios e vemos TVs, a sensação que maior ainda. O pior é que não dá para confiar em quase ninguém.

Depois não sabem o porque a população não acredita mais nos políticos...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Brasil está em liquidação. Vende tudo...

Um país sem autoestima

Gigante adormecido, deitado em berço esplêndido e sem uma classe dominante que priorize ser proprietária de suas riquezas, aceitando ser mera preposta das empresas estrangeiras. Este é o retrato do Brasil.

Todos os jornais de hoje trazem duas notícias:

1 - Abilio Diniz afirma em Nova York que o "Brasil está em liquidação".

2 - Coty, multinacional de cosméticos, comprou toda a divisão de cosméticos da Hypermarcas.

Podemos acrescentar ainda que o judiciário, os políticos e a polícia federal estão atuando juntos para destruir a Petrobras, maior e mais importante empresa brasileira (de verdade, não de fachada) com o intuito de vendê-la em pedaços.

O quê levou o Brasil a ter um empresariado tão chulo?
O que levou o Brasil a ter uma sociedade tão passiva?
Será que tem a ver com a colonização católica e portuguesa?
Ou tem a ver com a proximidade com os Estados Unidos?

Talvez de tudo tenha um pouco.

Um dos poucos empresários que têm se destacado na defesa das empresas nacionais é Abilio Diniz. Mesmo tendo vendido o Pão de Açúcar a um grupo francês, o Casino, Diniz continua sendo um grande defensor do Brasil. Tudo leva a crer que Abilio tenha se arrependido de ter vendido o Pão de Açúcar, mas agora Inês é morta...

A verdade é que, historicamente, os empresários brasileiros criam empresas, muitas vezes com apoio financeiro dos governos municipais, estaduais e federal e, quando as empresas estão prontas e redondas, estes empresários as vendem ao primeiro que aparece.

Onde fica a Dignidade Nacional?
Onde fica nossa autoestima?

Já que vendem tudo, porque não deixam vender aos estrangeiros os jornais, rádios e TVs? Se podem vender escolas, universidades, hospitais, indústrias, fazendas, usinas de álcool e tudo mais?

Ainda bem que ainda temos Abilio Diniz...

domingo, 1 de novembro de 2015

Imprensa do mal e Imprensa do bem

Defeitos e virtudes na nossa imprensa

Neste domingo, Dia de Todos os Santos, quando olhei as capas dos jornais Estadão e Folha, fiquei pensando e meditando durante horas sobre o que faria nossa imprensa ter optado pelo fascismo e, ao mesmo tempo, manter algumas virtudes. 

A capa da Folha destaca uma crítica ao BNDES, afirmando que o banco protegeu um amigo de Lula. A má fé do jornal está na manchete e no conteúdo. Todo mundo no mercado financeiro sabe o quanto o BNDES é sério. Digo isto. Com a experiência de ter sido conselheiro do banco durante seis anos. Cinco anos nos governos FHC e um ano no governo Lula. Nunca vi o BNDES jogar sujo. Mesmo nas privatizações, quando chegaram perto do ilegalidade. Ainda na minha época, ajudamos a salvar a Rede Globo, renegociando suas dívidas em função da maxidesvalorizacao cambial de FHC. Não tive coragem de folhear a Folha. 

Já o Estadão, que anda pior do que Hora do Povo! Veio com uma capa que parecia o jornal dos Mesquitas do velho tempo... " Volks busca reparar apoio à repressão na ditadura" . Na parte interna uma bela reportagem sobre prisões e torturas nas empresas, a mando da ditadura militar. O bom depoimento do Metalurgico Lucio Bellentani e ótima reportagem sobre Santos-Dumint e, de quebra, um ótimo artigo sobre o cinema italiano. Anna Magnânima e Pasolini...

Não sei... Vivo com vontade de cancelar minhas assinaturas dos dois jornais, mas não consigo. Sempre imagino que, apesar do fascismo dos donos e dos editores, ainda há bons jornalistas e boas matérias para ler. Principalmente fora dos cadernos de política.

O mundo moderno é plural. 
A direita poderia valorizar está pluralidade democrática, em vez de tentar impor o pensamento único. A esquerda já aprendeu com a História de que a Democracia e a Liberdade são prerequisitos para a qualidade de vida de uma sociedade. Está na hora de a direita também aprender isto. Será que as duas guerras mundiais não serviram para nada?

Se a nossa imprensa melhorar, também teremos condições de melhorar o judiciário, a polícia federal e até os políticos. 

Eu acredito nesta mudança.