segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Folha está com saudade da ditadura

50 anos de 1965 entres músicas, teatro e ditaduras

A imprensa tem noticiado diariamente comemorações de 50 anos de carreira de vários artistas importantes, como Caetano, Gil, pessoas do Teatro e, diariamente, a imprensa tem estimulado um novo golpe contra um governo constitucionalmente eleito.

Também sou um dos que consideram o segundo governo Dilma uma decepção. Daí querer que ela seja demitida por impeachment ou renúncia são outros quinhentos...

De tanto ver comemorações de 50 anos, fui dar uma pesquisada sobre o que acontecia no mundo em 1965 e, além de muita guerra fria, teve a guerra entre a Índia e o Paquistão, onde morreu muita gente e as coisas continuaram como estavam: disputando a Caxemira...

Enquanto as guerras corriam pelo mundo, os Estados Unidos articulavam golpes militares contra os governos populares na América Latina e intervenções militares na América Central.

O curioso é que 1965 antecedeu 1968 que foi o ano mais marcante da década.
Tanto significou o início das grandes manifestações estudantis na França e Europa em geral, como significou o fechamento da Ditadura Militar no Brasil com a edição do AI-5. Acabando com a brincadeira de alguns civis pensarem que mandavam nos militares...

Estamos em 2015, 50 anos depois de 1965.
Enquanto o Brasil sofre com um governo que foi eleito com um projeto progressista mas resolveu unilateralmente governar para os neoliberais, embora não seja reconhecido por eles, transformando-se num governo sem legitimidade à esquerda e à direita. Daí a pressão da direita para derrubá-lo e a pouca resistência da esquerda...

Como a Folha está com saudade da ditadura, que ela ajudou a constituir-se em 1964, agora tenta derrubar este governo moribundo que, em vez de mudar para se legitimar socialmente, insiste em manter ministros inoperantes e antipáticos, como Joaquim Levy na Fazenda e Mercadante na Casa Civil.

Para evitar que o desejo da Folha se realize, o governo, como paciente hospitalar, precisa reconhecer sua fragilidade ou sua doença e tomar as providências necessárias.

Como diz a esfinge:
Ou reforma este ministério ou será destituído com ele.

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