terça-feira, 15 de setembro de 2015

Brasil: Confusão na área

Se a ideia era ganhar tempo, Dilma fez um gol

Como se diz no futebol: "A melhor defesa é o ataque".
Se o governo Dilma pretendeu sair do sufoco que se encontrava, buscando iniciativas que obrigasse os adversários a se explicar, ela fez um gol de contra-ataque.

Agora cabe a todo mundo ficar analisando cada uma das propostas do pacote econômico, dar opiniões e, enquanto isto, ela ganha tempo sobre a campanha do impeachment e sobre o incontrolável Congresso Nacional. Até a imprensa vai ter que ficar refém do pacote econômico.

Enquanto o Brasil discute o Pacote Econômico, Levy e Mercadante também ganham tempo...

Ainda temos a pauta do Lava Jato, que, por enquanto, continua controlada por um judiciário que está deixando os políticos reféns de sua iniciativa. Se os cortes do Pacote Econômico também afetarem o Judiciário, a má vontade dos juízes para com os políticos tende a aumentar. Ou o Judiciário tem orçamento independente da crise?

O que todo mundo já sabe é que quem vai pagar a maior parte da conta do Pacote Econômico são os funcionários públicos e os assalariados em geral. Incluindo aí o repasse da nova CPMF.

Os jornais estão dizendo que Dilma priorizou agradar aos empresários e investidores, os movimentos sociais estão reclamando que serão mais afetados do que os ricos, como sempre. E os políticos estão fazendo contas. Quanto podem barganhar para aprovar cada ponto apresentado no Pacote Econômico de Levy?

E quanto à Reforma Ministerial?

Enquanto o Congresso Nacional não aprovar o Pacote Econômico não se muda o ministério? Ou a reforma do ministério servirá como instrumento de barganha para que os políticos aprovem o Pacote e recebam ministérios e cargos em pagamentos ou retribuições?

Cada dia continuará com sua tormenta.
Quem sobreviver herdará um novo Brasil. É como a Travessia do povo hebreu no deserto do Sinai... É preciso ter força, garra, sempre...

Para surgir um novo Brasil será necessário que cada brasileiro seja um "investiment grade" como disse hoje na Folha Nizan Guanais. Como na Lei da Natureza, somente os mais fortes sobreviverão. Até porque não se pode contar muito com a solidariedade humana. Os imigrantes sírios na Europa que digam.

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