sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Brasil: 11 de Setembro pior do que Agosto

A Direita assanhada comemora...

Na História brasileira, o mês de agosto virou referência de fatos negativos.
Quando superamos o mês passado, comemoramos que Agosto tinha terminado sem os golpistas terem conseguido dar o golpe.

No entanto, o dia 11 de Setembro tem duas tristes lembranças para a América Latina e para o Oriente Médio. Foi num dia 11 de Setembro de 1973 que os militares chilenos, apoiados e bancados pelos Estados Unidos, deram o golpe militar mais sangrento da América do Sul. E foi também num dia 11 de Setembro de 2003, que terroristas árabes implodiram as Torres Gêmeas em Nova York, provocando o maior ataque externo ao solo dos Estados Unidos e provocando a invasão do Iraque, além das outras guerras no Oriente Médio.

No Brasil de ontem para hoje, 
o mundo desabou sobre o governo Dilma
como um Tsunami japonês.

Rebaixaram o grau de investimento do Brasil, desmoralizando o ministro da Fazenda, Joaquim Levy; no Congresso Nacional, partidos e parlamentares da Direita Assanhada foram ao microfone lançar a Campanha do Impeachment já; empresários histéricos liderados por Skaf gritaram que falta credibilidade ao governo; e a Folha e seus aliados estão avisando que Dilma finalmente está procurando alguém para substituir o Ministro da Casa Civil, Aloisio Mercadante. A Folha, em principal manchete, ainda avisa: E que o substituto não seja filiado ao PT.

Traduzindo tudo: 

A direita aperta o cerco contra o governo Dilma, avisando que, ou ela renuncia ou será impichada... Isto é, destituída.

E Dilma não tem diálogo à esquerda, nem com o PT, nem com os movimentos sociais. A cada dia que passa, o governo Dilma fica menor...

Não se pode servir a dois senhores, já dizia a Bíblia. 

Dilma, ao nomear Joaquim Levy, agradou aos banqueiros e latifundiários,
mas desagradou aos trabalhadores, pequenos industriais
e pequenos produtores rurais.

Podemos ir às ruas contra o golpe da direita assanhada,
mas jamais iremos para as ruas defender Joaquim Levy,
Mercadante e outros ministros neoliberais.

Como dizia a propaganda do velho Bamerindus:
O tempo passa, o tempo voa...

Dilma precisa se definir o mais breve possível.
Dilma demorou para tirar a Graça Foster da Petrobras.
E está demorando a redefinir o ministério em crise.

O que é melhor para o Brasil?

Deixar a direita assanhada e neliberal apropriar-se do governo,
ou constituir um governo de centro, com legitimidade social para governar?

O PSDB só pensa em 2018.
O PMDB negocia com todos os setores.
O PT aguarda a posição de Dilma.


A prioridade é o Brasil de agora. 
A prioridade não pode ser 2018.
Não existe governo de uma pessoa só.
Todo governo precisa ser coletivo e plural.

Reforma Ministerial Já!
Vamos organizar um Conselho de Estado.

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