sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Dom Paulo Evaristo Arns e Marta Suplicy

Uma boa homenagem a Dom Paulo

O brasileiro que melhor simboliza minha boas lembranças do Papel da Igreja é Dom Paulo Evaristo Arns. 

Nesta última segunda-feira, dia 14, Dom Paulo fez aniversário. Pensei em fazer mais uma homenagem para ele, mas a crise política obrigou-me a deixar a homenagem para depois.

Ainda sobre a Igreja progressista, ao falar ontem sobre Marcelo Odebrecht e Hélio Bicudo, mostrei minha tristeza sobre o fato de ter conhecido Hélio Bicudo na Igreja progressista da época de Dom Paulo e vê-lo agora ser usado como porta voz dos golpistas.

Hoje, para minha surpresa, vi na coluna que Marta Suplicy publica na Folha de São Paulo, que ela homenageia o Papa Francisco e Dom Paulo. Por questão de espaço, reproduzo apenas a parte que Marta fala de Dom Paulo. Sobre o Papa Francisco fica para outro momento.

Marta Suplicy está certa.

Ao completar 95 anos de vida, nós que tivemos a felicidade de conviver com Dom Paulo e sua família, queremos dar nossos parabéns, nosso agradecimento por tudo que ele fez por nós e pela Dignidade Humana.

Leiam a parte que Marta escreve sobre Dom Paulo Evaristo Arns na Folha de hoje.

“O artigo de hoje é para homenagear um ser humano, do naipe do papa Francisco: dom Paulo Evaristo Cardeal Arns. Este é o nome do livro que será lançado dia 4 em São Paulo, resgatando a história de quem tanto fez pelo Brasil, pelos pobres e pelo povo da minha cidade.

O que chama mais atenção na história de dom Paulo, hoje com 95 anos, e que estará presente neste dia na Paróquia São Francisco de Assis, é sua simplicidade, determinação, apego aos mais necessitados e acima de tudo, coragem pessoal. Não à toa dom Paulo tem 38 títulos de cidadão honorário, 43 medalhas, 31 prêmios, 24 diplomas honoris causa. Valoriza as mulheres e acreditou no ecumenismo, incentivando o diálogo inter-religioso na Sé.

A teologia da libertação, que provocava tanta resistência nas forças mais conservadoras, foi abraçada por dom Paulo, ajudando no processo de conscientização dos marginalizados e novas formas de reivindicação. Criou mais de 2.000 Comunidades Eclesiais de Base e este foi um enorme apoio, pois simbólico (antiditatorial), político (protegeu os perseguidos políticos) e material (forneceu as condições, inclusive disponibilizando pessoas intelectualmente preparadas).

Os grandes do mundo que se preocuparam com os carentes, as famílias brasileiras atingidas pela perseguição da ditadura, os que lutaram pela Anistia e os mais pobres de São Paulo sabem de sua grandeza e a diferença que pode fazer um cardeal da Igreja destemido e engajado nas grandes causas e a influência libertadora e visionária de um grande papa.”


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