segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Convivendo com a direita e os fascistas

Até onde vai a direita brasileira?

A direita se aproveita da fragilidade do governo para infernizar a vida de todos, ampliando a sensação de insegurança e de caos.

Quem é a direita brasileira? 
Antigamente era a ditadura militar e a UDN, partido dos latifundiários e da burocracia conservadora. Atualmente, a direita brasileira é liderada pela imprensa, pelo ministério público, pela policia federal e pela bancada conservadora dos evangélicos. Estes segmentos sociais estão personificados no PSDB, que depois de Covas e Montoro, resolveu ser  neoliberal e reacionário. Soma-se a esta direita mais tradicional, os jovens neoliberais e com cabeça de Miami, este jovens são contra tudo que signifique política de proteção aos pobres, aos negros e às minorias.

É ruim ser de direita?
O problema não é ser de direita. O problema é ser antidemocrático. Isto vale para a direita e para a esquerda. No Brasil a esquerda sempre foi perseguida e reprimida. Em 500 anos de História, somente agora, depois de 1980, que a esquerda está passando por um longo período de legalidade e de mandatos eleitorais. Como a direita sempre foi governo e classe dominante, ela disfarçou-se de "boazinha, paternalista e democrata". Nos países democráticos, os partidos convivem com eleições e o ganha-e-perde-eleições. Nos países subdesenvolvidos esta convivência ainda não está consolidada.

Neste final de semana, a imprensa estava medíocre. 
Mas o que chamou mais atenção foi a agressão sofrida por Eduardo Suplicy na Livraria Cultura, ponto de referência da intelectualidade paulista. Muita gente está se perguntando se foi armação dos donos da Livraria Cultura. Creio que não, mas que houve displicência quanto à segurança, houve. A comunidade judaica em São Paulo é declaradamente tucana, isto é, apoiadora do PSDB e, cada dia mais, antipetista. Mas, não acredito que neste caso tenha havido premeditação.

Por que a direita brasileira saiu do armário e está cada vez mais agressiva?
- Em primeiro lugar, porque a economia está ruim e assim a presidente Dilma perde apoio da base eleitoral que a elegeu. A presidente nomeou um ministro da Fazenda que é neoliberal e incompetente.
- Em segundo lugar, porque a direita cansou de perder eleições e aí resolveu deixar a democracia de lado e partir para o vale tudo. O quê tem dado certo, principalmente, em função do apoio do judiciário e da polícia federal. Tanto o judiciário como a policia federal ganharam muita liberdade e autonomia no governo Lula e agora estão usando e abusando desta autonomia para combater o PT e o governo Dilma. Eles aproveitam-se da fragilidade da presidente e de seu ministro da Justiça.
- Em terceiro lugar, porque o governo comete um erro atrás do outro, particularmente por ter que manter uma coligação partidária sado-masoquista. Isto é, os parlamentares exigem cargos e ministérios e depois votam contra o governo. Explicitando um governo autofágico.
- Em quarto lugar, porque o governo sustenta, com publicidade oficial e das estatais, uma imprensa mentirosa, manipuladora e que combate diariamente o governo Dilma.

Quando vamos superar este clima de guerra suja?
Temos várias alternativas. A primeira é quando a direita ganhar as eleições e voltar a dominar o Brasil e diminuir os direitos e a liberdade para a classe trabalhadora atuar enquanto classe. A segunda é se o governo Dilma conseguir melhorar a economia, principalmente trocando o ministro da Fazenda. A terceira é com a destituição do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, que está sendo denunciado pelo Ministério Público e foi comprovado que tem contas bancárias na Suíça. A quarta é se o PMDB tomar juízo e parar de fazer jogo duplo, isto é, ficar no governo Dilma e votar com a oposição ao próprio governo que ele participa.

Temos luz no fim do túnel?
Não, por enquanto, nem túnel temos...

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