quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Trinta anos depois de 1985

Todos mudamos nestes 30 anos

O Brasil mudou muito, o mundo mudou mais ainda.
Em 1985, particularmente no dia 05 de agosto nasceu nossa filha. Também neste dia deveria realizar-se a primeira negociação salarial entre bancários e banqueiros. Da maternidade, tive que telefonar para justificar minha ausência. A negociação aconteceu, continuou até setembro.

Em setembro de 1985 o Brasil viu a maior greve nacional dos bancários.
Três dias de greve que mudaram a história do sindicalismo brasileiro, abriu portas para redemocratizar muitos sindicatos por este Brasil a fora e para transformar nosso país.

Hoje nossa filha é médica, trabalha e mora perto de onde nasceu.
Nasceu no Hospital Santa Catarina, em plena avenida Paulista, centro financeiro já naquela época.Se eu, como sindicalista, contribuí para os trabalhadores se organizarem para conquistar mais salários e melhores condições de vida, nossa filha, como médica, ajuda a salvar vidas. Estamos fazendo nossa parte...

Já a categoria bancária, está muito diferente de 1985.
Os bancos estaduais foram extintos por FHC. São Paulo, por exemplo, perdeu o Banespa e a Nossa Caixa. Dezenas de bancos privados foram vendidos ou fechados. O sistema financeiro ficou concentrado apenas em São Paulo. A pulverização de sedes de bancos em todo país acabou. Bancos de varejo, existem apenas cinco: Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Em 1985, éramos um milhão de bancários.
Hoje, somos pouco mais de 500 mil. A terceirização descaracterizou o trabalho bancário. O Brasil tem mais de cem milhões de correntistas e a maioria raramente vai aos bancos. A informatização, os caixas eletrônicos e até os celulares já fazem tudo sem precisar ir aos bancos.

Todos mudamos nestes 30 anos...

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