segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Quando Levy vai sair?

Sair não é dúvida, precisamos é saber quando e como...

Realmente foi de uma infelicidade imensa o presidente nacional do PT, Rui Falcão, aceitar a pergunta da Folha sobre a política econômica e a troca do Ministro da Fazenda. Quando vi a entrevista no jornal, não acreditei. Rui Falcão é uma pessoa muito experiente, cordata e politicamente muito maduro. Não é de fazer ou falar bobagem. Como a Folha conseguiu tal façanha?

Já a presidente Dilma, ela reagiu como manda o figurino. "Quem decide sobre a demissão ou não do ministro sou eu, e eu concordo com que ele está fazendo. Portanto, não sairá do meu governo". Ponto para Dilma. Seu silêncio seria muito comprometedor.

Imagine se fosse a diretoria de um time de futebol falando sobre o próximo jogo do time e a possibilidade de demissão do técnico. É claro que o diretor do time negará qualquer possibilidade de demissão do técnico, mesmo que depois do jogo o técnico seja demitido. Há formas de se preservar as pessoas e as instituições.

Rui Falcão, como presidente do partido da presidente da República não pode passar a ideia de que está exigindo a saída do ministro da Fazenda. Mesmo se a intenção de Rui Falcão não fosse esta.

Mas, que todos estão afirmando que o Ministro da Fazenda está desautorizado, sem autoridade, desmotivado e desacreditado, isto sim. Em qualquer bar, restaurante, mesa de operações de bancos, faculdade, reunião de executivos e até jornalistas experientes. Todos só falam nisto...

É tão certo que Levy está de saída do governo, quanto é certo que o Corinthians será campeão do Brasileirão.

Mas ele não precisa sair agora em outubro. Pode esperar até o final de novembro ou início de dezembro. Qualquer que seja a data, desde que seja neste ano. Afinal, este ano já está perdido e um mês fará pouca diferença. Quanto a decisão de quem será a iniciativa sobre a saída, Levy pode negociar com a presidente Dilma uma saída honrosa, isto é, "de comum acordo e cheio de agradecimentos pelo esforço desprendido pelo ilustre economista formado nos Estados Unidos".

O Brasil ficará profundamente agradecido.

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